segunda-feira, 23 de novembro de 2015

QUANDO DEUS ESCOLHE CALE-SE

Mensagem de Inspiração ministrada na
Santa Ceia Regional COGIC R2
(Apresentação do Bispo Ivo Mariano)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL DO ATOR DENZEL WASHINGTON


O ator Denzel Washington, 57 anos, é possivelmente um dos atores mais carismáticos de Hollywood. Ele já interpretou vários papéis de destaque e ganhou dois prêmios Oscar, pelos filmes “Tempo de Glória” e “Dia de Treinamento”.

Recentemente, ao filmar o longa “O Livro de Eli”, mostrou ao mundo um pouco mais de sua vida de fé, como cristão membro da IGREJA DE DEUS EM CRISTO (COGIC) de West Los Angeles (EUA).

Em uma entrevista à revista GQ, Washington, declarou: “Leio a bíblia todos os dias. Leio a minha palavra diária. Li algo muito legal ontem: ‘Nós não aspiramos só viver a vida, aspiramos a fazer a diferença’”.

Ele contou ainda sobre a experiência que teve com o Espírito Santo durante um culto em sua igreja. “Foi há trinta anos, na igreja que eu ainda frequento. O pastor estava pregando: “Deixa fluir”. Eu disse, “eu vou deixar”.

O ator descreveu como sentiu o Espírito Santo pela primeira vez. “Eu tive essa tremenda experiência física e espiritual. O que me assustou é que eu estava com a língua enrolada, chorando, suando. Minhas bochechas pareciam que iam explodir. Foi como uma limpeza. Foi algo muito intenso… Liguei para minha mãe, e ela disse que eu estava sendo cheio do Espírito Santo. Eu questionei ‘Isso significa que eu nunca mais poderei beber vinho?’”.

Washington acredita na importância da espiritualidade, não só em sua vida, mas também em sua carreira. “A espiritualidade é importante em todos os aspectos da minha vida”, disse. “Quero dizer, é por isso que eu estou aqui. Isso é o que tem me abençoado”.

Durante a entrevista ele também comentou sobre a morte de Whitney Houston, com que contracenou no filme com tom religioso “Um anjo em minha vida”. “Whitney era um doce de pessoa, uma garota humilde. Para mim, o que aconteceu com ela deveria servir como mais um exemplo para que todos andem na linha… Posso até estar falando algo que não saiba. Pode ser que, para ela, o limite ainda não tivesse chegado. Mas seu corpo a traiu. Ela sequer notou que estava envelhecendo mais rápido e, naturalmente, não conseguia mais manter o ritmo de antes. Algumas pessoas sobrevivem a Holywood e à fama, outras não”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

DE VOLTA AO PERFEITO LOUVOR


O conceito popular de muitos cristãos sobre louvor e adoração, tem estado largamente longe da verdade das Escrituras. Estes restringem o louvor ou ao mero seguimento musical ou à breve liturgia do culto.
A própria natureza do homem originalmente criado por Deus tinha o louvor como característica intrínseca, ou seja, o louvor não era ocasional, era “genético”. Deus criou um homem perfeito, imbuído da perfeita habilidade de agradá-Lo de maneira física e metafísica, ou seja, agradá-lo por sua essência material (corpo), e por sua essência imaterial (espírito e alma). Toda a composição do ser de Adão estava apta para louvar e adorar a Deus em espírito e em verdade; mas um trágico episódio se abateu sobre o gênero humano, o Pecado, a Queda.

A Queda gerou a morte do espírito humano, que era a própria sede do relacionamento entre Deus e o homem; era no espírito que a adoração adâmica original fluía para o Criador. Agora, pela Queda, este espírito morre, e consequentemente o perfeito louvor é “desativado” no interior do homem.

Ao longo das quatro dispensações posteriores à Inocência do Éden (Consciência, Governo Humano, Patriarcal e Lei), os homens se esmeravam na busca de agradar a Deus e louvá-lo da forma mais aceitável possível, porém, mesmo com todo o quebrantamento de homens como o salmista Davi, toda expressão de louvor e adoração dos homens estava limitada a uma deficiência herdada pela Queda. Para que pudessem oferecer a Deus o seu melhor, os homens precisavam unir os melhores atributos da decadente alma humana como emoção, vontade, desejo e intelecto, para louvar ao Criador na sua própria força. Deus não desprezava este nível de adoração, mas sabia que precisava restaurar o homem ao seu estado original de adoração no espírito.

Como forma transitória de adoração aceitável, Deus institui as leis cerimoniais e a liturgia do culto. À Moisés Deus revela no Monte Sinai todo um sistema de culto no qual o centro visível é o Tabernáculo construído no deserto.
No tabernáculo Deus oferecia de forma profética o arquétipo da adoração perfeita que viria a ser revelada somente na Aliança da Graça. Cada parte, disposição, mobília e utensílio do Tabernáculo apontavam para o Cristo de Deus, que no futuro, não somente tiraria a maldição do Pecado de sobre a humanidade, mas restauraria a própria natureza humana caída, vivificando o espírito e reativando a adoração verdadeira.

O Tabernáculo era dividido em três partes: o Átrio, onde ficavam o altar dos sacrifícios e a Pia de bronze, cuja porta se chamava “o caminho”; o Santo Lugar, onde estavam a mesa do pães da proposição, o candelabro e o altar do incenso, cuja porta se chamava “a verdade”; e o Santíssimo Lugar, depois do véu da separação, cuja porta se chamava “a vida”. O objeto central de apreciação do grande Tabernáculo ficava justamente no Santíssimo Lugar, atrás do véu; era a Arca da Aliança, uma caixa de madeira de acácia revestido de ouro, que continha em seu interior as tábuas da lei, a vara de Aarão e o pote do maná. Sobre a arca estava a tampa chamada propiciatório com dois querubins de ouro voltados para frente um do outro, e cujas asas se tocavam no alto. Neste espaço centram entre os querubins era o “lugar da habitação/manifestação de Deus”. Aqui Deus se concentrou para ser adorado depois de ter se ausentado do espírito de Adão.
No Santíssimo Lugar somente um homem poderia entrar, uma vez por ano, para oferecer a expiação pelo povo diante de Deus, era o sumo-sacerdote.

Jesus Cristo foi a consumação e o cumprimento perfeito de todo este sistema de culto. Ele é as três portas do Tabernáculo: o Caminho, a Verdade, e a Vida. Ele é sacrifício perfeito cujo sangue perdoa definitivamente o Pecado; Ele é o Sumo-sacerdote perfeito que entrou no verdadeiro Tabernáculo do céu; Ele é a luz do mundo representada pelo candelabro; Ele é o Pão da Vida da mesa dos pães; Ele é o Mediador da oração e adoração perfeita oferecida no altar do incenso; Ele é a Água da Vida da pia de bronze; Ele é a glória de Deus no propiciatório da Arca; Ele é o Tabernáculo que se fez de aparência externa desprezível, mas internamente permeado pela glória de Deus. Aleluia!

Cristo estabeleceu a Nova Aliança da Adoração, tornando aquele que Nele crê em uma nova criatura, com espírito novo, alma em renovação e corpo em santificação. Agora, em Cristo, fomos feitos justiça de Deus, aceitáveis diante Dele, e aptos para adorar a Deus em espírito e em verdade.

Esta vida de louvor é mais do que momentos de elogio ao Criador, é um verdadeiro estilo de vida que glorifica e adora a Deus vinte e quatro horas por dias, em pensamentos, palavras e obras. É a vida recriada, é a vida de Deus em nós, é a nova VIDA DE LOUVOR, o perfeito louvor.


domingo, 27 de setembro de 2015

QUEM NUNCA OUVIU O EVANGELHO PODE SER SALVO??

por DAVID PLATT

Verdade número um: Todas as pessoas conhecem o Deus Pai. Todas as pessoas o conhecem, todas têm conhecimento do Deus Pai. Paulo, em seus comentários introdutórios, faz a preparação nos primeiros 17 versículos, e então no versículo 18 [Rm. 1] ele começa a falar da “ira de Deus que se revela do céu contra a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça, porquanto o que de Deus se pode conhecer”, ouça o que ele diz, “é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.” Desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, claramente se veem e são percebidas por meio do que foi criado. Portanto, os homens são indesculpáveis. Ele diz isso lá no versículo 21: “porquanto, tendo conhecimento de Deus”…

Pressuposição fundamental. Deus revelou a Si mesmo a todo homem. Cada pessoa no mundo, quer seja o homem na selva africana, em um vilarejo asiático, em qualquer lugar do mundo, cada pessoa tem conhecimento do Deus Pai que é claro, suficiente, e manifesto para que o homem seja indesculpável. Verdade fundamental número um.

Verdade número dois: Todas as pessoas rejeitam o verdadeiro conhecimento de Deus. Versículo 21: “Porquanto tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível por imagem à semelhança de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, aos desejos pecaminosos dos seus corações, para desonrarem seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira.” E esses somos nós. “Adorando a criaturas ao invés do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” Eles rejeitaram o Deus Pai. E essa é a condição humana de todos nós. Nós neste lugar, as pessoas na África, Ásia, Oriente Médio, Austrália, todos nós rejeitamos o Deus Pai.

Deixe-me falar sobre essa pergunta que surgiu em um grupo de estudantes universitários, certa vez. Uma garota me perguntou: “E quanto, por exemplo, aos índios astecas? Índios astecas que não tinham a Bíblia, mas fizeram o melhor que podiam com o que eles tinham. Talvez eles tenham adorado o sol. Chamavam-no de deus sol. Mas isso foi o melhor que eles puderam com o que eles tinham. Isso não é bom o suficiente?” E eu penso que essa é uma boa pergunta. Mas a realidade é, Paulo diz muito claramente em Romanos: Certamente isso não é bom o suficiente. Essa é a essência do que todos nós fizemos. Nós tomamos a criatura e a adoramos no lugar do Criador. Idolatria não é bom o suficiente diante do Deus do Universo. Todas as pessoas rejeitam o verdadeiro conhecimento de Deus.

O que nos leva à verdade número três: Não há nenhuma pessoa inocente no mundo. Você lê de Rm 1:18 a 2:16 e vê uma acusação contra os gentios que não tinham a lei. Você quase pode ouvir os judeus cristãos dizendo amém a cada linha. Até quando ele chega ao capítulo 2, versículo 17 e diz: “Tu que te chamas judeu e repousa na lei e te glorias em Deus…” ele explode em cima deles. E então, no capítulo 3, versículo 9 até o versículo 20, ele entrega a terrível acusação colocando texto após texto do Velho Testamento dizendo: não há nenhum justo. Nenhum sequer. Ninguém que entenda ou busque a Deus. Todos se extraviaram. À uma se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem. Nenhum sequer.

Então, aqui vai… Se você me perguntasse: “David, o que acontece com o homem inocente na África que nunca ouviu o evangelho?” Minha resposta a você, baseada no que a Palavra de Deus ensina muito claramente, seria que esse homem indubitavelmente vai para o Céu. Sem dúvida. Ele iria para o Céu mesmo não tendo ouvido o Evangelho. O único problema é: tal homem não existe. O que acontece com o homem inocente na África? Esta pergunta é feita com muita frequência. A realidade é: não há nenhuma pessoa inocente na África. Se eles fossem inocentes, eles não teriam necessidade de ouvir o evangelho!

A razão pela qual eles precisam ouvir o evangelho é porque neste momento eles permanecem culpados diante de um Deus Santo. E é por isso que levamos o evangelho até eles. Estão me entendendo? Estou vendo vocês olhando um para o outro como: “Esse cara será apedrejado na capela!” Nós sempre inclinamos essa pergunta em nosso favor e contra a santidade de Deus. Enquanto procuramos por oportunidades de apontar a injustiça de Deus, a realidade é que cada um de nós neste lugar é culpado diante de um Deus Santo. Infinitamente culpados diante de um Deus Santo. Nenhuma pessoa inocente no mundo.

O que nos leva à verdade número quatro: Portanto, todas as pessoas são condenadas por rejeitar a Deus. Romanos 1:18 até 3:20 tem de ser uma das mais impressionantes partes da Bíblia toda. Depravação em cada frase. E Paulo resume tudo isso no capítulo 3, versículo 19, dizendo que: “Tudo o que a lei diz, diz aos que vivem na lei para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus.” Paulo diz que ninguém será justificado diante de Deus por observar a lei. Pela lei vem o conhecimento do pecado, em outras palavras, todos nós permanecemos condenados, e nossos esforços, todo “bom” esforço que temos em vencer nossa condenação, nos afunda em maior condenação. Nosso melhor esforço nos condena ainda mais.

Agora, neste ponto pensamos sobre uma ideia comum não só em nossa cultura, mas eu diria em nossas igrejas. Existe essa ideia de que se as pessoas nunca tivessem ouvido o evangelho, Deus certamente não as permitiria, ou de uma maneira mais ativa, não as enviaria ao Inferno. Elas nunca ouviram. Então, certamente, por elas nunca terem ouvido, elas não podem ser responsabilizadas e, portanto irão para o Céu. É uma ideia que em essência nos faz pensar que por eles não terem ouvido, há um tipo de passe para o Céu. Mas pense sobre isso. Se isso fosse verdade… Em primeiro lugar, não achamos a evidência disso em nenhum lugar das Escrituras. Mas mesmo em nível prático, se lhes fosse garantido irem ao o Céu, simplesmente pelo fato de nunca terem ouvido o evangelho, então qual é a pior coisa que você e eu podemos fazer pelo estado eterno dessa pessoa? Levar a eles o evangelho! “Valeu por ter semana de missões!” “Estávamos muito bem, indo para a eternidade no Céu com Deus, até que esse missionariozinho chegou aqui e estragou tudo.” “Pare de fazer missões!” Obviamente isso mina toda a iniciativa evangelística da igreja. Mesmo aqui em nosso país, você vai a um campus universitário e inevitavelmente terá estudantes internacionais com pouco ou nenhum conhecimento do evangelho. Imagine dizer a um deles: “Você já ouviu falar do evangelho? Já ouviu falar de Cristo?” E eles olham para você e dizem: “Não.” E se você crê que essa pessoa vai para o céu justamente por nunca ter ouvido o evangelho, então o que você diria a ela? “Se alguém tentar lhe falar disso, coloque os dedos nos ouvidos, grite alto e corra.” Isso não faz sentido.

sábado, 26 de setembro de 2015

O REINO DE DEUS, DE VOLTA À VIDA ABUNDANTE


NA ESPERANÇA E NA CONVICÇÃO DE QUE O PREDOMÍNIO DA MENTALIDADE INSTITUCIONAL DA IGREJA MODERNA DÊ LUGAR À MENTALIDADE PLENA DO REINO DE DEUS E DE SEUS ETERNOS PROPÓSITOS, OFERECEMOS A VOCÊ ESTA LEITURA QUE CERTAMENTE TRARÁ LUZ E ENTENDIMENTO TRANSFORMADORES À SUA VIDA. VOCÊ NÃO SERÁ MAIS O MESMO DEPOIS DESSA LITERATURA DO 
PASTOR ENÉAS RIBEIRO.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

OS MISTÉRIO REVELADOS


Cada uma dessas orações (Efésios 1:16-20 e 3:14-19) representa a chave de acesso para o que chamaremos de “CANAL DA REVELAÇÃO DIVINA”. É a dimensão da espiritualidade cristã onde “mistério” é apenas uma terminologia mística, pois neste canal, tudo está revelado e patente, pronto para ser explorado pelos filhos de Deus (João 1:12), nascidos de novo (João 3:3,5), nova criaturas (II Coríntios 5:17). Este canal da revelação divina é o “interior de Deus”, são suas profundezas, podemos dizer que é o próprio coração de Deus pronto a ser explorado, coisa que na Antiga Aliança, estava restrita somente aos profetas (Amós 3:7).

Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.

I Coríntios 2:9

Note que este texto acima (referência Isaías 64:4) isoladamente lido, dá-nos a entender que Deus tem preparado coisas para os que o amam, mas que ainda estão ocultas, porém, a sequência contextual do versículo afirma:

Mas Deus no-las revelou pelo se Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.

I Coríntios 2:10

Aleluia! Há algo extraordinário ao nosso respeito nas profundezas de Deus que está revelado, que nos está acessível. Ele nos deu o seu próprio Espírito em nosso espírito recriado, para que “...pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” (I Coríntios 2:12).

Os heróis da Antiga Aliança não tinham conhecimento do plano divino para a humanidade, sua visão era meramente étnica, ou seja, toda sua mentalidade religiosa se restringia à Israel. Nem mesmo Moisés ou Elias, os ícones do A.T. tinham a revelação que temos acesso hoje. “o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória desse mistério entre os gentios...” (Colossenses 1:26-27).

Nem os anjos e demônios sabiam ou compreendiam o plano divino para o universo antes da manifestação da Igreja, mas agora, a Redenção e a convergência do cosmos à Cristo, está plenamente revelado, pela Igreja, aos principados e potestades nos céus. “e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou; para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus.” (Efésios 3:9-10). “descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.” (Efésios 1:9-10).

Como estudamos acima, a revelação plena do Reino de Deus e de seu eterno propósito para a Terra e para o gênero humano, está revelado pelo Espírito Santo nas Escrituras (a Bíblia Sagrada), porém, a revelação particular sobre o papel de cada indivíduo neste plano não está na Bíblia, mas no canal da revelação divina. O filho de Deus que quiser entender seu divino propósito existencial, deve se embrenhar nesta incursão espiritual ao próprio coração do Criador. Lá existe um plano ao seu respeito escrito antes da fundação do mundo, e você precisa começar a conhece-lo.


Continua...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

ABRINDO O CANAL DA REVELAÇÃO DIVINA


Você já imaginou a possibilidade de potencializar seu crescimento espiritual e aumentar o seu nível de conhecimento e compreensão dos mistérios de Deus? Não imagine apenas, creia. É possível!

Talvez você, como um cristão mais inteirado de sua fé e religiosidade diria: “Sim, eu sei como! Basta ler mais a Bíblia e orar mais!” A resposta não está longe da verdade, porém, é muito simplista pois há pessoas que possuem uma metódica devoção de leitura sagrada e oração, e ainda assim, seu conhecimento espiritual e compreensão mística são limitados ou já estão estagnados. O conhecimento de Deus não é “definitivo”, mas sim contínuo e crescente (Oséias 6:3)
A oração como resposta para este nível de revelação é verdadeira, mas não qualquer tipo de oração.

Assim como a oração ensinada por Jesus (Mateus 6:9-13) trata-se de um parâmetro para uma comunicação correta com o Pai, e não de uma reza sistemática, existem outros dois extraordinários modelos de oração, inspirados pelo Espírito Santo, que “completam” a grande Oração do Pai Nosso na vivência de um profundo relacionamento com Deus.

não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação, tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus...

Efésios 1:16-20

...me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

Efésios 3:14-19

A epístola que Paulo escreveu aos efésios (cristãos da igreja em Éfeso), é sem dúvida alguma, dentre as treze acartas atribuídas à autoria do apóstolo Paulo, a mais reveladora no que tange à natureza, posição e autoridade da Igreja. Aliás, Paulo é o mais clarividente dos apóstolos bíblicos. Enquanto os doze apóstolos do Cordeiro receberam durante três anos e meio os ensinos fundamentais da Doutrina de Cristo encarnado, Paulo, mesmo entendo a importância dos rudimentos da fé (Hebreus 5:12-14; 6:1-3), recebeu de forma mística (II Coríntios 12:1-4), do Cristo glorificado, profundas revelações dos mistérios do Reino de Deus, o que ele mesmo reconheceu:

...tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima, em pouco, vos escrevi, pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual, noutros séculos, não foi manifestado aos filhos dos homens...

Efésios 3:2-5

Sim, as epístolas paulinas e seus modelos de oração, constituem o maior legado de espiritualidade verdadeira e revelação divina da história da humanidade, e é sobre as duas orações de Paulo redigidas na carta ao Efésios que trataremos agora.


Continua...