quinta-feira, 16 de maio de 2013

“VENHA O TEU REINO”



VENHA O TEU REINO
A Natureza do Verdadeiro Avivamento
Mateus 6:10

                   Introdução
         Há um avivamento verdadeiro a caminho de todos nós e cada um de nós; como Igreja, devemos clamar por este avivamento. A dinâmica deste avivamento é caracterizada pelo verbo “trazer”.
         O plano de Deus sempre foi trazer a realidade do Céu ao contexto da Terra. E a Igreja é a agência responsável por trazer o Reino de Deus a Terra.
         O Avivamento pelo Evangelho do Reino traz o que há no céu para nós. Este avivamento traz...

1-   A UNIDADE EM TORNO DE CRISTO.
No Céu não há a mínima divisão; todos os seres angelicais estão unanimemente unidos em torno de Deus e de seus eternos propósitos.

i-             Todas as coisas reconciliadas em Cristo (Colossenses 1:20)
Tudo o que foi desvinculado do governo de Deus por causa do Pecado do primeiro Adão, em Cristo (o último Adão) foi reconciliado a Deus em perfeita unidade; esta obra consumou-se na cruz e é efetuada até aos dias de hoje. O avivamento renova a Igreja para sua responsabilidade reconciliadora e unificadora; e isto começa a partir da própria Igreja que encontra a revelação da perfeita Unidade em Cristo, como corpo.

ii-            A Unidade da Fé (Efésios 4:13)
O avivamento do Reino não visa promover uma unidade teológica, ou litúrgica, ou cultural, mas sim a Unidade da Fé. A verdadeira doutrina está revelada misticamente na realidade e na experiência real de cada indivíduo ou grupo com Cristo. Esta doutrina pode até ser organizada e sistematizada, porém, jamais monopolizada por qualquer seguimento denominacional ou confessional. A fé não é um credo, é um dom. É o Evangelho do Reino que unifica a fé das pessoas em seu autor e consumador: Cristo (Hebreus 12:2)

2-   O PADRÃO MORAL DE DEUS.
No Céu não existe imoralidade ou amoralidade, mas um padrão moral único, eterno e caracterizado pela perfeição e excelência de caráter.

i-             Sem relativismo na consciência de bem e mal (Isaías 5:20)
No prisma da verdade, não há conjuntos relativos, culturais, ou sociais de moralidade; o bem é bem, e o mal é mal. Não há conceitos intelectuais ou filosóficos que possam alterar a moral absoluta estabelecida por Deus. Platão asseverou: “Se vós compreendeis o bem e mal, podeis com segurança adquirir conhecimentos; porém, se não é esse o caso, ó meu amigo, parai e não arrisqueis vossos mais caros interesses em um jogo de azar.” O padrão moral do Reino de Deus é uma consciência aguçada sobre o bem e o mal, e uma voluntária paixão e alegria de fazer o bem.

ii-            Perfeição e Santidade como ideais absolutos (Mateus 5:48; I Pedro 1:15-16)
Longe da controvérsia calvinista x arminiana, há, de fato, um estado de perfeição humana alcançável nesta vida em Cristo Jesus. Não se trata de inerrância ou infalibilidade, mas, segundo a melhor expressão de John Wesley, um “amor santo”. O Reino de Deus não é “monergista ou sinergista”, mas é justiça. E este padrão moral é renovado nos corações pelo evangelho do Reino. O verdadeiro avivamento é marcado por este elevado padrão moral. 

3-   PROSPERIDADE DE RECURSOS.
No Céu não há o menor indício de pobreza ou miséria; lá está a fonte de toda a riqueza e prosperidade, e os recursos são ilimitados.

Tal qual não podemos fazer apologia a famigerada “teologia da prosperidade”, com seus extremos triunfalistas e megalomaníacos, devemos nos guardar da “teologia da miséria” largamente difundida por seguimentos monásticos da cristandade. Voto de pobreza jamais revelará genuína humildade de coração, senão uma tentativa humana de auto-afirmação (Colossenses 2:20-23).

Porque este avivamento traz prosperidade de recursos?

i-             Porque este avivamento restaura a produtividade humana.
O avivamento do Reino é um retorno radical do homem a uma perspectiva do estado edênico, ou seja, o estado do homem no Éden, antes da Queda. “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos...” (Gênesis 1:28). Contrariamente ao que muitos pensam, o trabalho não é parte da maldição da Queda, pois “...tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar”, antes da Queda (Gênesis 2:15); a maldição é o trabalho intenso e excruciante que “escraviza” o homem e o priva da abundância de seu fruto (Gênesis 3:18-19). Este avivamento restaura a produtividade humana porque conscientiza o homem de ser um lavrador e guardador da Terra, e porque a sua própria “terra indidual” é redimida e sarada pelo avivamento (II Crônicas 7:14).

ii-            Porque este avivamento restaura a liberalidade.
O homem avivado é iluminado pela revelação da semeadura (Gálatas 6:7; II Coríntios 9:6-7). Ele entende no espírito e pelo Espírito, que não pode reter nada para si (Provérbios 11:24), pois tudo provém de Deus, e foi criado e provido para os propósitos de seu Reino (I Crônicas 29:14). Nenhum homem realmente cheio do Espírito Santo cogita questionar teologicamente a validade do princípio dos dízimos, pois entende que apesar de não se constituir como lei no contexto atual, é uma saudável tradição bíblica irrevogável. “...estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epistola nossa.” (II Tessalonicenses 2:15). Jesus nos ensina a guardar os preceitos morais mais importantes do Reino, mas sem omitir o princípio do dízimo (Mateus 23:23). Devemos honrar ao Senhor com os nossos bens e com o primeiro e o melhor de nossa renda (Provérbios 3:9-10), e fazê-lo com alegria, “porque Deus ama ao que dá com alegria.” (II Coríntios 9:7c). Com liberalidade glorificamos a Deus e nos submetemos ao evangelho de Cristo (II Coríntios 9:13).

iii-          Porque este avivamento restaura a liderança humana.
Liderança não se trata de “estar acima de alguém”, mas pode ser resumido em governar seu domínio pessoal. Embora deva haver liderança no âmbito organizacional e corporativo, Deus não criou homens para se dominarem ou serem dominados uns pelos outros. A liderança na perspectiva do Reino é a capacidade de domínio sobre a criação. “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: ...enchei a terra, e sujeita-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.” (Gênesis 1:28). A fauna e a flora representam a subsistência humana, e esta é a área sobre a qual o homem recriado à imagem do Último Adão (I Coríntios 15:45) deve dominar. O avivamento do Reino restaura este domínio.

4-   UM MOVER DE CURA E SAÚDE.
No Céu os “corpos” são eternamente sãos; não há doenças, enfermidades ou deficiências lá. A saúde é a marca do Céu.

i-             A cura na expiação (Isaías 53:4-5)
As enfermidades também são uma conseqüência direta a Queda do primeiro Adão, que por causa do Pecado, contraiu em seu corpo e alma um processo degenerativo que passou a ser “natural”. A obra redentora de Cristo no Calvário é a perfeita expiação não somente para o Pecado, mas também suas para suas conseqüências. A palavra “salvação”, do grego “sozo”, é aplicada na realidade expiatória, tanto para a alma como para o corpo. Deus revelou isto na mensagem do profeta messiânico, Isaías. No avivamento do Reino, esta compreensão é restaurada ao corpo de Cristo, que aliás, no contexto da Comunhão (Santa Ceia), é a fonte da saúde de Cristo para nós. “...não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.” (I Coríntios 11:29c, 30)

ii-            A Cura e Saúde são parte da Benção Divina (Êxodo 23:25-26)
Uma compreensão plena da dimensão da Benção de Deus é um dos frutos da manifestação do Reino de Deus entre nós. No avivamento somos iluminados em nossa fé quanto a sermos abençoados em nosso suprimento e saúde. Esta é uma promessa de Deus que não está condicionada a uma dispensação passada ou a uma etnia: “E servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades. Não haverá alguma que aborte, nem estéril na sua terra; o número dos teus dias cumprirei.” Renove nisto sua esperança de cura divina para você, seu amigo ou ente querido; Deus quer curá-lo. Encontre na perspectiva do Reino, não somente a fé para crer nisto, mas a mente de Cristo para entender isto (I Coríntios 2:16)

iii-          Perdão e Cura na mesma realidade (Salmo 103:3; Mt 9:5-6)
Como já dissemos, não se dissocia o Perdão do Pecado e a Cura da Enfermidade, ambas estão incluídas na expiação. Aliás, ambas são constantemente citadas juntas nas Escrituras (como nos textos acima). Não queremos divagar sobre o porquê alguns não recebem a cura divina, pois o que está em destaque aqui é uma verdade bíblica restaurada em tempos de avivamento. O Reino de Deus é composto por corpos e almas saudáveis.

iv-          Em avivamentos do Reino enfermidades são erradicadas (Salmo 105:37)
Unida à provisão financeira, a saúde é uma dádiva divina provida em tempos de grande mover de Deus, quando o SENHOR transporta seu povo de uma dimensão limitada e escravizada a filosofias, para uma dimensão de fé e milagres. O povo de Israel foi transportado da realidade limitada do Egito, à caminho da terra que mana leite e mel. E disto fala o texto citado: “Mas, a eles, os fez sair com prata e ouro, e entre as suas tribos não houve um só enfermo”. Este êxodo próspero era reflexo de um concerto com Deus, e, se sob o Antigo Concerto Israel viveu neste nível de abundância, muito mais a Igreja sob um Melhor Concerto. “Mas agora alcançou ele [JESUS] ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.” (Hebreus 8:6) São comuns relatos dos Evangelhos de Jesus curando a literalmente ‘todos’ os que se aproximavam dele. O último avivamento do Reino de Deus na Terra, trará um tempo de restauração do bem estar sem precedentes na história, e isto não está guardado para um “milênio escatológico” literal. As estatísticas mundiais indicam um significativo aumento da expectativa de vida na população mundial na última década, especialmente em países verdadeiramente cristãos. A mortalidade infantil está em declínio até ao ponto de ser erradicada; Isto é a prévia de uma restauração total (Atos 3:19-21) que acontecerá antes da Segunda Vinda de Cristo. “Não haverá mais nela [na Terra] criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o jovem morrerá de cem anos... Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice.” (Isaías 65:20, 22). Venha o teu Reino!!!

5-   UM ELEVADO NÍVEL DE ADORAÇÃO.
Não há silêncio no céu; lá todos os seres adoram a Deus ininterruptamente. Especialmente os seres angelicais, que são um padrão elevadíssimo de louvor e adoração.

i-             Na dimensão dos 24 anciãos (Apocalipse 4:10-11)
Anciãos prostrados e reverenciando outra pessoa, não é uma cena corriqueira, especialmente no contexto oriental e antigo, pois anciãos são compenetrados, protocolados e formais. Mas a adoração dos vinte e quatro anciãos na visão de João em Patmus revela o nível de expressado diante da presença manifesta de Jesus Cristo. Não há protocolos nem formalidades quando Deus traz a glória de seu Reino a Terra. Todo avivamento da história foi marcado por uma exuberante extravagância no culto cristão. A adoração se tornava emocionante, vibrante e quebrantada. É comum ver pessoas ao chão adorando o Redentor e lamentando seus pecados e indignidade.

ii-            Como Davi (Salmo 9:2; 29:9)
Como um nobre rei da maior de todas as nações da história, Davi foi e é um exemplo supremo de adoração e quebrantamento para as gerações. Correr, pular, clamar... Não parecem atributos de um rei, mas são atributos de um rei que conhece o Rei dos reis. Davi expressa a importância do “Glória!” no templo, e revela duas chaves da intimidade de Deus: (1) QUEBRANTAMENTO e (2) TEMOR. “Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado...” (Salmo 34:18) “O segredo do Senhor é para os que o temem...” (Salmo 25:14a).

iii-          O sacrifício é vivo e é fruto dos lábios (Romanos 12:1; Hebreus 13:15)
Alguns seguimentos mais tradicionais e formalistas da Igreja reputam por imaturidade e excessos as manifestações de louvor dos seguimentos renovados, porém, a expressão do louvor a Deus em qualquer âmbito deve ser marcada por palavras bíblicas de adoração como: “Aleluia!” e “Glória!”, além de expressões espontâneas que não podem ser contidas no coração, mas devem “borbulhar” da boca. Este é um tempo de restauração da adoração, que não estará mais condicionada a culturas denominacionais ou rigidez litúrgica, mas fluirá de uma Igreja Apostólica e que traz o Reino a Terra pela intercessão e adoração proféticas.

                   Conclusão
         Estamos vivendo, não na “Dispensação da Igreja”, a Igreja é somente uma agência do Reino, estamos no Tempo do Reino de Deus, ele já está entre nós (Lucas 17:20-21; Mateus 4:17), e agora, está caminhando para o ápice de sua influência nas vidas e nações (Salmo 22:27-31; 37:11, 22, 29, 34; 67:7; Lucas 13:20-21). Você faz parte disso, clame pelo Reino, e abandone sua mentalidade de “escape”. Esta Terra é sua, Deus a deu, conquiste-a. “Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.” (Salmo 115:16; Mateus 5:5). Clame pela vinda do Reino de Deus à sua nação, cidade, bairro, sua casa, família, e é claro, à sua vida. Isto é AVIVAMENTO, e isto vai mudar radicalmente sua mente e sua vida para melhor.


Enéas Ribeiro

domingo, 28 de abril de 2013

A RESTAURAÇÃO DO CONCEITO APOSTÓLICO DE MISSÕES


(Esboço do Sermão pregado em nosso Culto de Missões)
28/04/2013
Mateus 24:14; Atos 3:19-21

                Introdução
        Neste tempo de Reforma do Reino e Restauração de todas as coisas, os conceitos construídos na Igreja pela mentalidade religiosa, estão gradualmente dando lugar aos conceitos apostólicos. Este é um tempo de restauração apostólica do ideal missionário, que aliás, fora muito bem compreendido pelo pai das missões modernas, o missionário William Carey (“Restauracionista” e Pós-milenista).

        O Conceito Apostólico de Missões está sendo restaurado...

1-  O CONCEITO DE MISSÃO INTEGRAL

Tradicionalmente, o termo missões tem sido restringido ao envio de um obreiro para pregar; o conceito apostólico de missões, porém, é mais amplo, e não está limitado à ministros eloqüentes e exímios pregadores.

i-            Kerigma” (Pregação)
ii-           Koinonia” (Comunhão)
iii-         Diakonia” (Serviço)

2-  O CONCEITO DA AUTORIDADE EM MISSÕES

A responsabilidade missionária da Igreja foi respaldada por Cristo com sua a própria Autoridade Real que nos foi delegada.

i-            Libertação como Sinal do Reino (Lucas 11:20; 10:19)
ii-           Autoridade sobre: O PECADO, O MUNDO, e AS TREVAS
iii-         Três fundamentos de nossa Autoridade:
a)  A Posição de Cristo (Efésios 1:20-23)
b)  A Posição da Igreja (Efésios 2:6)
c)  A Posição das Trevas (Colossenses 2:15)

3-  O CONCEITO DO MISSIONÁRIO NÃO INSTITUCIONAL

Jesus nunca idealizou a institucionalização de obreiros para missões. O Ideal do Rei é o preparo dos chamados cristãos “leigos” para inserção e influência em seus seguimentos sociais seculares.

i-            Cada um na sua “etnos” (Mateus 28:19)
ii-           Espalhados e enviados “sem credenciais” (Atos 8:1, 4)
iii-         Membros do Corpo, Embaixadores do Reino...

4-  O CONCEITO DE MISSÃO CONQUISTADORA

O Reino de Deus está em gradual expansão desde o seu estabelecimento por ocasião da primeira vinda de Cristo, e culminará com a conquista de todos os setores de influência do Sistema. O Conceito Apostólico de Missões avança com esta mentalidade conquistadora. O lendário ministro congregacional Jonathan Edwards, incendiou as treze colônias americanas no século XVII com esta perspectiva do Reino de Deus.

i-            O Reino de Deus levedando o Sistema (Lucas 13:21)
ii-           É de caráter multicultural e não meramente transcultural (I Coríntios 9:19-22).
iii-         O Monte do Reino sobre os sete montes do mundo (Miquéias 4:1):
Mas, nos últimos dias, acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes e se elevará sobre os outeiros, e concorrerão a ele os povos.” O Reino de Deus penetrará e conquistará estes seguimentos:
a)  ECONOMIA
b)  NEGÓCIOS
c)  MÍDIA
d)  ENTRETENIMENTO
e)  POLÍTICA
f)    EDUCAÇÃO
g)  RELIGIÃO
h)  FAMÍLIA

Conclusão
        Missões no conceito apostólico é um conceito poderoso, caracterizado por uma perspectiva bíblica de otimismo, conquista e avanço do Reino de Deus na Terra. Não estamos arrebanhando um grupo de fieis para uma “grande fuga”, mas sim, expandindo o Reino, preparando mentes para a Segunda e última vinda do Rei e para a entrega deste Reino ao Pai. Isto é Missão Apostólica. (I Coríntios 15:24-25)

Enéas Ribeiro

terça-feira, 2 de abril de 2013

Creio que hoje, mais do que em qualquer outra época de nossa história pós-moderna e midiática, emerge a necessidade de uma conscientização sobre os indescritíveis danos da televisão para a formação moral das gerações. Uma sociedade não pode ser regida por tendências de mídia, mas por valores e marcos espirituais (Salmo 11:3). Precisamos rever nossa postura em relação a absorção visual e intelectual de nossos jovens. O que temos armazenado em nossas mentes? O que tem penetrado na porta dos nossos olhos? O que tem ocupado nosso tempo de devoção ao nosso Criador? Aviva ó Senhor a tua obra! 


terça-feira, 26 de março de 2013

O ESPÍRITO DA GRÉCIA



Não é novidade para ninguém que a cultura mundial foi amplamente influenciada pelo helenismo, pelo hedonismo e pelos filósofos gregos. A mente humana que deveria estar permeada pela revelação de Deus, está constantemente cheia de interrogações e indagações. A fé tem sido substituída pelos “por quês”, a revelação pelo racionalismo e o sobrenatural pela lógica. A verdadeira espiritualidade no coração de milhões está congelada pelos conceitos humanistas e filosóficos acerca de Deus.
Este ceticismo global tem uma raiz e fonte, um espírito (cultura/motivação) contaminou o pensamento humano milênios atrás, em especial o mundo ocidental, o “espírito da Grécia”. A Grécia é o berço da filosofia mundial, a pátria de Aristóteles, Platão, Sócrates e outros. No ventre e nas coxas da estátua vista no sonho profético de Nabucodonozor (Daniel 2:31-35), Deus revelou ao déspota governante babilônico que um reino se estabeleceria após o seu e após os medos e persas, o império grego, sob a liderança histórica de Alexandre Magno. Este jovem rei visionário e conquistador que dominou praticamente todo o mundo então conhecido com exércitos relativamente inferiores numericamente. A influência grega contaminou o mundo com o ceticismo e a libertinagem sexual. Este espírito oriundo da Grécia, para nossa tristeza, contaminou a teologia, de forma que muitos seminários, institutos e salas de aula dos núcleos teológicos, deixaram de ser “centros de revelação bíblica” para se tornarem meros “centros de cultura bíblica”. Os teólogos modernos têm sido influenciados pelas supostas “descobertas” dos arqueólogos, que, em sua maioria são ateus ou céticos, porém, suas pesquisas parecem ter alta credibilidade entre o meio científico cristão. Esta é explicação para o fato de ouvirmos declarações tão berrantes e abomináveis por parte de professores cristãos, na tentativa de “desmitificarem” os milagres bíblicos e refutarem a existência de personagens bíblicos. Por exemplo, como pode um “mestre” cristão ousar refutar a existência literal de Jó como sendo um homem se o próprio Deus disse: “ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó...” (Ezequiel 14:14). É o espírito da Grécia que instiga os homens a buscarem explicações para a milagrosa abertura do mar vermelho, para a queda sobrenatural das muralhas de Jericó e outros eventos maravilhosos promovidos pela onipotência de Deus. O apóstolo Paulo que conhecia muito bem a cultura helenista e os ardis satânicos da ciência, que já despontava naquele tempo, alertou o jovem pastor Timóteo: “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência.” (1ª Timóteo 6:20) Esta que hoje tem se auto proclamado como “ciência” na verdade está tentando usurpar a verdadeira ciência corrompendo-a, e na verdade, alguns destes usurpadores da ciência, são “doutores das coisas divinas”. O Mestre Jesus, que é dono de toda a ciência, disse aos usurpadores: “Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência! Vós mesmos não entrastes e impedistes os que entravam.” (Lucas 11:52). Este é o tempo terminal da Igreja na terra, é o tempo de sonhos, visões e sinais (Joel 2:28-29), isto não está baseado em lógica, razão ou intelectualidade, mas sim em ciência divina e revelação da Palavra de Deus. Este é o tempo em que Deus levantará o seu exército de “filhos de Sião” para se opor as doutrinas humanistas dos “filhos da Grécia”. “...suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia!...” (Zacarias 9:13).

segunda-feira, 18 de março de 2013

TESTEMUNHO


Há alguns meses estava com um nódulo grande embaixo do seio direito, e vazava muito pus. Já estava doendo bastante e eu não podia usar o sutiã sem que doesse. Já estava um buraco úmido e escuro em volta, e eu estava preocupada. Em uma Santa Ceia no dia 2 de Fevereiro (2013), o Pastor Enéas ministrou a cura através de uma palavra revelada sobre a saúde no pão, o corpo de Cristo e orou; eu cri tomei posse. Naquela noite, tomando banho depois do culto, havia me esquecido do problema, e me lavei normalmente sem dor, e quando estava colocando o sutiã, olhei e vi onde antes era o nódulo, não tinha nada além de uma manchinha rosada quase invisível. Jesus me curou mesmo. Glória a Deus!


Izuleide de Abreu


Meus olhos já puderam contemplar, extasiados o poder do Espírito Santo operando através de nosso ministério. Recordo-me de ocasiões em que arranquei pessoas de cadeiras de rodas, tirei muletas de outras; ao bradar: “ouvidos surdos se abram”, ver pessoas, até então surdas, aos prantos celebrarem a Deus por sua cura, além de caroços e nódulos desaparecidos, pedras nos rins, casos de meningite meningocócica; centenas de pessoas testemunhando que foram, através de nossa imposição de mãos, batizadas no Espírito Santo, além de testemunhos de libertação de vícios e imoralidades, restauração de casamentos, e muitas outras obras maravilhosas de JESUS CRISTO.

Se você tem uma benção a testemunhar recebida através de nosso ministério, por favor, envie este relato para o e-mail: pastor_eneasribeiro@hotmail.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PATERNIDADE ESPIRITUAL


Ser pai é certamente uma das maiores dádivas que o Supremo Pai celestial concedeu aos seus filhos homens aqui na terra, e eu bem posso dizê-lo, mas, além da alegria e do privilégio o próprio nome pai, conota uma extrema responsabilidade. Não obstante, outro tipo de paternidade se faz ainda mais importante do que a paternidade biológica, a paternidade espiritual, aliás, esta paternidade corresponde a uma verdadeira lei espiritual irrevogável.
Pelo menos três características revelam uma verdadeira paternidade: (1) Amor; (2) Autoridade; e (3) Legado. Se algum pai, seja biológico, ou espiritual negligenciar qualquer destes três princípios, ele certamente tem fracassado em sua missão de ser pai.
Em primeiro lugar, o “ministério” de pai deve estar alicerçado em amor, pois o amor é a essência de todo relacionamento feliz, especialmente no que tange a pais e filhos. Sabemos perfeitamente que a suma designação da pessoa de Deus na dispensação da graça, é a de PAI, pois, através da fé em Jesus Cristo recebemos a adoção de filhos (João 1:12; Gálatas 4:5; Efésios 1:5), e ratificando nossa nova e honrosa condição de filhos, existe outro Poderoso Agente que nos introduz diante do trono de Deus como filhos e não nos permite esquecer nossa filiação, o Maravilhoso Espírito Santo (Romanos 8:14-16; Gálatas 4:6). Todo este cuidado em garantir nossa inclusão na família de Deus (Efésios 2:19), arquitetando este maravilhoso plano antes da fundação do mundo, revela o inexplicável amor de Deus por nós. A verdade primordial é que Deus não tem amor, pois assim, o amor seria mais um atributo de seu caráter, Ele é Amor (I João 4:8), ou seja, o amor não faz parte de Sua natureza, o amor é a Sua natureza. Um pai, portanto, é mais do que um genitor biológico, é uma fonte de amor onde o filho deve poder recorrer em qualquer tempo. Um pai que não ama não é um pai, e o verdadeiro amor deve ser externado com o sublime e liberal ato de dar o seu melhor por seus filhos. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).
Outro aspecto imprescindível no caráter de um verdadeiro pai, é sua autoridade, sem a qual não existe um referencial de ordem e hierarquia. Na verdade, a autoridade de um pai sobre seu filho, revela seu amor por ele. Deus não exerce autoridade sobre seus filhos simplesmente para se ostentar como um déspota tirano que se gaba de seu poder de influência (aliás, este tem sido o comportamento medíocre de alguns pseudo-pastores). Dois aspectos revelam que a autoridade de Deus é manifestada através de seu amor: 

(1) O amor de Deus não mima. Muitos pais concedem certa “liberdade” aos seus filhos, e chamam esta liberdade de longanimidade; é claro que tal qual o caráter divino, devemos, como pais, procurar ser longânimos, mas que esta não se torne em conivência passiva e irresponsável. Nosso Pai celestial não é assim. Paulo exorta-nos a considerar tanto a bondade quanto a severidade de Deus (Romanos 11:22). Creio que poucas Escrituras bíblicas revelam a autoridade paterna de Deus como o que o texto a seguir:
E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?
Hebreus 12:5-7
Sim, o amor de Deus não mima; mas existe outra característica marcante da autoridade de Deus revelada em seu amor, 

(2) O amor de Deus exige reciprocidade. Na verdade, Deus não está clamando por nosso amor como um pedinte que esmola por atenção, mas a própria essência do amor divino pede, com autoridade escriturística a resposta desse amor. “Amarás, pois, o Senhor, nosso Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Deuteronômio 6:5) Na verdade este “pedido” de amor, é um clamor de nosso senso latente de responsabilidade, pois, o amor de Deus é extremamente constrangedor (II Coríntios 5:14). Em fim, a autoridade de Deus é um dos atributos que o qualificam como o Pai Supremo dos espíritos dos homens (Hebreus 12:9).
            Por fim, outro fator que revela a natureza de um verdadeiro pai, é o seu legado, ou seja, aquilo que ele pode transmitir aos seus filhos, que possa se perpetuar de geração em geração promovendo bênçãos e uma história ilibada na família. O legado, longe de ser bens materiais, é a herança cultural, moral e espiritual que um pai ‘ministra’ ao seu filho com fim de fazê-lo próspero em sua geração e nas futuras. Todo bom pai se preocupa não somente em “dar coisas” para seu filho, mas prioritariamente em ensinar coisas a ele; ensinar os melhores aspectos de sua cultura familiar, ensinar seus mais nobres atributos morais e acima de tudo ensinar um princípio espiritual seguro e sólido, que reja todas as demais áreas de sua vida (Mateus 6:33; 7:24-29). Um pai que não repassou um bom legado fracassou como pai (mas ainda é tempo de recomeçar). “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te...” (Deuteronômio 6:6-7).

Procurei apresentar alguns princípios que norteiam a paternidade para, agora, começar a falar sobre a lei da paternidade espiritual. Sim, entendemos que o nosso Deus é o Pai por excelência, e que nosso pai biológico tem um papel crucial e honroso em nossas vidas (Êxodo 20:12; Deuteronômio 5:16; Efésios 6:1-3), quero, porém, me referir agora ao pai espiritual.

O início de nossa caminhada com Deus é marcada por relacionamentos e por ensinos que passam a nos acompanhar durante toda a nossa peregrinação aqui na terra. Em meio a estes relacionamentos e palavras que absorvemos normalmente se destaca alguém que, com sua sabedoria e amor, nos acolhe como um mentor e pai; esta pessoa pode também surgir em momentos cruciais de nosso ministério (não necessariamente no início) para nos servir como fonte de inspiração, consulta e repreensão, sempre contribuindo para nosso crescimento e aprimoramento. Poucos relacionamentos na bíblia expressaram tão bem este princípio como o de Elias e Eliseu.

Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa dura pediste. Se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, senão, não se fará. E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!...” II Reis 2:9-12

A admiração de Eliseu por seu mentor Elias era excepcional, após ter sido comissionado e convocado por Deus através de Elias, Eliseu jamais o deixou e passou a andar ao seu lado absorvendo sua sabedoria e sua fé. Houve momentos em que Elais até mesmo desejou ir adiante sozinho, mas Eliseu se recusava a deixá-lo (2º Reis 2:2-8). E foi exatamente essa persistência e perseverança de Eliseu em servir que legou a ele o direito de pedir ao profeta Elias qualquer coisa que desejasse. “...Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti...” (2:9a). Observe diligentemente que se abriu diante de Eliseu a oportunidade de sua vida, e sua escolha seria reflexo de seu discipulado aos pés de Elias. Certamente, se Eliseu não tivesse sido previamente bem orientado e doutrinado por Elias ele não teria sido tão espiritual em seu pedido. Isto me faz lembrar de duas ocasiões em que o Senhor abriu oportunidades maravilhosas para que se lhe fizessem pedidos; precisamos saber o que queremos e querer  com entendimento, como Salomão (1º Reis 3:5-14) e Bartimeu (Marcos 10:51).
            
Gostaria que você notasse no texto acima que um dos atributos que o discípulo Eliseu admirava em seu mestre Elias, era o seu zelo fervoroso e consumidor pela nação de Israel, Elias tinha um cuidado “quase sacerdotal” por Israel, Eliseu diante da visão apoteótica da ascensão de Elias ao céu num redemoinho exclamou: “...O Senhor sempre foi como um exército para defender Israel!” (NTLH). Eliseu estava disposto a assumir o papel de defensor do povo de Deus secundariamente à sua missão de defensor dos interesses de Deus, e nisso.
            
Por fim, note também que o primeiro clamor de Eliseu ao contemplar a partida sobrenatural de Elias foi: “...Meu pai, meu pai...”. Este foi o nível de relacionamento entre Eliseu e Elias. Eliseu abriu mão da herança material de pai biológico (I Reis 19:20-21) para receber a herança ministerial de seu pai espiritual (2º Reis 2:9-10).
            
Eis aqui sete chaves espirituais para recebermos a herança de um poderoso ministério:

1-      Esteja disposto a renunciar sua estabilidade social e financeira priorizando os valores espirituais. Eliseu poderia ter aderido a uma próspera e bem sucedida carreira como fazendeiro lavrador, mas optou por labutar como servidor do profeta para herdar o ofício profético. Havia nele um nobre sentimento de renúncia característico da mente de Cristo. Alguém que não esteja disposto a priorizar o Reino de Deus (Mateus 6:33) não está apto a receber uma herança ministerial que exija dedicação e extrema responsabilidade espiritual. Um espírito despojado e renunciador é a marca de um promissor “filho espiritual”.

2-      Esmere-se e seja diligente em servir aquele pai espiritual cujo “manto” você almeja. Eliseu investiu sua vida no mentorado de Elias. Ele “sugava” cada momento que passava ao lado do profeta servindo-o e aprendendo, sua primeira reputação foi de aquele “...que deitava água sobre as mãos de Elias.” (II Reis 3:11). Na verdade, este é um princípio fundamental do Reino de Deus: “Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: - Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos.” (Marcos 9:35 – NTLH). O próprio Jesus sendo Deus assumiu tem um caráter servidor. “bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir...” (Mateus 20:28). 

3-      Rejeite qualquer comentário malicioso de terceiros a respeito de seu pai espiritual. Os três principais canais de comunicação do homem são: (1) visão; (2) fala e (3) audição. São também fortes agentes do pecado; podemos ser concupiscentes no olhar e maledicentes no falar, mas você me perguntaria: “Como nossos ouvidos podem ser agentes do pecado se o ouvir é passivo?” além da visão concupiscente e do falar maledicente, o ouvir pode ser conivente, e isto é pecaminoso. Alguns de nós “emprestamos” nossos ouvidos para os maledicentes e mexeriqueiros, nos alimentando desse veneno espiritual. Deveríamos nos recusar a ouvir qualquer tipo de comentário maledicente sobre homens que Deus ungiu (permaneçam ou não ungidos), especialmente sobre aqueles que são nossa paternidade ou cobertura espiritual. Eliseu não permitiu que os “observadores” fizessem menção do destino de Elias, pois sabia que suas palavras possuíam um tênue tom de sarcasmo (II Reis 2:3). Quando ouvimos ataques verbais sobre um servo de Deus ou qualquer outra pessoa e reagimos com palavras coniventes como: “é verdade!” ou até mesmo “hãham!”, pecamos.     

4-      Esteja o máximo que possível junto de seu pai espiritual, andando ao seu lado e absorvendo sua sabedoria e seus atributos morais positivos. Pessoas são produtos da influência de pessoas. O sábio Salomão escreveu: “Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido.” (Provérbios 13:20). Eliseu andou ao lado de Elias, e antes de receber seu manto profético, absorveu seu legado espiritual, seu caráter ilibado e sua sabedoria, da mesma forma, se queremos “herdar” o ministério de um homem de Deus, devemos acompanhá-lo bem de perto, lembrando que “a unção que respeitamos é a unção que virá sobre nós”. Não anele apenas o poder e os dons de seu pai espiritual, procure observar e imitar suas qualidades morais mais destacadas, pois certamente foram estas que o projetaram para a grandeza espiritual.

5-      Não queira ser o “eco” de nenhum ministério, seja uma voz única e personalizada, você pode ser tão poderoso em Deus quanto seu pai espiritual. Deus não está interessado em levantar e ungir outro apóstolo Paulo, e muito menos outro Pedro ou Moisés, Deus pode lhe dar da mesma unção que estava sobre estes homens, mas unção de Deus repousa sobre indivíduos e não sobre “clones”. Eliseu desejava a unção de Elias e não seus atributos pessoais e de temperamento, além disso, ele não queria apenas a unção de Elias, mas uma porção dobrada dela, e por disso, Eliseu operou em termos quantitativos mais milagres do que Elias.

6-      Não deseje a herança ministerial de alguém para exibi-la como um troféu, faça uso dela para a glória de Deus. Eliseu não se ostentou com a capa de Elias colocando-a imediatamente sobre si, mas se colocou diante do mesmo Jordão que Elias abrira e fez o mesmo. Eliseu revelou com humildade a eficácia do poder de Deus agora estava sobre si, assim, seu ministério tão frutífero quanto o de Elias.

7-      Não queira se comparar a seu pai espiritual, mas não se incomode com as comparações que surgirão inevitavelmente. É inevitável que as pessoas comparem nosso ministério com o de nosso “pai espiritual” em diversos aspectos, na abordagem, na motivação, na paixão, na visão... Afinal de contas estamos com o manto dele, ou seja, a mesma unção que repousava sobre ele, agora repousa sobre nós. Os “...filhos dos profetas que estavam defronte de Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu...” (II Reis 2:15). A despeito de tais comparações, Eliseu nunca se ostentou como o “novo Elias”, mas desenvolveu seu ministério na direção do Espírito de Deus. As comparações sempre são muito perigosas, e precisamos nos guardar delas, aliás, o único a quem devemos realmente imitar e desejar ser comparados é com o Senhor (I Coríntios 11:1; Efésios 5:1).

O apóstolo Paulo deixou um maravilhoso e amplo legado para o jovem pastor Timóteo, ao qual chamou em duas ocasiões de filho na fé (I Timóteo 1:2; II Timóteo 1:2). Paulo precisava deixar um representante idôneo para presidir a Igreja em Éfeso, assim, escolheu alguém idôneo, mas não tão idoso. O jovem Timóteo muito cedo absorveu os ensinos de Paulo de forma a se tornar apto para o ministério pastoral entre os crentes efésios. Paulo compreendia que as profecias acerca do ministério de Timóteo constituíam em uma base sólida para o início de sua trajetória, e apostou nele. “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia.” (1ª Timóteo 1:18). Note que Paulo estava exortando seu “filho” Timóteo mais ou menos assim: “Sua chamada já está confirmada, agora, haja à altura da promessa!”. Dentre as muitas recomendações de Paulo ao jovem pastor, ele relacionou uma série de atributos imprescindíveis para aqueles que desejam um “manto” no santo ministério da Igreja (I Timóteo 3:1-10). Paulo também motivou o jovem Timóteo acerca de sua suposta inexperiência, pois sabia que em função de sua idade, muitos obreiros mais velhos poderiam desprezá-lo ou recusar lhe estar sujeitos, ao que Paulo escreve: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza. Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.” (I Timóteo 4:12-13). Perceba que Paulo deixa claro que para que o ministério de Timóteo tivesse credibilidade e não fosse desprezado, era-lhe necessário ser um exemplo para os fiéis em pelo menos seis aspectos: (1) na maneira de falar; (2) na maneira de agir; (3) no amor; (4) na motivação; (5) na fé e (6) na pureza. Além disso, Paulo exorta Timóteo na prática de outros três aspectos fundamentais do ministério: leitura, exortação e ensino (v. 13). Paulo conclui esta parte dizendo que Timóteo não desprezasse seu dom declarando: “...o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.” (v. 14).
Em fim, a paternidade espiritual é um princípio real, patente em toda a narrativa bíblica, e deveria ser mais diligentemente observada e ensinada por nós ministros de Deus.