sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

EVANGELISTA, O AMIGO DE PECADORES


A natureza inclusiva do ministério de Jesus foi extremamente confrontadora para os judeus, com sua cultura religiosa de separação ascética. Era inadmissível para o judeu ortodoxo, em especial o fariseu, a mera comunicação visual com gentios ou pecadores; seu elevado padrão de auto-justiça e moralidade, fazia com que estes religiosos extremistas enojassem aqueles que professavam sua fé e seu estilo de vida. Surge, então, Jesus de Nazaré, com uma nova proposta de alcance das massas, Ele não queria fazer prosélitos do judaísmo, nem tão pouco impor novos dogmas ou leis às pessoas, Ele as convidava para entrar no Reino de Deus, com sua Lei do Espírito, sua contracultura, e suas promessas vindouras. Mas este não era o grande problema na perspectiva dos fariseus; o problema era o público alvo de Jesus: Todo o que crê. Indignado com o critério intolerante do “crivo” religioso dos judeus, Jesus desabafa:

E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros e dizem: Nós tocamos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes. Porque veio João batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.
Lucas 7:31-34

         Este foi o apelido que Jesus recebeu, “Amigo de pecadores”, e este é a realidade, pois até então, os pecadores não tinham ninguém por si, senão a acusação, rejeição e exclusão social, mas agora, em Jesus, eles encontram uma nova mentalidade sobre o interesse de Deus por eles.

         Jesus é o Evangelista por excelência, Ele é, não somente o principal propagador da Boa Nova do Reino de Deus (o Evangelho), como é também, o autor desta Boa Nova; e Ele mesmo nos deixou um paradigma absoluto e imutável para o ministério evangelístico com sua mentalidade e visão inclusiva e contextualizadora.

         Inserido em uma cosmovisão judaica separatista, Davi externou um celebre Salmo que em sua época refletia a vontade de Deus para o povo de Israel: “Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo 1:1).
         Não desejo em hipótese alguma ferir a ortodoxia bíblica veterotestamentária, mas considerando a nova proposta de Jesus de alcance dos desafortunados irreligiosos, não podemos como Igreja de Deus em Cristo Jesus, praticar a literatura desse texto, senão, apenas o primeiro conselho davídico para os nossos dias: “não andar segundo o conselho dos ímpios”. Perceba, porém, que Jesus em seu ministério terreno não foi guiado pelo conselho de homem algum, mas pelo Espírito Santo, embora, contrariando o salmo, ele constantemente se detinha no caminho dos pecadores, e sem constrangimento se assentava na roda dos escarnecedores; a grande diferença era que Ele não pecava nem escarnecia, mas influenciava. Este é o legado de um verdadeiro Evangelista e de um cristão com visão apostólica, ao contrário dos cristãos neófitos ou hipócritas, ele se dá com os não crentes.
         Este “dom” evangelístico de contextualização consiste em pelo menos cinco aspectos a serem desenvolvidos pelo aspirante a evangelista e pela Igreja biblicamente Apostólica:
(1) Um discernimento da mente dos não crentes;
(2) Uma linguagem peculiar aos não crentes;
(3) Uma interação sem medo com os não crentes;
(4) Uma familiarização num nível pessoal com os não crentes;
(5) Uma habilidade de compreender e sanar crises enfrentadas pelos não crentes.

         No contexto em que o apóstolo/evangelista Paulo orientava a Igreja de Corinto acerca do procedimento disciplinar apropriado para lhe dar com um caso de extrema imoralidade sexual dentro da igreja, ele chega em certo ponto e escreve:

Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.
I Coríntios 5:9-11

         Esta uma das marcas da consciência evangelística, a dissociação com os falsos irmãos, e a associação com os descrentes pecadores. O ponto aqui não é comunhão, mas sim influência. Jesus comparou o Reino de Deus com o fermento (Mateus 13:33), e uma das características do fermento é que não é a massa que influencia e altera o fermento, mas o fermento influencia e altera a massa, e na concepção apostólica tanto de Jesus Cristo, quanto de Paulo, o fermento ruim não é o incrédulo pecador, mas sim o pseudo-religioso e o crente profano (Mateus 16:6, 12; I Coríntios 5:6-7).

         A mentalidade evangelística legalista de muitas igrejas de nosso século, não se parecem em nada com o método apostólico de evangelização. Não acredito que Jesus ficou incomodado ou perturbado com o fato de um de seus mais influentes apóstolos ter caminhado três anos e meio com Ele sem renunciar a espada que estava em sua cintura, Jesus se fazia de desentendido com a situação, pois sabia que a ação do Espírito Santo no advento de Pentecostes o transformaria. Não adiantaria tirar a espada da cinta e não tirá-la do coração; não adianta vivermos regidos por códigos religiosos de leis: “pode isso, e não pode aquilo”, isso não é transformação, é mera religião (Colossenses 2:20-23). Não ganhamos almas para Cristo, para sobrecarregá-las com nossas ordenanças dogmáticas denominacionais; não podemos tentar usurpar o papel regenerador do Espírito.

         Parece-nos que Paulo possuía uma abordagem contemporânea do evangelho, repleto da doutrina de Cristo oculta em linguagem greco-romana (vigente na época), porém, desvinculada dos elementos ritualistas da fé judaica. E nós, como uma geração apostólica, precisamos desenvolver uma “nova” linguagem missiológica; em outras palavras, precisamos renunciar nosso “evangeliquês igrejeiro”, encontrando o equilíbrio de uma fala sã e irrepreensível, e ao mesmo tempo moderna e culturalmente contextualizada. Da mesma forma, Paulo também se utilizava de uma metodologia transcultural arrojada, que perturbou o senso de sagrado e profano dos religiosos de seu tempo, e certamente teria causado a mesma perturbação em igrejas retrógradas em nossos dias. Em poucas de suas palavras podemos compreender a visão evangelística e missionária de Paulo:

Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivera debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os eu estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns
I Coríntios 9:19-22

         Nas palavras do versículo 22 Paulo revela a abrangência de sua estratégia: “...para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.

         A rejeição e a perseguição nem sempre é reflexo de uma igreja santa e separada; na verdade, no modelo apostólico de avivamento em Atos, a igreja estava “...caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Muitas vezes, o motivo real da igreja moderna ser rejeitada e pisada pelos homens, é que ela é um “sal imprestável” que perdeu o sabor e não tempera. “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13).

         A Igreja é comparada por Jesus a uma poderosa cidade, geograficamente edificada sobre um monte; também é comparada a uma luminosa lâmpada acesa, colocada em evidência num velador de uma casa escura, assim, Jesus exorta a que não nos escondamos ou nos alienemos deste mundo como, pois a luz só é luz brilhante em contato com as trevas (Mateus 5:14-15). Em sua oração sacerdotal Jesus rogou ao Pai, a que não nos tirasse do mundo, mas que nos livrasse do mal (João 17:15-18).
         Um cristão apostólico, e especialmente um genuíno evangelista, não pode resplandecer a sua luz no contexto interno da Igreja, ao contrário, como disse o Senhor: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5:16).

         Acredito que a atitude evangelística mais arrojada e confrontadora de Jesus foi sua entrada na residência do chefe dos corruptos cobradores de impostos da época, Levi. Somente para que entendamos o caráter radical da rejeição desses chamados publicanos por parte dos judeus, eles eram também judeus, porém, trabalhavam colhendo de seus patrícios, impostos abusivos para o governo romano, além disso, eram homens profanos e destituídos dos valores morais oriundos da Lei de Moisés. Assim, houve a exigência de uma irrevogável separação de todo judeu ortodoxo desses pecadores inveterados. A narrativa bíblica não somente nos diz que o Mestre não somente viu Levi na coletoria e o chamou, mas também, entrou em sua casa. Isto era inadmissível, uma atitude das mais profanas e contaminadoras que um judeu poderia tomar, especialmente em se tratando de um rabino tão aclamado na época como Jesus. Certamente, até mesmo seus discípulos o censuraram secretamente. E respondendo a indagação legalista dos escribas da lei e dos fariseus, Jesus declara: “...Os são não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.” (Marcos 2:17).

         Precisamos parar de oferecer “quimioterapia para os resfriados da igreja”; a verdadeira praga está assolando o mundo à nossa volta, e ela se chama PECADO. Vamos às casas e mesas dos doentes pecadores e levemos o único remédio que os pode curar de fato, a Vida Eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 6:23).

         Voltemos a citar Paulo de Tarso, pois nenhum outro ministro compreendeu essa natureza abrangente da influência do evangelho quanto ele. Considerando a mentalidade de Jesus Cristo (I Coríntios 2:16), Paulo escreve: “E, se algum dos infiéis vos convidar e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque do Senhor é a terra e toda a sua plenitude.” (I Coríntios 10:27-28).
         Este deveria ser o apelido de cada evangelista e de cada crente cheio do Espírito Santo e com a mente de Cristo: “AMIGO DE PECADORES”
         Deus em Cristo o abençoe.   

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESTÁ CONSUMADO

PARTE 1

É lamentável reconhecer que em nosso tempo, muitos cristãos estão vivendo aquém das infinitas possibilidades de Deus e de sua posição espiritual de filhos de Deus. A raiz dessa decadência é pura e simplesmente a ignorância.

Infinitas campanhas são realizadas por “crentes” que se portam como pedintes e não como filhos de Deus e herdeiros com Cristo (Romanos 8:17).
Eles lotam as pseudo-igrejas “da fé” em busca de coisas, com lágrimas, votos e muita superstição.

Suas orações absolutamente desalinhadas com a vontade de Deus são duplamente equivocadas.
Em primeiro lugar eles oram pedindo que Deus faça o que eles deveriam fazer, por exemplo, pedem que Deus visite pessoas necessitadas quando Deus espera que eles façam isso (Tiago 1:27); pedem que Deus alcance povos não evangelizados quando Deus espera isso deles (Marcos 16:15); pedem que Deus se mova em meio à sua comunidade quando Deus é quem espera que eles o façam (Atos 4:29-31).

Em segundo lugar, e talvez o maior equívoco, é que oram pedindo que Deus faça o que ELE JÁ FEZ. E tal engano está presente tanto em sua oração como em suas canções, seus temas de eventos, suas campanhas.

Pedis, e não recebeis, porque pedis mal...
Tiago 4:3

Como alinhar nossas orações com a vontade perfeita de Deus?

Como obter empolgantes respostas às nossas orações?

Como conservar a serenidade enquanto oramos em meio à momentos adversos?

Como viver plenamente o tipo de vida que Jesus viveu aqui na Terra?

A RESPOSTA É:

1º PRECISAMOS DISTINGUIR CLARAMENTE PELAS ESCRITURAS A ANTIGA E A NOVA ALIANÇA;

2º ANTES DE ORARMOS DEVEMOS NOS SITUAR NO TEMPO ANTES E DEPOIS DA CRUZ;

3º DEVEMOS IMPREGNAR NOSSA VIDA, MÚSICA E ORAÇÃO COM A CLAREZA DO QUE JÁ FOI DEFINITIVAMENTE REALIZADO NA CRUZ.

Você se lembra das velhas câmeras de fotografar cujo filme deveria ser revelado? Quando saía o filme, só dava para ver uma sombra da imagem, sem nenhuma clareza; mas quando eram revelados os filmes, lindas fotografias estavam diante de nós para o nosso deleite.
Assim eram os ritos e palavras do Antigo Testamento, eram verdadeiros, mas sem clareza, e apontavam para algo maior que haveria de se revelar.


Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.
Hebreus 10:1


A cruz foi um divisor de águas para o gênero humano, o início de uma restauração cósmica completa.

Jesus foi à cruz como o Filho UNIGÊNITO de Deus e ressuscitou como o PRIMOGÊNITO.


Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Romanos 8:29

Considere três coisas essenciais na distinção de Antiga e Nova Aliança:

1.      NO ANTIGO TESTAMENTO NINGUÉM POSSUÍA A POSIÇÃO DE FILHO DE DEUS;

2.      NO ANTIGO TESTAMENTO NINGUÉM POSSUÍA A NATUREZA DE DEUS;

3.      NO ANTIGO TESTAMENTO NINGUÉM ERA HABITADO PELO ESPÍRITO DE DEUS.


Veja, o Primeiro Adão era filho de Deus, mas perdeu essa condição ao transgredir e permitir que a maldição do Pecado entrasse no mundo, assim, toda a criação ficou sujeita ao caos e a desordem, esperando o dia em que uma nova “espécie” de homem se manifestasse como filhos de Deus (Romanos 8:19-22).

Mas o Último Adão restaurou o povo (A IGREJA) que Nele crê e que por Ele vive à condição de filhos (João 1:12; I Jo 3:1-2), e abençoou a esse povo dando-lhe TUDO o que diz respeito à vida e a piedade (II Pedro 1:3; Efésios 1:3). Deus deu à sua Igreja a sua própria natureza divina (II Pedro 1:4), e capacitou seus corpos a serem o que ninguém na Antiga Aliança foi: HABITAÇÃO DELE (Colossenses 1:27; I Coríntios 3:16, 19).

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

SOBRE A 24ª CONFERÊNCIA MUNDIAL PENTECOSTAL


Palavras não poderiam expressar de maneira fidedigna o que significou para mim e para todos os presentes, a Conferência Mundial Pentecostal 2016, que teve sua 24ª edição no Novo Templo da Assembléia de Deus do Belém, aqui no Brasil, na cidade de São Paulo entre os dias 6 e 10 de Setembro.

O mega evento que teve sua origem em 1947 com o teólogo suiço Leonard Steiner o ministro sul-africano David J. Du Plessis, o seceretário geral das Assembleias de Deus nos EUA, J. Roswell Flower e o ministro assembleiano da Inglaterra, Donald Gee.
É como a “copa do mundo” do Movimento Pentecostal, reunindo trienalmente (a cada três anos) as principais denominações e ministros pentecostais do mundo inteiro.

Minha impressão teológica e espiritual acerca da 24ª WPC em São Paulo foi absolutamente positiva e marcante, pois além dos enriquecedores workshops ministrados por pastores pentecostais do todo o globo, dois momentos foram especialmente históricos para mim.

O primeiro foi a participação do Presidente e Apóstolo Chefe da Igreja de Deus em Cristo (COGIC), Bispo Charles Edward Blake, como orador da plenária do dia 8 às 10hs, representando nossa amada igreja como pioneira do Pentecostalismo mundial. Nesta ocasião fui absolutamente imapctado pela poderosa palavra de Deus pregada por nosso líder, além de meu sentimento de santo orgulho por fazer parte dessa extraordinária igreja no Brasil.

Mas o momento mais marcante para mim neste evento foi a participação do lendário Evangelista alemão, o Reverndo Reinhad Bonnke, que pregou no penúntimo dia da Conferência sobre o tema: “a última volta na pista”. Nesta palavra, o Rev. Bonnke testemunhou quando em sua juventude ele recebeu o “bastão” do evangelismo mundial diretamente das mãos do outro lendário pregador, o Evangelista galês George Jeffreys. E o mais maravilhoso é que em sua emblemática mensagem “a última volta na pista”, ele expressou seu sentimento de fim de carreira, e afirmou que Deus lhe disse que seria sua última pregação na igreja brasileira, e que Deus o ordenou passar o bastão do evangelismo mundial para a geração de evangelistas presentes naquela noite.

Tive o glorioso privilégio de receber a ministração direta das mãos do homem de Deus e até presenteá-lo com o livro de minha autoria: “O Reino de Deus, De Volta à Vida Abundante”.

Sinto-me revigorado e entusiasmado como pastor e também como evangelista, para destroçar o império das trevas em minha comunidade, no Brasil e no mundo, proclamando o Evangelho do Reino, com sinais e maravilhas. Glória à Deus!

A próxima edição da WPC acontecerá no Canadá em 2019

Com minha sempre namorada,
Pastora Gisele Sprocatti

Com o Apóstolo Chefe da COGIC no mundo
Bispo Charles Edward Blake

Com o Vice-Presidente da COGIC no mundo
Bispo P.A. Brooks

Com o amigo Missionário na África
Evangelista Sérgio Carriel

Com o Apóstolo e líder de 1200 igrejas em Gana
Bispo Dag Mills

Com o Presidente da Universidade Oral Roberts
Doutor Billy Willson



sábado, 20 de agosto de 2016

A RENOVAÇÃO DA MENTE E A CURA DO CORPO



Ao longo de meus anos de ministério como evangelista, tenho visto um gritante paradoxo ao pregar e ministrar cura divina às pessoas: um número maior de descrentes alcançam a cura, mais do que os próprios crentes.
Aprendi que aos crentes Deus cura por causa da Aliança, e aos descrentes Deus cura por causa da misericórdia, mas porque algumas vezes a fé dos filhos redimidos de Deus parece menor do que a dos que estão separados de Deus pelo Pecado?

O Espírito Santo me revelou a razão disso. A fé do descrente é a “primeira fé”, a medida de fé; ela é dada por Deus, através da Palavra falada, ao coração que nunca teve contato com a fé bíblica. Esta fé está pura, sem resíduos psicológicos, filosóficos e religiosos. É uma fé que nasce de uma semeadura bem sucedida da Palavra de Deus numa boa terra (o coração – Marcos 4:1-20), e frutifica e germina sem impedimentos, produzindo aquilo para o que foi enviada (Isaías 55:11).

Infelizmente a verdade é que no decorrer da carreira cristã, muitos perdem a simplicidade que há em Cristo Jesus (II Coríntio 11:3). A mente que deveria ser renovada pela Palavra de Deus (Romanos 12:2), passa absorver sistemas de crença decadentes e mundanos, que geram complexidade no Evangelho e sucumbem aos apelos da falsa ciência (I Timóteo 6:20) e das vãs filosofias e tradições (Colossenses 2:8).

Cura Divina é mais do que uma manifestação carismática do Espírito Santo, é um benefício da Obra redentora do Calvário (Isaías 53:4-5; I Pedro 2:24), que não pode ser omitida ou esquecida (Salmo 103:2-3) por crentes e pregadores.

As informações da mente humana, são como um software obsoleto, contaminado especialmente por três vírus: (1) FILOSOFIAS; (2) TRADIÇÕES; e (3) RUDIMENTOS.

Definições específicas:

1 FILOSOFIAS. São sistemas de crença baseados em informações formuladas social, cultural ou religiosamente. A filosofia em si mesma não é algo negativo, mas filosofias que afirmam deter o monopólio da verdade acima da própria revelação bíblica, são danosas.

2 TRADIÇÕES. São valores relativos transmitidos de uma geração para outra através, especialmente da tradição oral. A tradição em si mesma não é algo negativo, mas tradições (tradicionalismo) que se ostentam sobre as Escrituras são negativas. A boa tradição é a fé viva dos que já morreram; o tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem.

3 RUDIMENTOS. São informações fundamentais que nos dão a base para uma construção de conhecimento, das quais devemos avançar mais níveis mais maduros. Rudimentos são bons, desde que não se ostentem como um fim em si mesmos, e paralisem o desenvolvimento humano.

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.”
Colossenses 2:8

Muitas pessoas têm sido mentalmente escravizadas por ideias erradas sobre o caráter de Deus, e sobre Sua vontade soberana. Esta cadeia foi edificada por séculos de especulações céticas e antisobrenaturalistas. A máxima dos “experts em religião” é a velha expressão filosófica do latim:  intellego ut credam ("Penso para que possa crer"). Essa fórmula nunca funcionou e nunca funcionará com as coisas espirituais. Contraposta a essa ideia, temos a declaração de Anselmo de Cantuária baseada na teologia de Santo Agostinho: credo ut intelligam (“Acredito para que possa conhecer”). Aqui, o elemento bíblico fé, se amolda melhor.

Um espirito não recriado e uma mente não renovada não podem aceitar que o Deus transcendente, possui um elemento imanente chamado unção coletiva, ou seja, o Soberano Deus que está distante da realidade natural por sua absoluta santidade, emana na reunião dos redimidos com uma força metafísica capaz de intervir sobrenaturalmente corrigindo ou alterando leis naturais estabelecidas por Ele mesmo. A isto chamamos de MILAGRE.

Esta imanência divina, depois do evento Pentecostes (Atos 2:1-4), não é mais uma manifestação esporádica, ao contrário, ela é uma realidade contínua no cotidiano dos filhos de Deus quando estes se congregam (Hebreus 10:25; I Coríntios 14:26).

A verdade é que por ser um benefício redentivo (comprado na cruz), Cura Divina é parte crucial do ministério de Cristo entre nós, nos dias bíblicos (Mateus 4:23) e em nossos dias (Hebreus 13:8), mas para viver essa dádiva na vida ou no ministério, é preciso um processo de renovação para uma mente superior (I Coríntios 2:16). Para que isso comece precisamos renunciar a velhos sistemas de pensamento, na verdade, mais do que passar um antivírus ou instalar um novo software, precisamos de um novo hardware que comporte o maravilhoso peso da revelação divina (I Coríntios 2:9-15). A esta mudança de hardware Jesus chamou de novo nascimento (João 3:3; II Coríntios 5:17).

“Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”
II Coríntios 10:5

Velhos pensamentos que devem ser “presos” e submetidos à obediência de Cristo.

domingo, 14 de agosto de 2016

AS AFLIÇÕES DO EVANGELHO

ESBOÇO de SERMÃO
Pregado em 14/08/2016


2ª Timóteo 1:8
Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus.

     Introdução
A preocupação de Paulo com a maturidade espiritual de Timóteo...
AFLIÇÕES, thlipsis (gr.) = pressões, angústia, sobrecarga perseguições, tribulações, problemas, dificuldades.

Essa é a parte do Evangelho que o meninos não aceitam: AFLIÇÕES!

As AFLIÇÕES DO EVANGELHO não são as maldições que Jesus levou sobre si na cruz (pecados, enfermidades, miséria, depressão, fracassos...)

As AFLIÇÕES DO EVANGELHO são o preço de um estilo de vida redimido (oposição, perseguição, calúnias, rejeição, escárnio...)

Jesus jamais nos iludiu (João 16:33)

O próprio Jesus foi aperfeiçoado por aflições (Hb 5:8)

COMO AS AFLIÇÕES PODEM APERFEIÇOAR VOCÊ

1. NOSSAS AFLIÇÕES AGUÇAM NOSSA AUDIÇÃO ESPIRITUAL (Jó 36:15)
     Ao aflito livra da sua aflição, e na opressão se revela aos seus ouvidos.

2. NOSSAS AFLIÇÕES PROMOVEM CONSOLAÇÃO AO PRÓXIMO (2ª Co 1:3-5)
     Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

3. NOSSAS AFLIÇÕES NOS APROXIMAM DA PALAVRA DE DEUS (Sl 119:67, 71)
     Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra.
     Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.

4. NOSSAS AFLIÇÕES GERAM TESTEMUNHOS DE LIVRAMENTO (Sl 34:19)
     Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.


Conclusão
Não podemos podemos esperar estar isentos de aflições nesta vida.
Mas podemos esperar que as aflições do Evangelho nos tornem pessoas melhores. Então, renuncie as aflições do Pecado e aceite as AFLIÇÕES DO EVANGELHO!


Enéas Ribeiro

domingo, 5 de junho de 2016

A BELEZA LITÚRGICA DA IGREJA DE DEUS EM CRISTO


A salvação humana operada por Jesus Cristo está inserida na história e na humanidade. Deus Pai, que é absolutamente transcendente, envia seu Filho Jesus Cristo para se encarnar e entrar na dinâmica e realidade humana do tempo e da matéria. O Filho encarnado tornou-se sinal visível do Pai, da sua graça e da sua salvação. Tornou-se sacramento.

O ser humano por ser simbólico, só pode compreender pela linguagem, sinais, gestos, palavras que unem a coisa a seus significados Tal é o sacramento: um sinal que aponta para uma realidade que está para além da coisa em si. Em se tratando dos sacramentos da fé, o sacramento é o sinal eficaz da graça de Deus. Eficaz porque é o próprio Cristo quem atua por aquele sinal.

O Filho Jesus deixou seu sacramento, aquilo que é sua presença constante na história humana: a Igreja. Porque a salvação que Jesus Cristo realizou é definitiva e é graça de Deus oferecida a todos os homens, até a consumação dos tempos, havia a necessidade de que sua presença fosse sensível e não apenas uma lembrança de um fato passado. Dá-se aí a importância do símbolo na liturgia cristã.

Infelizmente no contexto de diversidade religiosa católica e protestante de determinadas culturas, especialmente no Brasil, os extremos quanto ao sacramento divergem. Os extremos são: a cultura católica de supervalorização litúrgica num contexto de hiperdulia (grande veneração) e latria (adoração) dos símbolos cristãos; o segundo extremo é a abdicação completa da beleza transcendente do rito e do símbolo cristão.

O vertiginoso crescimento do pentecostalismo no Brasil tem projetado nossa nação no cenário religioso mundial. Os pentecostais estão hoje inseridos nas mais variadas posições de eminência na sociedade brasileira. Porém, são justamente os pentecostais que formam o grupo do segundo extremo da desvalorização sacramental e litúrgica. Acerca disso temos como exemplo sumo o uso de dois paramentos clericais que são anatematizados pelos pentecostais brasileiros, a cruz e a gola.

Ao deparar com o Brasil, Portugal o faz de forma político/religiosa, onde predominava-se a religião Católica trazida pelos Jesuítas. Eram a descobertas de Deus e, assim, sempre acompanhados por um padre da ordem dos jesuítas estabelecem aqui uma colônia exclusivamente católica, e isto por séculos.

Em 1819 iniciou-se a construção de um templo anglicano no Rio de Janeiro, com aparência externa de residência comum; e, em 1820 os cultos passaram a acontecer todos os domingos. Reuniam-se ali estrangeiros de língua inglesa, funcionários de embaixadas, comerciantes, marinheiros, viajantes de passagem pela cidade. Era uma capela e não uma congregação protestante como o é ainda hoje. Estava proibido o uso de sinos para anunciar os ofícios, ou o templo ter uma cruz externa ou torre, e por aí vão as proibições da Igreja Católica.

Em 1823, Dom Pedro I, contrata imigrantes protestantes para o desenvolvimento do Brasil colonial e, junto a estes, um pastor para acompanhá-los. Seu salário era provido pelo Governo Imperial. Esta primeira “colônia” protestante do Brasil, chega em 1824 e, neste mesmo ano, a 3 de maio, realiza-se o primeiro culto evangélico em Nova Friburgo.

Desde então novos grupos de protestantes se estabeleceram em diversos pontos do império, estabelecendo congregações evangélicas que se consolidaram no Rio Grande do Sul, onde o primeiro culto é celebrado em 6 de novembro de 1824, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Em 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, organiza-se igreja na corte, agrupando evangélicos e alemães, por 10 anos reúnem-se em residências particulares.

Em 1837 alugam uma casa para culto. Autorizados pelo Imperador Dom Pedro II, iniciaram a construção do templo em 1844, inaugurando-o em 27 de junho de 1845. Para essa construção receberam donativos do Rei da Dinamarca; do Grão-Duque de Badem; do príncipe Alberto, da Prússia e da Duquesa de Orleans, esta da Igreja Romana. Na fachada, ostentava, como ornamento, símbolos evidentes da finalidade religiosa; uma bíblia ladeada de dois cálices.

Novamente não puderam construir a torre com cruz ou instalar sinos, como pretendiam. O império seguia a risca as ordens da Igreja. Era a Igreja do império. Não havia conceito de que cruz era isto ou aquilo - era colocada nos templos protestantes simplesmente por ser símbolo cristão. Mas, aqui no Brasil esses primeiros protestantes brasileiros foram proibidos de usar a cruz aqui em nossas terras.

Após um pequeno esboço histórico, podemos compreender que ao longo do tempo os cristãos evangélicos daqui do Brasil - é bom lembrar isto - os ‘crentes’ como eram denominados na época passam a ver a cruz de maneira pejorativa e, alguns para defender sua ausência no ambiente de culto até chegam a citar erroneamente Gálatas 3.13 e Deuteronômio 21.23, forçando o texto para dizer o que ele não diz - sussurram baixinho entre si... “a cruz é maldita meus irmãos”.
O texto relata que não é a cruz que é maldita mas, o que for pendurado nela. Jesus se tornou maldito em nosso lugar e, na cruz, segundo o texto, Ele, despojou (arrancou do domínio) os principados e potestades e triunfou sobre eles na cruz.

Já há muito tempo em países onde o catolicismo deixou de citar regras de governo, os cristãos de todos os seguimentos trouxeram a cruz ‘vazia’ de volta.
As Igrejas pentecostais em todos os países que tenho conhecimento valem-se do privilégio de ter este símbolo em seus templos e na sua arte. Nossas Igrejas, nos Estados Unidos, Uruguai, México, Guianas, Nigéria e outros países de sua extensão se servem do maior símbolo cristão – A CRUZ.

A GOLA
O uso de vestes especiais por parte dos oficiais da igreja serve para representar o seu ministério entre o povo. Entre estas vestes especiais se destaca o colarinho clerical. Este é normalmente o colarinho de uma camisa ou colete com uma aba branca destacável frente. Originalmente era feito de algodão ou linho, mas normalmente é feito hoje de plástico. Às vezes (especialmente na prática católica romana) a aba é fixa com um colarinho que cobre quase completamente, deixando um quadrado branco pequeno à base da garganta. Em muitas igrejas e em muitos locais, por não saberem da origem e do significado, não se aceita o uso de colarinho clerical. Com a devida orientação os cristãos passarão a entender a conveniência e a oportunidade do seu uso. O colarinho clerical é uma invenção bastante moderna (é provável que tenha sido inventado em 1827). Aparentemente, foi inventado pelo Rev. Dr. Donald McLeod, pastor anglicano. Foi desenvolvido para ser usado no trabalho cotidiano do ministro (mais prático que a batina). Hoje é usado por pastores nas diversas denominações Cristãs como presbiteriana (é dito que o colarinho clerical se originou na Escócia), luterana, metodista, algumas denominações pentecostais (COGIC) e, também, por ministros Cristãos não denominacionais.

Os católicos romanos passaram a usá-lo a partir do Concilio Vaticano II, em substituição a batina, em situações especiais, essa adoção deve-se aos padres Jesuítas. É usado por todos os graus de clero: bispos, presbiteros (padres) e diaconos, e também por seminaristas. Na tradição Oriental, às vezes, os subdiáconos e leitores também o usam.

Significado
O colarinho clerical simboliza que quem o usa é um servo, pois este colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. As pessoas que o usam servem como Ministros de sua Palavra. Toda a igreja tem compromisso com o testemunho de Cristo no mundo, no entanto, o pastor compromete-se de modo específico com o Ministério da Palavra. Assim, o colarinho clerical simboliza esse compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho. O colarinho branco sobre fundo preto envolvendo a garganta é simbólico da Palavra de Deus proclamada.

Relevância
O uso de símbolos é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Pois uma das características do movimento de secularização é o desprezo por sinais e símbolos religiosos. Para as pessoas o fato de ver um ministro com o colarinho clerical já é um testemunho de fé. Assim como vendo um militar lembramos-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital. Igualmente é válido para os pastores que freqüentam lugares públicos usar o colarinho clerical.

sábado, 4 de junho de 2016

CONFERÊNCIA DE EVANGELISTAS AMSTERDAN

O EVANGELISTA E A 
SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A VIDA FAMILIAR DE U EVANGELISTA


O AVIVAMENTO QUE O EVANGELISTA
PRECISA

FÉ, A CONFIANÇA DO EVANGELISTA


O EVANGELISTA E A PAIXÃO
PELAS ALMAS

A FIDELIDADE DOS EVANGELISTAS


MOTIVOS PARA O EVANGELISMO