quinta-feira, 5 de maio de 2016

O PRINCÍPIO DA HONRA


A honra é a chave mestra para se entrar em qualquer ambiente. Quem sabe honrar sempre será bem recebido e ouvido com prazer. A honra é uma das leis mais importantes dos relacionamentos. Dos dez mandamentos, os quatro primeiros tratam de honrar a Deus e os demais seis de honrar o próximo. Jônatas honrou a Davi, e em ocasião oportuna Davi retribuiu tal honra ao seu filho Mefibosete. Davi honrou a Hirão, rei de Tiro, pelo que Hirão honrou ao seu filho Salomão depois de sua morte fornecendo-lhe matéria prima para a construção do templo. A honra pode determinar a longevidade ou a morte prematura. Um dos mandamentos é: Honra teu pai e tua mãe, para te vás bem e tenhas os seus dias prolongados sobre a terra (Êx 20:12; Ef 6:2-3). Muitos sujam seu próprio nome por não honrarem seus compromissos. Muitos destruíram sua vida conjugal por não honrar seu casamento como ordena a bíblia (Hb 13:4). Os presídios são simplesmente o confinamento de pessoas que desonraram o seu semelhante, seja matando, roubando, defraudando ou enganando. Saber honrar é saber viver. Saber honrar é saber entrar. Saber honrar é saber permanecer. Saber honrar é saber crescer.

            A história também deve ser honrada. Só pode ser honrado pela história quem honra a história. Elias honrou a história quando reconheceu não ser melhor do que seus pais. Honrar a história é respeitar os cabelos brancos. Honrar a história é honrar a face do idoso (Lv 19:32). Nazaré teria sido impactada pelo ministério de Jesus se soubessem honrar o profeta de casa (Mt 13:57).

            Paulo dedicou os sete primeiros versículos do capítulo treze da carta aos romanos para ensinar a Lei da Honra. Paulo nos exorta a honrar toda autoridade aqui na terra, pois toda autoridade existente foi constituída por Deus (seja por sua vontade soberana ou por sua vontade permissiva). Em tese, o versículo dois diz que quem não honra a autoridade não honra a Deus, e esta desonra trará condenação. Honrando as autoridades não precisamos temê-las, pois se nós as honramos seremos honrados por elas. “...Faze o bem, e terás louvor dela.” (v. 3c). A bíblia nos ensina que ministros de Deus devem ser honrados. Quem honra os ministros de Deus será honrado por Deus. Você sabia que as autoridades da terra são [relativamente] ministros de Deus em nosso favor, ainda que algumas delas não saibam disso? Você sabia que um policial é um ministro de Deus para o nosso bem? Assim como delegados, presidentes, governadores, prefeitos, deputados, vereadores, senadores, guardas também o são. “Porque ela [a autoridade] é ministro de Deus para teu bem...” (v.4a). Você sabia que se desonrarmos as autoridades terrenas, devemos temê-las, porque desonrando-as estamos sujeitos ao seu castigo, com respaldo das Escrituras Sagradas? “...Mas, se fizeres o mal, teme, pois [a autoridade] não trás em vão a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.” (v. 4b) A honra às autoridades não deve ser por conveniência, e sim com o coração reto (v. 5). Paulo encerra dizendo que a cada um deve ser tributado uma honra distinta (v. 7). Ninguém trata a todos de igual modo. Se você diz que honra a todos igualmente, você não é um sábio, mas sim um tolo. Você não trata o marido de sua vizinha da mesma forma que ao seu marido. Você não lava as peças íntimas dele, não leva a toalha para ele após o seu banho, não tira suas meias quando ele chega do trabalho. Esta honra você reserva somente para o cabeça da casa. Ainda que você honre um mendigo, você não o chamará de “Vossa Excelência”. Em um júri você não chama o juiz de “meu amigo”. Você não irá se dirigir a um graduado cardeal católico dizendo: “E aí padre?!”, ou ao Papa com “Olá senhor Papa!”. Existem designativos distintivos para referir-se a diversas classes de autoridades para honrá-las. Ao Presidente da República, o Ministro do Estado, o Chefe do Gabinete Militar da República, o Consultor Gral da República, os Presidentes e Membros das Assembléias Legislativas, os Governadores e Vice-Governadores dos Estados, Prefeitos, Senadores, Deputados, Embaixadores, Cônsules, Juízes, Generais, Marechais e outros, nos dirigimos como “Vossa Excelência” (V.EXª.) ou “Excelentíssimo Senhor”.. Aos funcionários Graduados, Organizações Comerciais e Industriais e Particulares em Geral, tratamos de “Vossa Senhoria” (V.Sª.) ou “Ilustríssimo Senhor” (Ilmoº. Sr.). Para Cardeais usamos “Vossa Eminência” (V.EMª.) ou “Eminentíssimo Senhor”, assim como para Arcebispos e Bispos usamos “Vossa Excelência Reverendíssima” (V.Exª.Revmª) ou “Excelentíssimo Senhor”. Ao Papa nos dirigimos como “Vossa Santidade”, já que ele prefere assim! Aos Reitores de Universidades nos dirigimos como “Vossa Magnificência” ou “Magnífico Reitor”. Para Reis, Rainhas e Imperadores usamos “Vossa Majestade” (V.M.), já para Príncipes e Princesas usamos “Vossa Alteza” (V.A.). Para líderes eclesiásticos (Igreja Evangélica) devemos tratá-los por suas designações específicas: Pastor, Presbítero, Bispo... Não podemos, porém, ainda que tenhamos uma posição honorífica, nos honrar mais do que honramos ao próximo. “...preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12:10b). O Rei Dário honrou a Mardoqueu (Et 6:6). Jesus honrou seus discípulos (Jo 13:1-20; Lc 22:30). Obreiros dedicados e bem recomendados devem ser recebidos em honra (Fl 2:29). Pastores e líderes cristãos que administram sabiamente e trabalham integralmente no ministério da pregação e do ensino, devem ser especialmente honrados (I Tm 5:17).

            A habilidade de saber honrar distingue o tolo do sábio. Pessoas sem nenhuma instrução podem alcançar grande sucesso por saber honrar. Pessoas, até mesmo eminentes, podem ser amaldiçoadas por não saber honrar. Mical sendo uma princesa não soube honrar a Davi como novo rei de Israel (II Sm 6:20-23). As humildes e “desprezíveis” servas do antigo rei, Saul, honraram o novo rei Davi (6:22).

            Até mesmo o temperamental pescador e apóstolo Pedro aprendeu a Lei da Honra. “Honrai a todos...Honrai o rei [governante da nação]” (I Pe 2:17).

            Certa vez, Paulo por ignorância, desonrou uma autoridade religiosa de sua nação, ao ser informado de que se tratava de um sumo sacerdote, logo se retratou dizendo: “...está escrito: Não dirás mal do príncipe [líder] do teu povo.” (At 23:1:5).

            O reconhecimento do Princípio da Honra pode evitar grandes catástrofes. Davi sentiu-se ultrajado pela recusa de Nabal e honrá-lo, isso despertou o “tolo” que havia em Davi (todo homem tem dentro de si um rei e um tolo). Quando Davi veio com seus homens para derramar sangue inocente (“...mesmo até um menino.” – I Sm 25:22), Abigail, esposa de Nabal que conhecia a Lei da Honra, fala ao “rei” que havia dentro de Davi, nos dando uma lição de reverência, humildade e sabedoria com a qual encerramos esta parte: “Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, e desceu do jumento, e prostrou-se sobre o seu rosto diante de Davi, e se inclinou à terra. E lançou-se a seus pés e disse: Ah! Senhor meu, minha seja a transgressão; deixa, pois, falar a tua serva aos teus ouvidos e ouve as palavras da tua serva...” (vv. 23-31).
               Aprenda a honrar. Isto é de Deus.

O PRINCÍPIO DO PROTOCOLO


Protocolo é saber agir. Protocolo é conduta certa nos lugares e ocasiões certas. Não existem seminários sobre protocolo, ele é aprendido instintivamente. Dificilmente você lerá em algum manual de pré-requisitos que não se deve entrar na sala do chefe por qualquer motivo. Você não irá encontrar na bíblia uma orientação sobre levantar-se quando o pastor entrar, ou que tom de voz deve ser usado para se dirigir a uma autoridade eclesiástica, mas este é um princípio intrínseco na cultura judaico-cristã e bíblica.

            Reconhecendo o Princípio do Protocolo, José não se apresentou relaxadamente diante da maior autoridade do mundo em sua época. “Então, enviou Faraó e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova; e barbeou-se, e mudou as suas vestes, e veio a Faraó.” (Gn 41:14). Você não vai a uma entrevista de emprego com sua pior roupa. Você não vai a um tribunal de camiseta regata ou de chinelo. Você não vai se apresentar em uma audiência no palácio com a rainha Elizabeth em trajes esportivos. A jovem judia Ester alcançou o favor do rei Assuero porque reconheceu a Lei do Protocolo. Ester se beneficiou do Protocolo para quebrar outro protocolo. Ester precisava entrar na presença do rei, porém, segundo a lei se uma audiência não fosse burocraticamente agendada, isso poderia redundar em pena de morte, a não ser que o rei estendesse seu cetro. Ester estava debaixo de oração e jejum de seus compatriotas, porém, isso não seria suficiente se Ester não agisse com cautela (protocolo). Ester se preparou, física, espiritual e emocionalmente durante três dias. Preparação é um tipo de protocolo indispensável. Ester usou o protocolo para se apresentar adequadamente, com as mais belas e ricas roupas que poderia vestir. “...Ester se vestiu de suas vestes reais...” (Et 5:1a). Ester não entrou de uma vez, ela usou o protocolo ao se pôr “...no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei...” (v. 1b). Diante de tanta beleza e reverência, o rei não poderia reagir de outra forma: “...ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei apontou para Ester com o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou e tocou a ponta do cetro.” (v. 2). O protocolo escancara a porta do favor. Ao se preparar para entrar na presença do rei Ester obteve o seu favor. “...qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará.” (v. 3). Da mesma forma, ao honrar o aniversário do rei Herodes com uma dança especial, Salomé obteve o seu favor. “...Pede-me o que quiseres, e eu to darei.” (Mc 6:22b). Ao honrar a memória de seu pai Davi priorizando a vontade de Deus, Salomão obteve o favor de Deus. “...Pede o que quiseres que te dê.” (I Cr 1:7). Ao reconhecer a linhagem real de Jesus chamando-o de filho de Davi, Bartimeu obteve o favor do Mestre. “...Que queres que te faça?...” (Mc 10:51).
 
            Protocolo não é, porém somente vestir-se adequadamente, é também falar adequadamente. Embora Daniel fosse fiel somente a Deus, ele reconheceu a Lei do Protocolo ao se dirigir ao rei Dário honrosamente: “...Ó rei, vive para sempre!” (Dn 6:21). Neemias somente alcançou o favor do rei Artaxerxes porque conhecia a Lei do Protocolo. Neemias usou o protocolo para iniciar suas palavras diante do rei: “...Viva o rei para sempre!...” (Ne 2:3a). Neemias usou o protocolo ao não exaltar sua nação em relação ao império persa: “...o lugar dos sepulcros dos meus pais...” (v. 3b). Neemias usou o protocolo ao não usar um tom de exigência, como se o rei fosse obrigado a atendê-lo: “...Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te...” (v. 5). Neemias usou o protocolo ao dar satisfação do tempo de sua ausência: “...apontando-lhe eu um certo tempo.” (v. 6b). Neemias usou o protocolo ao pedir ao rei cartas recomendação para sua viagem: “...Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me dêem passagem até que chegue a Judá.” (v. 7). Note também que Neemias usou o protocolo ao pedir uma coisa de cada vez, com tato e cautela. A Lei do Protocolo foi um dos motivos que fez com que Deus estendesse sua mão para ajudar Neemias (v. 8c). Protocolo é falar coisas saudáveis: “Favo de são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos.” (PV 16:24). Protocolo é falar na hora oportuna: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” (Pv 25:11). Protocolo é falar com reflexão: “O coração do justo medita o que há de responder...” (Pv 15:28a). Protocolo é falar com brandura: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1). Protocolo é falar pouco: “Retém as suas palavras o que possui o conhecimento... Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por entendido.” (Pv 17:27-28) Protocolo é falar depois de ter ouvido: “Responder antes de ouvir estultícia é e vergonha.” (Pv 18:13).

            Paulo, seguindo o protocolo esperou a permissão do rei Agripa para se pronunciar: “...Agripa disse a Paulo: Permite-se-te que te defendas.” (At 26:1a). Sendo um minucioso observador da Lei do Protocolo, Paulo, antes de se pronunciar fez sinal com a mão de que iria se defender. “...Então, Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu...” (v. 1b). Note o protocolo no discurso de Paulo, passo a passo: (1) Demonstrando-se honrado por estar na presença do rei e poder falar-lhe. “Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja, hoje, de defender...” (v. 2); (2) Exaltando a cultura e o conhecimento do rei. “mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus...” (v. 3a); (3) Pedindo humildemente a preciosa atenção e também a paciência do rei. “...pelo que te rogo que me ouças com paciência.” (v. 3b); (5) Ao ter sua condição mental insultada pelo governador Festo, não perdeu o respeito ao governador e a reverência perante o rei. “...Não deliro, ó potentíssimo Festo! Antes, digo palavras de verdade e de são juízo.” (v. 25). Perceba que a Lei do Protocolo possibilitou a Paulo testemunhar de Cristo a uma autoridade governamental, como o próprio Jesus lhe havia prometido (At 9:15). “Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês.” (v. 27) Perceba também, que Paulo não foi afoito para anunciar a Cristo, e a sua sutileza foi notada até mesmo pelo rei Agripa. “...Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!” (v. 28). Agripa ficou tão impressionado com Paulo que quis solta-lo, e o teria feito se houvesse outro protocolo a ser seguido. “...Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para Cézar.” (v. 32). Protocolo é saber entrar e saber sair. Protocolo é ser simples como a pomba e prudente como a serpente (Mt 10:16).
O protocolo é um princípio fundamental.

sábado, 30 de abril de 2016

A ORIGEM DA JUSTIÇA


Não importa qual seja a época ou o contexto social, a humanidade sempre clamou por JUSTIÇA. Há um desejo latente na alma humana pela verdadeira justiça. Mas onde ela está? Onde ela se manifesta? Na religião, nos protestos, na filantropia? Não, em nenhum destes, pois cada um deles têm seu conceito próprio de “justiça”.

A JUSTIÇA perfeita existia quando a Injustiça ainda não existia. No princípio, no Éden; lá a Justiça estava na inculpabilidade natural do primeiro Adão, que vivia perfeita e eternamente, desfrutando da Árvore da Vida (JESUS CRISTO), e de todo o fruto do Jardim, exceto a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (A LEI), ou seja, a árvore do certo e errado, da luz e das trevas, a “ÁRVORE DA JUSTIÇA X INJUSTIÇA”. Aqui começou a saga do Pecado, que tem relativizado a Verdadeira Justiça. Desde então, o homem vem “criando justiça” ao seu bel prazer. Cada um tem a sua.



As bilheterias do cinema ficaram lotadas na estreia do filme: BATMAN X SUPERMAN, “A Origem da Justiça”. O filme narra o relativismo ético do jornalista Clark Kent e do playboy justiceiro multimilionário Bruce Wane.
Enquanto Kent (o Superman) tenta convencer a população de sua “justiça” contra o homem morcego, através da mídia, Batman se reveste de uma couraça de kriptonita para provar sua justiça aniquilando o homem de aço.

Perceba. Os maiores mitos heroicos da história moderna guerreiam pela defesa de seus valores éticos e morais, cada um ostentando uma “justiça”.

A Justiça é um conceito divino, tem sua origem em Deus. O problema do mundo é que nosso conceito de justiça foi construído de forma cultural, familiar e étnica, assim, nossa mente está desqualificada para compreender a JUSTIÇA DE DEUS, a não ser que tenhamos uma mudança sobrenatural de mente (Romanos 12:2; I Coríntios 2:16).

Aqui está a famosa mulher adúltera do Evangelho de João (João 8:1-10). Ela é realmente uma pecadora, ela é realmente uma imoral, e sem dúvida sua condenação e julgamento é justo. A justiça da Lei afirma que tais mulheres devem ser apedrejadas, e isso é justo. Mas Jesus começa restaurando seu valor próprio...

Enquanto os religiosos e juízes a trazem diante de Jesus para exporem sua condição moral, Jesus a chama por um termo totalmente oposto à sua prática de vida. Veja...

“E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando.”
João 8:4

O termo mulher utilizado pelos por aqueles homens, no original grego é guinet que se refere à “mulher de má reputação”, “impura”, “mulher pecadora” “prostituta”.
A justiça deles sentencia e rotula aquela mulher.

Porém, já no desfecho do episódio, Jesus redefine aquela mulher e lhe dá um novo significado existencial dizendo...

“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?”
João 8:10

O termo mulher utilizado aqui por Jesus, diferente da conotação condenatória dos homens, é no original grego guinai, que significa “moça”, “mocinha”, “moça pura, virgem”.

Uma nova ideia de Justiça se revela aos homens aqui, a justiça imputada, ou seja, a justiça atribuída a alguém sem méritos.

“Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.”
Romanos 4:6-8

Isso não parece “justo” da parte de Deus: Um pecador a quem não é atribuído pecados, mas sim, é atribuída Justiça. Mas como já dissemos, nossa mente é extremamente limitada para compreender a Justiça de Deus, que só pode ser revelada de fé em fé (Romanos 1:17).

Esta é a loucura da pregação (I Coríntios 1:21) e o escândalo da cruz (Gálatas 5:11), que “...Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” II Coríntios 5:19

Então o que é a Justiça de Deus? Eis aqui a loucura e o escândalo: Nós, crentes em Jesus Cristo, nascidos de novo, nós somos a própria justiça de Deus.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”
II Coríntios 5:21

Clarck Kent (SUPERMAN) tentou convencer o mundo da justiça, mas este papel já tem dono...
“E, quando ele [O ESPÍRITO SANTO] vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (João 16:8).

O Espírito Santo é dado à todo aquele que crê e vive em Cristo, para convencê-lo da Justiça no Novo nascimento e continuar convencendo na vida no espírito.

Bruce Wane (BATMAN) se revestiu da couraça de kriptonita para provar sua justiça, mas nós crentes temos outra couraça...
“Estai, pois, firmes,... vestida a couraça da justiça.” (Efésios 6:14)

Como crentes, estamos revestidos da COURAÇA DA JUSTIÇA, para proteger nosso coração da culpa, acusação e condenação do Diabo.

Nosso acusador, é o Diabo. Este promotor maligno tinha uma cédula judicial contra nós que foi “assinada” quando o primeiro Adão pecou. Este documento lhe dava direitos sobre a Terra e sobre nós, dentro da Justiça.

Mas o Último Adão, Jesus Cristo, revogou este documento pela Justiça de Deus.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.”
Colossenses 2:14,15

A ORIGEM DA JUSTIÇA É DEUS.
A ORIGEM DA JUSTIÇA É O EVANGELHO.

terça-feira, 26 de abril de 2016


O SELO DA COGIC


O desenho do selo oficial da Igreja foi criada em 1973 e aprovado em Assembleia Geral em 1981 (sessão de Abril).

O TRIGO atado no centro do selo representa todos os POVOS DA IGREJA DE DEUS EM CRISTO, Inc. A corda que ata o trigo, que mantém o eixo do bem representa a Fundação Paternal da Igreja, sob o BISPO CHARLES HARRISON MASON, que, guiados do Senhor, uniram-nos numa Fraternidade de Igrejas pentecostais na Primeira Assembleia Geral da Igreja, em 1907.

A data no selo tem um duplo objetivo: em primeiro lugar, para nos dizer que o Bispo Mason recebeu o batismo do Espírito Santo em março de 1907, e, em segundo lugar, para nos dizer que foi por causa desta manifestação que o Bispo Mason foi compelido a chamar-nos juntos em novembro de 1907, para organizar a Igreja de Deus em Cristo.

A CHUVA no fundo representa a CHUVA SERÔDIA ou o Avivamento no fim dos tempos que provocou o surgimento de nossa Igreja, juntamente com outras organizações Pentecostais da Santidade na mesma época. A chuva também serve como um desafio à Igreja para manter Cristo no centro de nossa adoração e serviço, para que Ele possa continuar a usar a Igreja de Deus em Cristo como um dos veículos do AVIVAMENTO PENTECOSTAL antes do retorno do Senhor.


sábado, 26 de março de 2016

JUSTIFICADO OU PECADOR REDIMIDO?


A Igreja moderna está cheia de jargões e terminologias religiosas que nada têm haver com as Escrituras. A diversidade de credos e crendices denominacionais gerou uma verdadeira miscelânea religiosa no corpo de Cristo.

Mas Deus, à partir da Reforma Protestante, começou a restaurar sua Igreja ao seu crescimento à estatura de Cristo, e desde então, muitas verdades que se perderam no terceiro século da Igreja, vêm sendo gradualmente restauradas, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. (Efésios 4:13).

E se há uma crendice que deve ser erradicada e uma verdade que deve urgentemente ser restaurada, é a verdade sobre a POSIÇÃO DO CRISTÃO, em CRISTO.

Afinal, agora em Cristo, somos ainda considerados “pecadores”, ou Nele somos justos?

A pseudo piedade, ou piedade equivocada tem levado cristão verdadeiros à viverem na pronúncia dos velhos jargões calvinistas: “somos totalmente depravados”, “somos miseráveis pecadores”, ou, na melhor das hipóteses, “somos pecadores redimidos”.

Há duas referências bíblicas para “respaldarem” esse conceito errôneo: Romanos 7:24; e I Timóteo 1:15.

“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?”
Romanos 7:24

“Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.”
1 Timóteo 1:15

No primeiro texto de Romanos, Paulo está fazendo uma transição de realidades antagonistas do capítulo 7 para o capítulo 8. No sétimo capítulo Paulo expressa a desventurosa realidade do homem que está debaixo da Lei, vivendo um excruciante conflito entre a Lei moral de Deus e natureza caída. Do contrário, Paulo estaria se declarando um homem carnal e escravo do pecado (7:14), além de estar se auto justificando de não ter controle sobre si (7:17). Mas não é esse o caso.
Paulo está reproduzindo a miséria do homem que busca se justificar pela Lei (7:24), e absolutamente não pode subjugar sua natureza carnal (7:28).
Mas oitavo capítulo, Paulo traz a revelação da nova Lei, a Lei do Espírito de Vida em Cristo Jesus, que nos livra da Lei do Pecado e da morte (8:2). Portanto, Paulo não se considerava um “miserável homem” após a revelação da Graça, pois não faria sentido nenhum considerar-se miserável e ao mesmo tempo dizer: “...somos filhos... somos herdeiros, herdeiros de Deus de Deus e coerdeiros de Cristo...” (8:16-17). Isso não parece um estado de miséria!

No segundo texto de I Timóteo, Paulo não alude um estado presente, pois o próprio contexto mostra que ele está narrando seu estado passado de ignorância como o “principal” perseguidor da Igreja de Cristo. Na verdade, no termo: “dos quais eu sou o principal”, o original grego do termo “eu sou” é eghó íme, que não especifica o tempo verbal, portanto, poder ser traduzido tanto como “eu sou”, como também “eu fui”. E considerando o contexto imediato anterior e também posterior, podemos afirmar que Paulo declara: “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu fui o principal.”. À propósito, no versículo 13, que introduz o argumento, Paulo enfatiza seu estado anterior: “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.”

Paulo não se considerava mais um “pecador”, e sim um justo em Cristo, pois ele mesmo escreveu: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Romanos 5:8-9. Ou seja, primeiro ele diz que nossa condição de pecadores vigorou até à morte expiatória de Cristo. E segundo, ele afirma que estamos livres da ira de Deus, pois pelo sangue, fomos justificados, ou seja, feitos justos.

 Ao longo de todas as cartas do Novo Testamento, o povo de Deus é chamado de muitas coisas. Eles são os “eleitos” (I Pedro 1.1), “irmãos fiéis” (Colossenses 1.2), “amados” (I João 2.7), “filhos de Deus” (I João 3.2), a “nação santa” (I Pedro 2.9) e, sobretudo, são chamados de “santos”.

Claramente ausente dessa lista está o termo “pecadores”. Não há um lugar que eu conheça em que o povo de Deus, a igreja, seja coletivamente chamado de “pecadores”. Além disso, um argumento pode ser feito de que não há um exemplo no Novo Testamento em que um crente é referido como um “pecador”.

Um réu acusado de roubo, quando é absolvido [ou redimido] pelo juiz, não dirá de si mesmo que é um “ladrão redimido”, pois quando o martelo é batido pelo meritíssimo, justa ou injustamente, o então réu é declarado INOCENTE. Deus é um Juíz Justo, e nosso julgamento não foi uma fralde, pois Jesus cumpriu a justiça divina assumindo nossa culpa e nos imputando Sua própria justiça. Assim, se Deus nos fez justiça, não podemos nos declarar “pecadores redimidos”.

“Àquele [Jesus Cristo] que não conheceu pecado, [Deus, o Pai] o fez pecado por nós; para que nele [em Jesus Cristo] fôssemos feitos justiça de Deus.”
2 Coríntios 5:21

O texto sagrado acima é um escândalo para qualquer jurista, cujo senso de justiça comum está baseado em sua razão e lógica humana (Provérbios 17:15). E de fato, é um escândalo, o escândalo da graça. Deus transferiu toda culpa da humanidade corrompida para a conta de seu Filho perfeito, Jesus Cristo; e transferiu toda essa justiça de seu Filho perfeito para a conta da humanidade corrompida, e deixa como único critério para fazer vigorar este veredicto, a fé do penitente. Loucura! Aleluia!

Eu não sou um miserável!
Eu não sou um pecador!
Eu sou justo!

Não pelas minhas obras de justiça (Tito 3:5), mas pela minha fé.
Este é o Evangelho da Graça, a Justiça de Deus revelada, a loucura da pregação (I Coríntios 1:21).

“Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele [DEUS] que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.”
Romanos 4:5


EM CRISTO, NÃO SOMOS PECADORES, SOMOS JUSTOS AOS OLHOS DE DEUS. E AOS SEUS OLHOS O QUE VOCÊ? ESPERO QUE O MESMO QUA AOS OLHOS DE DEUS!

sexta-feira, 18 de março de 2016

COGIC E ASSEMBLEIA, 100 ANOS DE PENTECOSTES


Indubitavelmente, a Assembléia de Deus é, segundo o renomado historiador eclesiástico Vinson Synan, a maior e mais conhecida comunidade pentecostal do mundo com 35 milhões de membros no mundo, embora, o mesmo Vinson Synan declare que hoje, a Igreja de Deus em Cristo é a maior denominação pentecostal existente e a igreja que mais cresce. A diferença está nas terminologias aplicadas a ambos os seguimentos: A Assembléia de Deus é a maior como “comunidade pentecostal” e a Igreja de Deus em Cristo é a maior como “denominação pentecostal” histórica. Comunidades Pentecostais possuem inúmeras ramificações dissidentes, mas uma denominação possui uma unidade eclesiástica episcopal. A COGIC não possui pluralidade administrativa e de lideranças (digo isso como ministro que já pertenceu à AD por 30 anos, e hoje pertence à COGIC). Uma das grandes diferenças entre estas poderosas Igrejas Pentecostais, é que a AD tem suas raízes no movimento da Fé Apostólica de Charles Parham e a história da COGIC remonta os avivamentos da santidade (Holiness) de meados do século XIX.

Como ministro formado pela querida Assembléia de Deus, comemorei no ano de 2011 com centenas de milhares de irmãos assembleianos no Brasil, celebrando o seu “centenário”. Porém, hoje, como ministro reconhecido pela COGIC – Church Of God In Christ (Igreja de Deus em Cristo), e acima de tudo como estudioso e modesto historiador pentecostal, devo trazer à lumi alguns fatos históricos que têm sido negligentemente omitidos pela liderança e pelos historiadores dessa amada comunidade no Brasil.

À bem da verdade, a AD como denominação foi estabelecida em 1918, pois desde 1911, vigorava o nome comum no Movimento Pentecostal nos Estados Unidos, Missão da Fé Apostólica. A liderança da AD no Brasil, embora trabalhando independente, acompanhava as mudanças ocorridas no movimento americano.

Foi em 1914 no concílio de Hot Springs, que aproximadamente trezentos pastores brancos da Igreja de Deus em Cristo se reuniram para estabelecer sua nova denominação predominantemente branca. O motivo? A severa segregação racial norte-americana. O nome da nova denominação? Assembléia de Deus. Foi exatamente nesse ano (1914) que surgiu a cogitação do nome que inspirou o mesmo nome no Brasil. Esses trezentos pastores brancos foram todos ordenados e autorizados pelo Bispo negro Charles Harrison Mason, fundador e Bispo Geral da Igreja de Deus em Cristo; naquele início de século, a Igreja de Deus em Cristo era a única denominação oficial, portanto a única que poderia ordenar e licenciar ministros para pregar e abrir igrejas legalmente. Isso era interessante para os ministros da época, tanto negros, como espânicos e brancos, muitos deles, após conseguir suas licenças e credenciais, não se sentiram a vontade para serem liderados por bispos negros e abriram suas próprias denominações.

Mesmo assim, o Bispo C.H. Mason, além de ministrar constantemente nas convenções da nova igreja Assembléia de Deus, ajudou a financiar missionários da mesma. Aliás, dentre o grupo que despediu com certos recursos a nobre dupla de missionários, Daniel Berg e Gunnar Vingren, estava o Bispo Mason.

A exposição desses importantíssimos detalhes históricos tem um único intuito: Reconhecer a importância histórica da COGIC como a verdadeira mãe histórica da AD e promover a unidade fraternal entre estas duas queridas igrejas, ao menos no Brasil.

Deus alçou a Assembléia de Deus e a Igreja de Deus em Cristo como as maiores e mais influentes denominações pentecostais do planeta, e se reconhecermos mutua e reciprocamente este poderoso legado histórico, poderemos, não somente nos gloriarmos de uma história centenária, mas estabelecer juntos o modelo doutrinário que temos conservado desde a Rua Azuza 312, para fornecer às novas denominações este padrão, contribuindo assim, para a inibição dos ventos de doutrinas oriundos das novas vertentes “pós-pentecostais”.

Embora nos Estados Unidos a COGIC (6 milhões) seja duas vezes maior do que a AD (3 milhões), no Brasil a COGIC começou sua ascensão nos últimos três anos, especialmente através do crescimento explosivo da musicalidade afro-americana por aqui, e da singularidade do seu estilo melódico de pregação. Mas a história mundial de sucesso e avivamento de ambas as denominações, deve ser um motivo para sua união, não como instituições, mas como partes cruciais do corpo de Cristo em nossos dias.

Honramos a liderança pioneira e visionária dos ungidos missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren; honramos os joelhos calejados das irmãs do Círculo de Oração; honramos aos líderes assembleianos que conservam seu legado doutrinário, moral e litúrgico; em fim, como um pequeno representante da Igreja de Deus em Cristo em nosso país, quero honrar a Igreja que, por trinta anos me infundiu um legado de oração e santidade, além de me formar como ministro.      

Fonte: O Século do Espírito Santo. De Vinson Synan. Editora VIDA.