quinta-feira, 28 de maio de 2015

VIDA NO ESPÍRITO X VIDA NA CARNE

PARTE 4
 

As dezesseis obras oriundas da natureza adâmica, revelam uma vida na carne, subjugada à LEI DO PECADO E DA MORTE. Mas o Espírito Santo nos deixa também uma relação de qualidades inerentes à Nova Criação, ou seja, o espírito recriado que está sob a LEI DO ESPÍRITO DE VIDA EM CRISTO JESUS.
 
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão temperança. Contra essas coisas não há lei.
Gálatas 5:22-23
 
Façamos um pequeno estudo exegético dessas nove maravilhosas qualidades oriundas do próprio caráter de Jesus, pois foi com estas características que Jesus viveu como homem na Terra por três anos e meio, e é com elas que nós devemos viver aqui nossa vida cristã. Esse estilo de vida passa a fazer parte de nossa natureza a partir do momento que nos permitimos ser influenciados e guiados pelo Espírito de Deus que passou a habitar nosso espírito recriado no Novo Nascimento. (Ler também Rm 8:5-14; II Co 6:6; Ef 4:2-3; 5:9; Cl 3:12; II Pe 1:4-9)
 
1.     Amor (gr. agape) ou “caridade”. Interesse e busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5:5; I Co 13; Ef 5:2-3; Cl 3:14). Ágape é o amor que tem origem em Deus e é a Sua própria natureza. Diferente do amor “eros” que se refere ao mero desejo físico/sexual, e do amor “philos” cujo objeto de afeição é seletivo à amigos íntimos e entes queridos para supri-los e ajuda-los; e também diferente do amor “storgé” relacionado ao afeto mais íntimos entre pais e filhos, por exemplo. Este amor como fruto do espírito é o amor de Deus derramado em nossos corações (espirito recriado ou homem interior) pelo Espírito Santo (Rm 5:5).
 
2.     Gozo (gr. chara) É a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e sobre tudo, na presença de Deus, benção estas que estão disponíveis aqueles que estão em Cristo. É uma inexplicável sensação de regozijo que transcende as situações cotidianas e as coisas visíveis, é simplesmente uma alegria sobrenatural. (Sl 119:16; II Co 6:10; 12:9; I Pe 1:8; Fl 1:14; Rm 14:17)
 
3.     Paz (gr. eirene) Quietude de coração e mente baseada na convicção de que todo vai bem entre o crente e seu Pai Celestial (Rm 5:1). Esse estado é mais rudimentar e básica forma de ser guiado por Deus e entender Sua vontade, pois qualquer coisa que abale essa quietude do coração constitui-se como uma forma de “não” de Deus. Essa paz deve ser nosso primeiro árbitro, pois ela não depende de nada senão da habitação do Espírito de Deus em nós. (ler também Rm 15:33; Fl 4:7; I Ts 5:23; Hb 13:20).
 
4.     Longanimidade (gr. makrothunia) É o que podemos chamar de “ânimo longo”. É perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou desesperar-se (Ef 4:2; II Tm 3:10; Hb 12:1). Isso diz respeito a caminhar mais uma milha, dar a outra face ao que fere, dar a túnica ao que leva a capa (Mt 5:39-44); é perdoar “490 vezes” (Mt 18:22). É o remédio preventivo à raízes de amargura, ressentimentos, raiva, e previne consequentemente doenças de ordem psicossomática (Hb 12:14-15).
 
5.     Benignidade (gr. crestotes) É o não querer magoar ninguém nem causar dor. Pessoas benignas lutam pelo bem estar das pessoas no espírito, na alma e no corpo. (ler também Ef 4:32; Cl 3:12; I Pe 2:3).
 
6.     Bondade (gr. agathosune) Zelo pela palavra de Deus e pela retidão, repulsa pelo mal e suas obras. Pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7:37-50), ou na repreensão e correção do mal (Mt 21:12-13).
 
7.     Fé (gr. pistis) O mesmo que lealdade. Lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidelidade e honestidade (Mt 23:23; Rm 3:3; I Tm 6:12; II Tm 2:2; 4:17; Tt 2:10).
 
8.     Mansidão (gr. prautes) É a moderação que está associada à força e a coragem; descreve alguém que pode irar-se com equidade quando necessário, e também submeter-se humildemente quando for preciso (II Tm 2:25; I Pe 3:15; Mt 11:29; Mc 3:5). Não está ligado a tipo de temperamento ou personalidade, e sim a um caráter transformado pela obra do Espírito Santo no homem interior.
 
9.     Temperança (gr. egkrateia) Controle ou domínio sobre os nossos próprios desejos, emoções ou paixões. Isso inclui a fidelidade aos votos conjugais, o controle e repressão de sentimentos nocivos, e a contenção da concupiscência carnal, e isto inclui a pureza (I Co 7:9; Tt 1:8; 2:5).
 
Esta é a Vida no Espírito, no espírito do novo homem recriado em Cristo Jesus. Esta é a vida abundante (Jo 10:10), a vida ressurreta (Rm 8:11), a vida guiada do espírito do homem que é guiado pelo Espírito de Deus (Rm 8:14).
Essa é a Vida que Deus sonhou e deseja que cada ser humano na face da terra viva. Mas qual é a porta de entrada nesta Vida? Como entrar nessa Vida no Espírito?
 
Continua...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

VIDA NO ESPÍRITO X VIDA NA CARNE

PARTE 3

PECADOS CONTRA O PRÓXIMO

1.     Inimizades (gr. echthra) Intenções e ações fortemente hostis; antipatia extrema. Um filho de Deus nascido de novo não pode se dar a este tipo de sentimento declarando não “suportar” alguém ou falando mal do próximo (Tiago 4:11).

2.     Porfias (gr. eris) Brigas, oposições, luta por superioridade (Rm 1:29; I Co 1:1; 3:3). Filhos de Deus não devem cobiçar posições ou fama, pois o conceito bíblico de ministério é o serviço altruísta. Assim, não devem porfiar por serem maiores.

3.     Emulações (gr. zelles) Ressentimento por inveja amarga do sucesso alheio (Rm 13:13; I Co 3:3). No Reino de Deus há um lugar para todos os dons, ministérios e operações, e uma porção determinada por Deus a cada um na Terra. Todos possuem um propósito de vida intrínseco, não precisamos cobiçar nada de ninguém.

4.     Iras (gr. thumos) Fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações agressivas (Cl 3:8). Precisamos, como filhos de Deus proteger nossas emoções contra invasões de ressentimento, raiva e inveja. Filhos de Deus não agem ou falam com base em suas emoções, mas no espírito e pela Palavra de Deus. Cristãos encolerizados não fazem jus à fé que professam.

5.     Homicídios (gr. phonos) ações contra a vida alheia; matar o próximo literalmente ou interiormente por perversidade. Sim, o mero desejo na alma de ver o mau do próximo já nos qualificaria como homicidas (I Jo 3:15).

6.     Invejas (gr. fthonos) Antipatia ressentida contra alguém que possui algo que não temos ou desejamos. Como já dissemos, a porção de Deus para a vida de cada um está guardada do modo certo e no tempo certo. Não podemos nutrir sentimentos de superioridade. Invejar é dizer: “Eu mereço a conquista de fulano mais do que ele”.

PECADOS CONTRA A AUTORIDADE

1.     Pelejas (gr. eritheia) Ações motivadas por ambição egoísta extrema por poder. Brigas ferozes para ter algo que desejamos ou cremos que merecemos são pelejas, algo inadmissível para um filho de Deus.

2.     Dissensões (gr. dichostasia) Introduzir ensinos cismáticos num grupo, sem respaldo na Palavra de Deus ou no propósito da liderança. Promover antipatia contra líderes ou contra uma visão corporativa; furtar do líder o coração dos liderados através de carisma pessoal e persuasão verbal (II Sm 15:1-6; Ez 28:13-18; Is 14:12-15).

3.     Heresias (gr. hairesis) Grupos divididos dentro da congregação, conluios egoístas que destroem a unidade da igreja. Grupos facciosos dentro do corpo de Cristo são abomináveis à Deus, e se constituem como uma forma grave de carnalidade (I Co 1:11-13; 3:3-4), mas periodicamente acontecerão em tempos de reavivamento para peneirar e limpar o corpo de Cristo (I Co 11:19).

PECADOS CONTRA O PRÓPRIO CORPO

1.     Prostituição (gr. pornéia) Imoralidade sexual de todas as formas. Incluindo o gosto por fotos, filmes ou publicações de conteúdo sexual (Mt 5:32; 19:9; At 15:20,29; 21:25; I Co 5:1). Uma das grandes da sociedade moderna é a pornografia, que tem alcançados estatísticas assustadoras nas mais diversas faixas etárias. Além de programas de auditório marcados por sensualidade, adultério e luxúria em forma de “entretenimento”.

2.     Impureza (gr. akatharsia) Pecados sexuais, atos pecaminosos ou vícios, inclusive maus pensamentos ou desejos do coração (Ef 5:3; Cl 3:5). Tendência viciosa à adultério, prática de relacionamento extra conjugal, ou fornicação (vida sexual ativa sem casamento), homossexualidade, bestialidade.

3.     Lascívia (gr. aselgeia) Sensualidade. Ser refém das paixões e desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (II Co 12:21). Um estágio avançado da prostituição e impureza que condiciona o impenitente a uma vida de pecado aberta e assumida, em pensamentos, palavras e atos.

4.     Bebedices (gr. methe) descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebidas embriagantes. O alcoolismo é um dos vícios mais antigos da humanidade e a prática da bebedice “social ”também (Gn 9:20-25).

5.     Glutonarias (gr. khomos) Diversões, festas, comer e beber de modo extravagante, desenfreado e indisciplinado; também pode envolver drogas, sexo, e coisas semelhantes. Aqui estão incluídas as baladas de música profana e carnal, as festas cheias de malícia e palavras torpes (Ef 5:4), e também o apetite desordenado (Cl 3:5) e a alimentação desregrada (I Co 3:16-17).

PECADOS CONTRA A GLÓRIA DEUS

1.     Idolatria (gr. eidololatria) É a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança cega numa pessoa, instituição ou objeto como se possuísse autoridade igual a de Deus ou de sua Palavra. Veneração à personalidades esportivas, artísticas, religiosas; à clubes esportivos, à carros, casas... (I Jo 5:21).

2.     Feitiçarias (gr. pharmakeia) Espiritismo, magia negra, adoração de demônio e o uso de drogas e outras substâncias que alteram o estado de consciência. Aqui inclui-se a cartomancia, necromancia, quiromancia, tarô, cartas, horóscopo, além de nicotina, fumo, ópio, maconha, heroína, cocaína, crak, e qualquer alucinógeno ou “tranquilizante”.

O Espirito Santo termina a lista destas obras da carne, deixando registrado através da escrita ungida e inspirada do apóstolo Paulo, a seguinte exortação severa: “...coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (v. 21).


Continua...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

VIDA NO ESPÍRITO X VIDA NA CARNE

PARTE 2

A Bíblia também classifica o ser humano em três categorias:

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido... E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como meninos em Cristo.
I Coríntios 2:14-15; 3:1

(1) HOMEM NATURAL – É o homem que não nasceu de novo em Cristo, apenas nasceu biologicamente de sua mãe. Seu espírito morreu pela consciência do Pecado em função da maldição do primeiro Adão; ele é CORPO, ALMA e ESPÍRITO.

(2) HOMEM CARNAL – É o homem que nasceu de novo em Cristo, mas não aderiu à vida no espírito. Sua natureza carnal continua viva e governa sua vida. Ele é guiado por emoções, sentimentos e desejos; ele é ALMA, ESPÍRITO e CORPO.

(3) HOMEM ESPIRITUAL - É o homem que nasceu de novo em Cristo e aderiu à vida nesse novo espírito recriado. Ele é um novo espírito à imagem de Jesus Cristo; ele é ESPÍRITO, ALMA e CORPO.

Vamos considerar nesse estudo o HOMEM NATURAL e o HOMEM CARNAL na mesma esfera, ambos são governados por naturezas antagonistas à Deus. E levemos em conta o HOMEM ESPIRITUAL como aquele cuja vida reflete a perfeita vontade de Deus para o homem, livre de condenação. Estamos falando aqui sobre duas leis distintas: A LEI DO ESPÍRITO e A LEI DO PECADO.

...agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. Porque a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
Romanos 8:1-2

Esta lei do pecado que governava a vida daqueles que não haviam nascido de novo, foi revogada. O Pecado não tem mais domínio sobre os filhos de Deus nascidos de novo (Rm 6:10). Os sacerdotes da lei foram “exonerados” de seus ofícios pela instituição do novo sacerdócio (Hb 7:12). Esta lei do pecado e morte foi substituída por uma nova Lei estabelecida pelo eterno Sumo-sacerdote Jesus Cristo (Hb 6:20). É uma lei ultrapassada, é uma “coisa velha”, e “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (II Co 5:17).

Vamos agora entender este paradoxo entre a vida na carne e a vida no Espírito. Existem características visíveis e claras em cada um destes que podemos chamar de “estilo de vida”. Os que continuam debaixo da LEI DO PECADO e vivem na carne, produzem naturalmente obras desta lei que os governa; já o que vivem na nova LEI DO ESPÍRITO DE VIDA, produzem um fruto especial semelhante ao produzido por Jesus em sua vida terrena de três ano e meio.

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
Gálatas 5:19-21

Vamos estudar particularmente estas dezesseis obras da carne, as distribuiremos dentro de quatro categorias distintas: (1) Pecados Contra o Próximo; (2) Pecados contra a Autoridade; (3) Pecados Contra o próprio Corpo; e (4) Pecados contra a Glória de Deus.
Entenda, porém, que embora estejamos qualificando as obras da carne, todo pecado praticado é diretamente contra Deus.
Pecar contra o próximo viola a suprema Lei do amor (Rm 13:10; Tg 2:8)
Pecar contra a autoridade viola o princípio de autoridade (Rm 13:1-2; I Pe 2:13-15)
Pecar contra o corpo viola o templo que não nos pertence (I Co 6:18-19; 3:16-17)
Pecar contra a Glória de Deus o desonra gravemente (Is 42:8; I Jo 5:21)



Continua...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

VIDA NO ESPÍRITO X VIDA NA CARNE


...Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Gálatas 5:16-18

Tem havido por parte de grandes teólogos e exegetas uma confusão quanto ao texto supracitado. Estes consideram que o “Espírito” aqui mencionado é o Espírito de Deus, pois o texto original no grego é “pneuma”, que pode ser atribuído tanto ao espírito humano como ao divino, e até impõem o recurso editorial de utilizar o “E” maiúsculo no versículo. Na verdade pneuma significa “corrente de ar”, “vida”, “mente”. Porém, o recurso hermenêutico que utilizamos para definir a natureza deste “espírito”, é a regra do contexto imediato, ou seja, se a analise do original não nos fornecer a interpretação suficiente, precisamos entender o contexto do próprio texto com base em versículos anteriores e posteriores.

O texto começa exortando: “...Andai em Espírito...
E por tratar do antagonismo em relação à carne, logo dizemos que é o Espírito Santo, porém, note o seguinte, o Espírito Santo é Deus, é Criador Soberano e Onipotente, Ele não cobiça nem luta contra nada e contra ninguém, ele sequer luta contra satanás, pois Satanás é uma mera criatura, limitada e inferior; Deus usa o homem recriado na batalha espiritual (Ef 6:11-12). Mas o texto em questão segue declarando: “...a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro...” Indubitavelmente, este “espírito” do texto de Gálatas 5:16 à 25 é o espírito humano, mas não qualquer espírito humano, é o espírito humano recriado à imagem de Cristo, é a nova espécie de Adão redimida, é o novo HOMEM ESPIRITUAL.

Considerando a Antropologia Bíblica e a natureza tricotômica do homem criado por Deus, sabemos que o mesmo é constituído de espírito, alma e corpo (I Ts 5:23), ou seja, uma parte material (corpo) e duas partes imateriais (alma e espírito).

O saudoso pastor norte-americano Kenneth Hagin em seu livro “O homem em três dimensões” definiu assim:

(1) ESPÍRITO – Dimensão do homem que lida com o âmbito espiritual. A parte dele que conhece Deus.
(2) ALMA – A dimensão do homem que lida com o âmbito mental – seu intelecto. As sensibilidades e a vontade. A parte que raciocina e pensa.
(3) CORPO – A dimensão do homem que lida com o âmbito físico. A casa em que habitamos.

Gosto de acrescentar estas preciosas definições da seguinte maneira:

(1) ESPÍRITO – Dimensão do homem que o conecta com sua origem essencial, Deus. Através da qual interagimos ou estamos ligados à dimensão espiritual.
(2) ALMA – Dimensão do homem que o conecta com sua realidade existencial. Absorve as impressões no âmbito da razão, emoção, intelecto e vontade.
(3) CORPO – Dimensão do homem que o conecta com a realidade física, palpável, perceptível e visível. Retira as impressões deste âmbito material (Terra) através dos seus cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato.

Apesar da maioria dos seres humanos na face da terra ainda considerarem essa natureza tricotômica numa ordem inversa: CORPO, ALMA e ESPÍRITO, o plano original de Deus é que existamos na ordem ESPÍRITO, ALMA e CORPO. Assim, a natureza do homem pode ser definida da seguinte maneira: O homem é um espírito, que possui uma alma, e habita em um corpo.

A Bíblia também classifica o ser humano em três categorias:...


Continua...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O CÓDIGO DE VOZ DA CRIAÇÃO

PARTE FINAL

Vamos considerar com o espírito de sabedoria e revelação a relação terra e corpo concernente à água. A água realmente responde aos estímulos emocionais e principalmente sonoros. A inspirada narrativa bíblica da Criação começa com o Espírito de Deus se movendo, não sobre os céus e nem sobre a Terra.

E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
Gênesis 1:2

O Espírito Criador de Deus aguardava nas águas apenas o seu comando de voz para iniciar a restauração.
Como já dissemos a Terra, bem como o homem é têm em sua composição química 70% de água, e este elemento é determinante para a conservação e desenvolvimento de ambos.

A Criação começa pela verbalização de Deus, ou seja, o primeiro “envio” espiritual do Filho, que no princípio não era o Filho. A Trindade na eternidade passada, antes da Criação do mundo e no contexto do céu é composta de O PAI, A PALAVRA e O ESPÍRITO (João 1:1; I João 5:7), somente quando a Palavra se fez carne, é que assumiu aqui a prerrogativa humana de Filho Unigênito (João 1:14).

Nós sabemos que a Criação narrada em Gênesis 1 foi na verdade uma recriação, pois a Terra não foi criada como um caos. Senão vejamos:

Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro.
Isaías 45:18

Podemos deduzir com certa segurança que houve um lapso temporal incalculável de tempo entre os versículos 1 e 2 que podem ter sido o espaço referente às chamadas Eras Geológicas e o contexto cientificamente viável para a existência dos famosos dinossauros.

Mas a ênfase aqui está no processo desta Criação. Tudo começa no versículo 3 com a seguinte declaração: “E disse Deus: Haja...” Note, é a Palavra de Deus enviada, é o Cristo “pré-enviado” para efetuar a obra criadora no poder do Espírito Santo.

Mesmo agora, o Espírito de Deus se move no corpo humano, seja por dentro dos filhos de Deus nascidos de novo, ou fora, dos descrentes também compostos por água. E este Espírito aguarda somente a Palavra de Deus, o Código de Voz da criação para restaurar este corpo à sua condição de homeostase e harmonia.

Vejamos o seguinte: Há três testemunhos no Céu e três testemunhos na Terra.
1.     No Céu: O PAI, A PALAVRA e O ESPÍRITO (A Trindade)
2.     Na Terra: O ESPÍRITO, A ÁGUA e O SANGUE

Este é aquele que veio por água e sangue, isto é Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam num.
I João 5:6-8

A Trindade no Céu testifica da missão e obra redentora de Jesus Cristo, mas são outros três elementos que testificam e efetuam esta missão e obra aqui na Terra. Observe:

1.     O ESPÍRITO (É o glorioso Elemento da Santíssima Trindade habitando no Céu e na Terra)
2.     A ÁGUA (É o elemento natural envolvido no processo de restauração e Redenção da Criação e da Criatura)
3.     O SANGUE (É o elemento divino responsável por essa perfeita Redenção)

Perceba, a água é um elemento tão importante que está inserida na Trindade em sua Obra de Redenção.

O Sangue redimiu a criatura que por sua vez está sendo o agente divino de redenção de toda a criação (Efésios 1:7; Hebreus 9:12, 22).
O Espírito foi enviado pelo Pai e pelo Filho sobre a criatura redimida como garantia da Redenção final (II Coríntios 1:22, 5:5; Efésios 1:13-14, 4:30).
A Água interage com o Espírito aguardando a Palavra RHEMA manifesta pelos filhos de Deus para efetuar este processo de Redenção já consumado pelo Sangue.

É aqui que opera o Código de Voz da Criação para curar os enfermos e libertar os cativos, para dar ordens à criação inanimada e manifestar o poder da Redenção sobre toda a criação de Deus. Estamos como Igreja avançando para este nível de revelação e entendimento espiritual, e antes da Segunda Vinda do Filho Primogênito de Deus, os cristãos, os filhos recriados do Pai, irmãos de Jesus Cristo, se manifestarão com extraordinário poder sobre a Terra para restaurar todas as coisas e estabelecer seu Reino de Justiça que será entregue ao pai na Vinda do Filho (I Coríntios 15:24-25). Aleluia!

Este é o Código de Voz da Criação.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O CÓDIGO DE VOZ DA CRIAÇÃO

PARTE 5


No vídeo acima, Dr. Masaru Emoto expôs amostras de água a músicas, palavras faladas, palavras escritas, imagens e vídeos. Depois de cristalizada (congelada), a resposta da água a cada um dos estímulos foi magnífica, conforme registrado em fotografias pelo Dr. Emoto.

Este dado científico é mais espiritualmente revelador do que certas “profecias” da atualidade. Na verdade, não existe nenhum tipo de rivalidade entre Deus e a ciência, pois diferentemente da falsa ciência (I Timóteo 6:20), a verdadeira ciência apenas constata com exatidão e precisão os fenômenos e leis naturais criadas e estabelecidas pela mente divina.

Perceba, se o elemento água responde a estímulos de emoção e voz, então temos aqui a ratificação do Código de Voz da Criação. As moléculas cristalizadas de águas respondem de maneira diferente a estímulos negativos e positivos. Quando expostas à estímulos bons e positivos como amor, alegria, entusiasmo, verdade, e à palavras boas como “te amo”, “obrigado”, “madre Tereza”, ou música clássica... as partículas da águam se movem em formas harmônicas. Já quando expostas à estímulos ruins como ódio, inveja, ira, mentira, e boas palavra como “te odeio”, “Adolf Hitler”, as formas se distorcem e desarmonizam.

Se pensamentos podem fazer isso com a água, imagine o que nossos pensamentos podem fazer a nós. Quase 70% de nosso corpo é água.
Veja, Deus deixou para a humanidade o recurso biológico da saúde; agora pense neste recurso potencializado pelo poder criador da Palavra de Deus. Isto faz mover o Espírito de Deus que habita em seus filhos recriados.

Nosso corpo não foi criado para suportar as toxinas letais da raiva, ódio, inveja...
Fomos criados para a alegria, amor, bondade, confiança...

Somente pela habitação do Espírito de Deus podemos experimentar a renovação da mente (Romanos 12:2) e nos nutrir de novos pensamentos e sentimentos que restaurarão a saúde física e emocional a um estado do Éden.

Agora, entendendo que o planeta Terra é também composto em quase 70% de água, temos mais uma evidência científica inexorável do Código de Voz da Criação. Sim, a criação está aguardando em dores que a criatura recriada, os filhos de Deus, comecem a manifestar os estímulos de sua natureza regenerada, por sentimentos (Filipenses 2:5), mas sobre tudo, por palavras de fé (Marcos 11:23-24).

A nossa auto-transformação está em nós e em nossa boca.
A transformação da nossa família está em nós e em nossa boca.
A transformação da Igreja local está em nós e em nossa boca.
A transformação da Terra está no coração e na boca dos filhos de Deus.

Continua...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O CÓDIGO DE VOZ DA CRIAÇÃO

PARTE 4

Então, Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse aos olhos dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos... O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, ouvindo o Senhor, assim, a voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel.
Josué 10:12-14

Observe que narrativa maravilhosa!
Deus intervindo nas leis naturais e no equilíbrio da natureza, pela voz de um homem.

Vamos considerar alguns detalhes desse texto:

1.     Primeiro Josué orou ao Senhor, ou seja, para esse tipo de intervenção na ordem cósmica, a perfeita vontade de Deus deve ser conhecida; e a vontade de Deus era a de dar vitória ao seu povo, como é hoje também.

2.     Na sequência, Josué não fala mais com Deus, ele fala com o sol e com a lua, convicto de que estes astros do cosmo atenderiam a sua Palavra de Fé.

3.     Sabemos obviamente hoje, que na verdade, o que parou de fato foi o movimento de rotação da Terra, para o dia se prolongasse para o povo de Deus.

4.     Por fim, a grande razão para Deus operar tal prodígio é o seu favor para com seu povo na Antiga Aliança; que se dirá na Nova Aliança!

5.     O texto declara que Deus ouviu a voz de um homem, mas fica claro que Deus ouviu a voz de um homem falando com a criação inanimada.

Em fim, mais uma vez O CÓDIGO DE VOZ foi emprestado para os servos da Lei.

Este conceito de dirigir a Palavra à criação inanimada, aos recursos naturais da terra e do Universo e às adversidades de origem maligna, está presente em toda Escritura Sagrada. Jesus surpreendeu seus discípulos ao dar ordem à uma tempestade e aos mar; espantados eles indagaram: “Que homem é este, que até os ventos e mar lhe obedecem?” (Mateus 8:27).
A resposta é simples: Este homem era o Novo Adão, o protótipo de uma nova espécie. A partir de sua obra redentora no Calvário, este Novo e Último Adão (I Coríntios 15:45-49) daria início a uma nova “linha de produção” de homens recriados com sua imagem, autoridade e missão; “...porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.” (I João 4:17b).

Na verdade, no episódio da tempestade que Jesus apaziguou sua reprimenda aos discípulos nos dá uma evidência do Código de voz da Criação, pois ao declarar: “Porque temei, homens de pequena fé?” (Mateus 8:26), ele estava dizendo: “Vocês poderiam ter acalmado a tempestade!” Sim, em outras palavras Jesus dizia: “Porque vocês têm esse tal de medo, homens desconhecedores do Código?”

Jesus confirmou a existência e o poder do Código de Voz ao dizer a uma árvore infrutífera: “Nunca mais coma alguém fruto de ti.” (Marcos 11:14). E na sequência dessa narrativa, Jesus reafirma o princípio do Código:

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus, porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis.
Marcos 11:22-24

Note algumas coisas sobre os versículos acima:

1.     No versículo 22 Jesus revela onde deve estar a nossa fé: em Deus; em sua onipotência.
2.     No versículo 23 Jesus não fala de oração, e sim de uma conversa com a montanha.
3.     No versículo 24 Jesus ensina a oração que prevalece em quatro atitudes/ETAPAS: (1) PEDIRpedirdes”; (2) CRERcrede”; (3) RECEBERrecebestes”; e (4) TERtê-lo-eis”.
4.     Estes versículos apresentam três evidências reais do Código de Voz da Criação
(1) “...qualquer que disser a este monte...” (ênfase em “qualquer”)
(2) “...crer que se fará aquilo que diz...” (ênfase em “aquilo”)
(3) “...tudo o que disser lhe será feito...” (ênfase em “tudo”)

Este Código é biblicamente comprovado e real.
Mas se sua mente é demasiadamente racionalista e precisa de uma evidência científica, então vamos considerar a descoberta de um pesquisador japonês em Março de 2014 sobre o extraordinário poder de estímulos e palavras positivas.

Continua...