quinta-feira, 24 de julho de 2014

O REINO DE DEUS E O MUNDO



Há quatro palavras gregas utilizadas no Novo Testamento, que nas melhores traduções bíblicas são traduzidas como mundo: (1) “oikoumene” que significa a terra habitada, o mundo (Mateus 24:14; Hebreus 1:6, de onde deriva o vocábulo “ecumênica”); (2) “aion” que significa um período de tempo considerável, uma “era”, ou um estado de coisas que marque uma época distinta (Mateus 13:39). A eternidade é “aioones” dos “aioones”, e significa os séculos dos séculos; (3) “ge” significa a Terra física em que habitamos, o solo, a superfície da terra, ou “terra” em contraste com o “mar”, vocábulo que deriva “geografia” (Apocalipse 13:3); e (4) “cosmos” que significa “ordem, disposição regular, ornamento, e decoração” (I Pedro 3:3), neste caso a própria terra física; e “a presente ordem das coisas” (João 18:36).
E é sobre esta quarta palavra grega, “cosmos”, que nos referimos a mencionar o mundo neste capítulo. Como se dá a coexistência do Reino de Deus com este atual mundo, ou sistema? Considerando que este mundo (“cosmos”) é um grande ornamento, ou decoração, o que de fato está por detrás dessa deslumbrante “casca cósmica”? E como o Evangelho tem o poder de libertar a humanidade desse engano, transportando-a para o Reino de Deus, a única dimensão de verdade absoluta.

O MUNDO ESTÁ NO MALIGNO, NÃO É DO MALIGNO

O atual estado do mundo e de boa parte da humanidade é de alienação e oposição a Deus, por isso o apóstolo João escreve: “Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno.” (I João 5:19). Note, porém, que este não é um estado definitivo. A continuação do texto denota o Rei que já estabeleceu o seu Reino da Verdade pelo esclarecimento. “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (I João 5:20). O sistema chamado “mundo” está na Terra, e a Terra é herança dos filhos do Reino, assim, este atual sistema será substituído por uma nova ordem mundial, não esta ordem política e humanista idealizada pelos opositores da fé e do Reino, mas uma ordem restaurada em todos os aspectos sob o governo soberano do Rei dos reis, Jesus Cristo. “Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor; e todas as gerações das nações adorarão perante a tua face. Porque o Reino é do Senhor, e ele domina entre as nações.” A Igreja precisa retornar à mentalidade escatológica conquistadora dos seus primeiros 1.800 anos, renunciando definitivamente o escapismo de um “céu para fuga”. Eminentes ministros e teólogos como Santo Agostinho e Jonathas Edwards difundiam a expansão final do Reino de Deus na Terra, preparando o caminho para a Vinda do Rei (Atos 3:19-21). Eles, como nós, os restauracionistas do tempo do fim cremos que literalmente a Terra é propriedade do homem recriado. “Sede benditos do Senhor, que fez os céus e a terra. Os céus são céus do Senhor; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.” (Salmo 115:15-16). (Ler também: Salmos 22:27-28; 37:11,22,29,34; 102:15-16,22; Isaías 32:1).

DOMINANDO SOBRE AS TENTAÇÕES

O governo de si mesmo é uma dádiva da Nova Criação em Cristo Jesus. Nascidos de novo, temos a condição de subjugar nosso corpo e reduzi-lo à servidão da vontade de nossa nova natureza (I Coríntios 9:27). A velha natureza humana é, literalmente, uma daquelas cidades que não têm muros, invadida por todo tipo de emoções intemperantes, sentimentos nocivos, desejos concupiscentes, intenções malignas; “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” (Provérbios 25:28). A tentação ocorre quando o homem é atraído e enganado pela natureza adâmica (o velho Adão caído), quando os desejos deste velho Adão são “de novo gerados” no espírito humano, traz o pecado à tona, e este pecado consumado, ou praticado, gera a morte (Tiago 1:14-15). Estas coisas não provêm de Deus (v. 13), aliás, a continuidade do texto declara: “Não erreis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. Segundo a sua vontade, ele nos gerou [nos fez nascer de novo] pela palavra da verdade [a semente do novo nascimento], para que fôssemos como primícias [“primeiro” e “melhor”] das suas criaturas.” (vv. 17-18). De fato, o atual sistema mundial é um gigantesco emaranhado de atrativos nocivos e perniciosos, porém, como filhos de Deus, de novo gerados, não estamos inseridos no nesse sistema, mas sim, no inabalável Reino de Deus (Hebreus 12:28). Por isso a Escritura nos exorta a não andarmos mais na vaidade do nosso sentido, fracos no entendimento e separados da vida de Deus (Efésios 4:17-21). Para conservamos este estado de auto domínio a orientação apostólica segue dizendo: “...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade.” (vv. 22-24). Aqui na Terra o mundo (o Sistema) passará com seus desejos, mas os filhos do Reino permanecerão para sempre aqui (I João 2:17). O mundo promove a tentação, mas “...todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (I João 5:4).

A TRANSITORIEDADE DAS AFLIÇÕES

O seguimento “restauracionista”, ou seja, aqueles que, como nós, reconhecem este tempo da Restauração do Evangelho do Reino, como todo mover de renovação, possui seus extremistas. Alguns deles acreditam na total erradicação do sofrimento à partir do novo nascimento, porém, não podemos nos esquecer do aviso do Rei: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33). Podemos estar certos de que, com o avanço predominante do Reino de Deus, conquistando os reinos do mundo (Apocalipse 11:15; Isaías 37:20), podemos esperar, mesmo em meio à “picos de aflição” uma significativa subtração do índice de sofrimento humano em todas as esferas (Isaías 2:4; 11:1-10; 35:10). Como uma “prévia” da redenção plena dos corpos dos santos (Romanos 8:23), os filhos de Deus se manifestarão neste tempo do fim fazendo cessar a expectativa das criaturas e os gemidos da natureza. Por isto o apóstolo Paulo declara: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para compara com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” (Romanos 8:18-21). Esta “dispensação” de aflições será encerrada não com uma retirada dos filhos de Deus da Terra, pois não seremos despidos, e sim revestidos, pois o mortal será desfeito pela manifestação plena da vida de Deus na carne. “Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” (II Coríntios 5:4). Para nos despirmos precisamos nos esconder por alguns momentos, mas para nos revestirmos, podemos permanecer exatamente onde estamos enquanto mudamos nossa aparência. Seja qual for a aflição derradeira da Igreja, não fugiremos como ratinhos encurralados, pois a vitória definitiva será nossa. O Reino de Deus fará sucumbir por fim todos os reinos (I Coríntios 15:24-25).

O MUNDO SUCUMBINDO DIANTE DO REINO DE DEUS

Sim, certamente estamos à caminho da implosão dos impérios da Terra, pois Deus desfará este atual sistema de coisas, inaugurando outra era. Precisamos entender que, contrariamente à teologia dispensacionalista, chama este atual período de “Era da Igreja”, na verdade estamos vivendo a Era do Reino de Deus, que foi estabelecida no primeiro advento de Cristo, nosso Rei. Desde então, tem havido, mesmo em meio a muitas turbulências da Igreja, uma inegável expansão da mesma no globo terrestre. Agora, com a renovação do mover apostólico, e a restauração do Evangelho do Reino, estamos caminhando para ver este sistema sucumbir, ruir, desabar diante do poder e influência irresistíveis do Reino de Deus. No quadro profético da perspectiva do Reino, Satanás já foi despojado e preso por ocasião da obra redentora de Jesus Cristo na cruz. Momentos antes de sua paixão Jesus disse: “Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” (João 12:31-32). Leia também: Apocalipse 20:3; Colossenses 2:14-15; e o mesmo Diabo será solto no tempo do fim para enganar as mentes não regeneradas. Com o termo sucumbir estamos declarando que o mundo perderá completamente seu poder sobre os sete grandes reinos da Terra, os quais são: (1) Economia; (2) Negócios; (3) Mídia e Entretenimento; (4) Política; (5) Educação; (6) Família; e (7) Religião. Note que indiscutivelmente estes sete seguimentos são os sustentáculos do atual império humano global, são literalmente reinos, pois governam toda a atividade humana neste planeta, e cada um destes seguimentos possui seu “imperador humano”, que são os “titãs” do sistema mundial. Notemos que as edições bíblicas nos fornecem um interessante recurso para diferenciarmos a palavra “senhor”, quando se referindo a Deus Pai, Deus Filho, e os líderes humanos; são respectivamente: SENHOR, Senhor, e senhor. Agora meditemos em Apocalipse 11:15 “Os reino do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” Se o nosso Senhor aqui mencionado é o Rei Jesus, então de que se trata o Cristo? É o corpo ungido do Rei, a Igreja, assim, entenda-se: “Os reinos do mundo vieram a ser do Rei Jesus e de sua Igreja, e ele reinará para todo o sempre.”. À Deus seja a glória!

                      Conclusão

Precisamos estar cônscios de que o mundo passará com seus desejos, mas aqueles que fazem a vontade de Deus permanecerão (I João 2:17). Todo este suntuoso cenário mundial ilusório e fictício dará lugar à única realidade perfeita e imutável, o Reino de Deus em sua plenitude. Devemos almejar a Terra, mas não amar o mundo nem o que nele há. Quando, como embaixadores do Reino, desejamos a Terra criada, podemos contar com os recursos do Rei para este fim, mas quando amamos o sistema mundial, o amor do Pai não está em nós (I João 2:15-16). Muitos falsos profetas se têm levantado para disseminar joio religioso na mente humana, mas “Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” (I João 4:4). Como novas criaturas geradas de Deus, em Cristo Jesus, já não estamos mais inseridos no contexto do mundo, e à mercê dos apelos do Pecado, e por isso, o maligno nos não pode tocar (I João 5:18). Entendamos também, que, não uma parcela do sistema, mas todo ele está no maligno (v. 19). Mas em meio a esta contaminação generalizada, que está com os dias contados, somos encorajados por esta Escritura apostólica: “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (v. 20). Aleluia!


quinta-feira, 3 de julho de 2014

A LEI DO PROTOCOLO


            Protocolo é saber agir. Protocolo é conduta certa nos lugares e ocasiões certas. Não existem seminários sobre protocolo, ele é aprendido instintivamente. Dificilmente você lerá em algum manual de pré-requisitos que não se deve entrar na sala do chefe por qualquer motivo. Você não irá encontrar na bíblia uma orientação sobre levantar-se quando o pastor entrar, ou que tom de voz deve ser usado para se dirigir a uma autoridade eclesiástica, mas este é um princípio intrínseco na cultura judaico-cristã e bíblica.
            Reconhecendo o Princípio do Protocolo, José não se apresentou relaxadamente diante da maior autoridade do mundo em sua época. “Então, enviou Faraó e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova; e barbeou-se, e mudou as suas vestes, e veio a Faraó.” (Gn 41:14). Você não vai a uma entrevista de emprego com sua pior roupa. Você não vai a um tribunal de camiseta regata ou de chinelo. Você não vai se apresentar em uma audiência no palácio com a rainha Elizabeth em trajes esportivos. A jovem judia Ester alcançou o favor do rei Assuero porque reconheceu a Lei do Protocolo. Ester se beneficiou do Protocolo para quebrar outro protocolo. Ester precisava entrar na presença do rei, porém, segundo a lei se uma audiência não fosse burocraticamente agendada, isso poderia redundar em pena de morte, a não ser que o rei estendesse seu cetro. Ester estava debaixo de oração e jejum de seus compatriotas, porém, isso não seria suficiente se Ester não agisse com cautela (protocolo). Ester se preparou, física, espiritual e emocionalmente durante três dias. Preparação é um tipo de protocolo indispensável. Ester usou o protocolo para se apresentar adequadamente, com as mais belas e ricas roupas que poderia vestir. “...Ester se vestiu de suas vestes reais...” (Et 5:1a). Ester não entrou de uma vez, ela usou o protocolo ao se pôr “...no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei...” (v. 1b). Diante de tanta beleza e reverência, o rei não poderia reagir de outra forma: “...ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei apontou para Ester com o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou e tocou a ponta do cetro.” (v. 2). O protocolo escancara a porta do favor. Ao se preparar para entrar na presença do rei Ester obteve o seu favor. “...qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará.” (v. 3). Da mesma forma, ao honrar o aniversário do rei Herodes com uma dança especial, Salomé obteve o seu favor. “...Pede-me o que quiseres, e eu to darei.” (Mc 6:22b). Ao honrar a memória de seu pai Davi priorizando a vontade de Deus, Salomão obteve o favor de Deus. “...Pede o que quiseres que te dê.” (I Cr 1:7). Ao reconhecer a linhagem real de Jesus chamando-o de filho de Davi, Bartimeu obteve o favor do Mestre. “...Que queres que te faça?...” (Mc 10:51)  
            Protocolo não é, porém somente vestir-se adequadamente, é também falar adequadamente. Embora Daniel fosse fiel somente a Deus, ele reconheceu a Lei do Protocolo ao se dirigir ao rei Dário honrosamente: “...Ó rei, vive para sempre!” (Dn 6:21). Neemias somente alcançou o favor do rei Artaxerxes porque conhecia a Lei do Protocolo. Neemias usou o protocolo para iniciar suas palavras diante do rei: “...Viva o rei para sempre!...” (Ne 2:3a). Neemias usou o protocolo ao não exaltar sua nação em relação ao império persa: “...o lugar dos sepulcros dos meus pais...” (v. 3b). Neemias usou o protocolo ao não usar um tom de exigência, como se o rei fosse obrigado a atendê-lo: “...Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te...” (v. 5). Neemias usou o protocolo ao dar satisfação do tempo de sua ausência: “...apontando-lhe eu um certo tempo.” (v. 6b). Neemias usou o protocolo ao pedir ao rei cartas recomendação para sua viagem: “...Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me dêem passagem até que chegue a Judá.” (v. 7). Note também que Neemias usou o protocolo ao pedir uma coisa de cada vez, com tato e cautela. A Lei do Protocolo foi um dos motivos que fez com que Deus estendesse sua mão para ajudar Neemias (v. 8c). Protocolo é falar coisas saudáveis: “Favo de são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos.” (PV 16:24). Protocolo é falar na hora oportuna: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” (Pv 25:11). Protocolo é falar com reflexão: “O coração do justo medita o que há de responder...” (Pv 15:28a). Protocolo é falar com brandura: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1). Protocolo é falar pouco: “Retém as suas palavras o que possui o conhecimento... Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por entendido.” (Pv 17:27-28) Protocolo é falar depois de ter ouvido: “Responder antes de ouvir estultícia é e vergonha.” (Pv 18:13).
            Paulo, seguindo o protocolo esperou a permissão do rei Agripa para se pronunciar: “...Agripa disse a Paulo: Permite-se-te que te defendas.” (At 26:1a). Sendo um minucioso observador da Lei do Protocolo, Paulo, antes de se pronunciar fez sinal com a mão de que iria se defender. “...Então, Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu...” (v. 1b). Note o protocolo no discurso de Paulo, passo a passo: (1) Demonstrando-se honrado por estar na presença do rei e poder falar-lhe. “Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja, hoje, de defender...” (v. 2); (2) Exaltando a cultura e o conhecimento do rei. “mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus...” (v. 3a); (3) Pedindo humildemente a preciosa atenção e também a paciência do rei. “...pelo que te rogo que me ouças com paciência.” (v. 3b); (5) Ao ter sua condição mental insultada pelo governador Festo, não perdeu o respeito ao governador e a reverência perante o rei. “...Não deliro, ó potentíssimo Festo! Antes, digo palavras de verdade e de são juízo.” (v. 25). Perceba que a Lei do Protocolo possibilitou a Paulo testemunhar de Cristo a uma autoridade governamental, como o próprio Jesus lhe havia prometido (At 9:15). “Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês.” (v. 27) Perceba também, que Paulo não foi afoito para anunciar a Cristo, e a sua sutileza foi notada até mesmo pelo rei Agripa. “...Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!” (v. 28). Agripa ficou tão impressionado com Paulo que quis solta-lo, e o teria feito se houvesse outro protocolo a ser seguido. “...Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para Cézar.” (v. 32). Protocolo é saber entrar e saber sair. Protocolo é ser simples como a pomba e prudente como a serpente (Mt 10:16). O protocolo é um princípio fundamental.

sábado, 28 de junho de 2014

UNÇÃO OU ENCANTAMENTO 1

PARTE 1

Ao longo da construção institucional da igreja, especialmente a partir do século III da era cristã, muita confusão teológica e princípios torcidos surgiram no seio da igreja.
O tema mais descaracterizado pela contaminação romanista foi ‘a unção’. A partir desta confusão sobre a unção, surgiu a confusão sobre diferenças básicas entre Autoridade Espiritual e Poder Institucional; Decreto Profético e Manipulação Humana; Submissão Bíblica e Escravidão Eclesiástica; Juízo Apostólico e Maldição sem causa; Liderança Espiritual e Tirania Religiosa.

Muitos pobres e desavisados crentes, sinceros em seu serviço e devoção cristã, têm estado literalmente oprimidos por uma compreensão equivocada sobre a unção.

Tive a oportunidade de receber em sala pastoral para aconselhamento, muitas pessoas machucadas e acorrentadas por uma liderança “espiritual” opressora. Medos de uma suposta maldição e de profecias sobre “pagar um preço” por uma também suposta rebelião contra o “ungido do Senhor”, simplesmente por uma troca de ministério local.
O velho e sujo sistema babilônico de tirania católica continua em certo nível muito presente no seio do protestantismo, gerando ainda verdadeiros “papas evangélicos” e multidões de escravos.

Muitos acreditam também num falso princípio de paternidade espiritual, onde o “pai” é na verdade um padrinho político dentro da denominação, um líder que lhe promoveu institucionalmente e lhe forneceu uma credencial humana. Estes pobres escravos sentem-se misteriosamente ligados a estes sistemas eclesiásticos e seus líderes, de tal maneira, que não conseguem andar a caminho de seu propósito divino sem as muletas denominacionais. Aprendi que esta suposta unção sob a qual alguns padecem, é na verdade um espírito de encantamento na literatura da palavra, um engano demoníaco de origens pagãs que se perpetuou ao longo dos séculos desde a infame Torre de Babel.

Como ministro apostólico, acredito em paternidade espiritual bíblica (Moisés e Josué, Elias e Eliseu, Paulo e Timóteo...). Eu mesmo tenho filhos espirituais na fé e no ministério. Pais espirituais não formam obreiros institucionais com uma credencial de plástico, mas formam Cristo em seus filhos com dores de parto (Gálatas 4:19). Pais espirituais não subjugam seus filhos pela unção, mas os ajudam a ter e fluir em sua própria unção (II Timóteo 1:6).

O espírito de encantamento disfarçado de unção nasceu no altar do institucionalismo eclesiástico. De fato, não se toca em ungidos (Salmo 105:15, I Samuel 26:8-9), mesmo que esta condição refira-se ao passado, ou seja, ungidos sem unção como o rei Saul por exemplo. Uma coisa é respeitar por princípio a unção, outra coisa é sujeitar-se e dar a vida por “óleo apodrecido”, ou “unção seca” como fez o servo de Saul (I Samuel 31:5).

Querido irmão, se liberte destes feitiços da igreja institucional. Você não será punido ou retalhado porque decidiu mudar de igreja, desde que suas razões sejam puras e seu coração esteja limpo. Nenhuma maldição destes “papas protestantes” recairá sobre você só porque os tais dizem: “Não te abençôo para ir pra outra igreja!” Lembre-se: “Como o pássaro no seu vaguear, e como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não virá.” (Provérbios 26:2)

Faça sim, alianças com homens de Deus (I Samuel 18:1-4) honrando-os e obedecendo-os (Hebreus 13:7, 17), mas que “ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça [Jesus Cristo], da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras[da unidade cristã], vai crescendo em aumento de Deus [avivamento e restauração].” (Colossenses 2:18-19).

Este é um tempo profético, é um tempo de restauração total (Atos 3:19-21), e a Igreja está sendo liberta e restaurada das influências pagãs do sistema mundial. Nenhum dos espíritos que seduziu a Igreja até este tempo subsistirá. A Igreja não será mais portadora de contaminações do Egito, da Babilônia, da Grécia e de Roma, mas será sim de fato a Agência do Reino de Deus na terra. O Reino de Deus virá e as nações se curvarão ao senhorio de Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Aleluia!

Somos Jacó, o povo da unção, e “contra Jacó não vale encantamento” (Números 23:23).

UNÇÃO OU ENCANTAMENTO 2

PARTE 2

Podem porventura profetas de Deus ministrarem com “espírito de mentira”? Pode esse espírito de mentira ser enviado por Deus?
O espírito de encantamento disfarçado de unção pode induzir profetas de Deus à sedução de uma coroa ou de um trono humano, ou seja, servos de Deus podem ficar tão deslumbrados com a grandeza de uma estrutura denominacional, sua história, seu legado, sua abrangência global, que se tornam cegos em relação ao Reino de Deus e seus propósitos.

Com isso não estou dizendo que a história e o legado de grandes pioneiros do passado devem ser descartados como algo vil. Grandes denominações de hoje são fruto de grandes homens de Deus do passado, mas não é novidade pra ninguém que a totalidade das mega denominações da atualidade não conservam e não refletem absolutamente nada da visão e da piedade de seus fundadores. Aliás, estes nobres pioneiros jamais anelaram por estabelecer impérios, eles eram pais espirituais que promoveram reformas da fé como Abraão, e não patriarcas de clãs, que construíam torres do orgulho como Ninrode.

Na verdade, Deus está tão enojado do orgulho e do exclusivismo denominacional, que entregou muitos de seus ardorosos adeptos ao seu próprio engano. Cada povo tem a liderança que merece!  

A resposta às indagações introdutórias deste texto é um eloqüente SIM!
O espírito de encantamento atuante em muitas “mega-igrejas” está gerando uma atmosfera de mentira, onde a unção parece estar de fato presente, mas não está.

Fato semelhante se deu no desastroso reinado de Acabe. Acabe estava disposto a ir à guerra contra Ramote-Gileade, mas queria mostrar ao povo que tinha o favor de Deus através de seus profetas (I Reis 22:1-28). Na verdade, Acabe não queria saber a vontade de Deus, mas queria ouvir a bajulação dos profetas à sua coroa e ao seu trono. Isso parece tão familiar não é?

Deus estava resoluto em por fim ao reinado de Acabe, então, aceitou que um “espírito de encantamento” influenciasse os profetas do sistema monárquico de Israel.
O profeta Micaías, um genuíno profeta de Deus, narrou uma visão de uma conferência no mundo espiritual, onde diante do trono de Deus estavam seres espirituais discutindo o futuro de Israel e seu reino. Ele declara categoricamente que um espírito maligno de mentira se voluntariou para seduzir os profetas institucionais de Israel, e que este espírito foi enviado por Deus.

E disse o SENHOR: Quem induzirá Acabe, a que suba e caia em Ramote-Gileade? E um dizia desta maneira, e outro, de outra. Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o induzirei. E o SENHOR lhe disse: Com que? E ele disse: Eu sairei e serei um espírito da mentira na boca de todos os seus profetas...
I Reis 22:20-22a

Surge outra questão: Como é possível que alguns líderes espirituais tão instruídos e sábios estejam cegos pela ostentação de ser o “líder de uma grande denominação”? Como, com tão abalizado conhecimento teológico estes homens que começaram com uma visão tão correta, agora parecem ser induzidos por sua própria ganância e megalomania? A resposta é simples, e vem de Deus:

...Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim. Agora, pois, eis que o SENHOR pôs o espírito da mentira na boca de todos estes teus profetas...
I Reis 22:22-23

A misericordiosa insistência de Deus em converter o homem é longânime, mas não conivente. “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.” (Provérbios 29:1).
Quando o homem em sua disposição de ânimo não quer se arrepender, mesmo diante das evidências do amor de Deus, Deus simplesmente entrega este homem à sua própria sorte. “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém.” (Romanos 1:28).
Assim como Deus entregou os ímpios a um sentimento perverso e Acabe a um espírito de engano, ele tem entregado muitos líderes e ministros da atualidade a este espírito de encantamento, simplesmente por que eles amam este engano.

Ainda que você pertença a uma grande denominação, não vista bitoladamente “a camisa” desta instituição humana, vista sim, de corpo, alma e espírito a camisa do Reino de Deus, que não tem placas, ou uma “teologia superior”.

Liberte-se do encantamento de Babel, pois o Senhor trará confusão sobre ela.

UNÇÃO OU ENCANTAMENTO 3

PARTE 3

A infame torre de Babel é a figura profética de todo o sistema humano de controle e manipulação, seja política, econômica, social ou religiosa. E isto inclui, infelizmente, a Igreja Institucional moderna.
A civilização humana primitiva se ajuntou numa região ao Oriente, e ali se concentraram com os primeiros ideais de globalização. Na verdade, sob o governo do ímpio Ninrode, empreenderam um audacioso projeto de edificar uma torre que tocasse o céu, isto com o único intuito de se ostentarem soberbamente contra Deus. Eles se uniram a ponto de “preocupar” a Trindade Santa que declarou em conferência: “...Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gênesis 11:6).

A questão mais importante neste episódio é a natureza desta grande edificação, e seu triplo propósito egoísta:

...edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Gênesis 11:4

1º Queriam edificar um sistema, um grande império.
            “...edifiquemos nós uma cidade...

2º Queriam edificar uma sede de governo.
            “...e uma torre cujo cume toque nos céus...

3º Queriam criar uma denominação forte e unificada.
            “...e façamos um nome...

Este projeto de Ninrode seduziu os homens, e nutriu o espírito de encantamento pela grandeza e poder deste império. Fazer parte disto era uma gloriosa ostentação para cada líder de clãs e comunidades antigas, assim, ninguém conseguia enxergar mais o Reino de Deus, somente este grande sistema. Eles literalmente “vestiam a camisa” da grande Babel, cujo topo intimidava os homens.

Acorde amigo, o sistema denominacional da igreja contemporânea parte do mesmo ideal e é permeado pelo mesmo espírito.

Após o terceiro século sob o governo do imperador Constantino, como já sabemos, o cristianismo tornou-se a religião oficial do império romano, e a Igreja foi institucionalizada e politizada. Com isso, o mesmo espírito de Babel impregnou a Noiva de Cristo. Porém, foi ao longo dos séculos que a idéia denominacional começou a ascender com as ordens católicas monásticas, e posteriormente, no advento da Reforma, as denominações protestantes e evangélicas. As “tribos” da Igreja passaram a viverem divididas por teologias, dogmas, liturgias, cultura, governo eclesiástico, raças...

Observe se não estes os três propósitos da maioria das denominações: (1) Criar um sistema de governo eclesiástico forte; (2) Estabelecer uma grandiosa Sede ministerial; e (3) Construir um nome elevado e temido. Isto é Babel. E isto tem gerado fascinação em homens e mulheres chamados por Deus, cujo ministério tem ficado descaracterizado e aquém dos valores do Reino de Deus.

Guarde seu coração deste “adultério espiritual”, amando a igreja mais do que ama o dono dela; ou mesmo idolatrando uma placa denominacional e se ostentando em critérios antropocêntricos como um CNPJ forte, uma estrutura política forte, um peso histórico, uma credencial influente. Estas coisas afastam você dos verdadeiros planos de Deus para este tempo.

Há uma só igreja, e embora jamais venha a acontecer uma fusão de placas, os grupos denominacionais estão sendo convocados pelo Rei para uma unidade sem precedentes na história.
Aqueles que priorizarem seus projetos e sua agenda denominacional serão rejeitados por Deus. Assim como sucedeu a Babel, Deus trará confusão e quebra ao sistema denominacional para unir a Igreja e trazer o seu Reino. Assim diz o Senhor! 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

ATRAÍDOS PELA TRAGÉDIA


E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
S. João 12:32

         Você já notou a propensão humana para a contemplação do caos? Já percebeu o quanto somos atraídos pela destruição, morte, dor, seja por masoquismo, compaixão ou ausência de compaixão, ou por mera curiosidade? Sim, nossos sentidos, especialmente nossa visão, sentem-se seduzidos por essas coisas.

         Eis o motivo da grandeza exorbitante do seguimento cinematográfico, que investe e lucra bilhões para entreter o grande público ávido por colocar o mal diante de seus olhos. Telejornais policiais sensacionalistas crescem em audiência infundindo o medo nos corações frágeis e sem Deus. Aí está uma das grandes razões das mentes não regeneradas deste século, aí está a razão da não conversão de milhões de incrédulos. Há tão pouco de Deus nos corações, tão pouca revelação no espírito, tão pouca pureza nas mentes.

Eis um dos motivos da escassez de avivamento pessoal e coletivo. As mentes estão impregnadas do lixo visual de hollywood, os corações estão contaminados pelas tramas perversas das telenovelas, o espírito está obstruído pela absorção ocular e auditiva do mal. “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará.” (Salmo 101:3). Esta geração está literalmente ajuntando o mal tesouro em seu coração.
        
Esta é a ferramenta do Diabo para afastar o homem da revelação do Evangelho. “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (II Coríntios 4:3-4).
        
Além da maléfica engenhosidade de Hollywood, é estrondoso o sucesso de filmes nacionais como Carandirú e Tropa de Elite, com sua linguagem torpe e profana, e sua violência exacerbada.
        
Você “cristão”, que diante de seu ídolo de tantas polegadas se deleita, inconscientemente seduzido por explosões de carros, homens atirando uns nos outros, homicídios, suicídios, infanticídios, chacinas, sangue jorrando, morte, morte, e mais morte, (isso sem falar na sensualidade), você realmente acredita que pode estar ou ser cheio do Espírito Santo sem se esvaziar definitivamente dessas coisas? Você acha que pode estar sensível às revelações e à direção do Espírito Santo com a mente repleta dessa lama que você chama de entretenimento? Você está amenizando e substituindo o termo “mundano” pelo seu paralelo pós-moderno: “secular”. Acorde, os verdadeiros gigantes da fé estão andando em um nível de separação que você chama de ascética, mas estão desfrutando de real intimidade com o Deus Vivo, enquanto os inconstantes telespectadores desse espetáculo do mal continuam sendo anões espirituais.
        
JESUS CRISTO protagonizou o “espetáculo” mais trágico da história humana: puro, santo, inocente e divino, Ele se expôs ao vitupério maldito da cruz (Deuteronômio 21:22-23), um show de horrores que atraiu pessoas de todas as partes, religiosos, autoridades, algozes, fieis, zombadores e curiosos foram atraídos pela imagem mórbida de um homem desfigurado pelo flagelo romano e pendurando por pregos em uma cruz de madeira. O que impressiona é que em toda a história houve flagelos assim, e até piores, de homens importantes e carismáticos, mas aquela imagem do Gólgota, aquela imagem trágica e fatal se perpetuou pelo tempo, de forma que ainda hoje pessoas são atraídas, não pelo Cristo Glorificado, mas pelo Cristo Crucificado.
        
Na mente e no desejo de Deus, a cruz deveria ser a última tragédia a ser diligente e espiritualmente contemplada pelo homem. Pois ao contrário da propagação vil e leviana dos elementos trágicos de nossa era, essa tragédia da cruz nos atrai para tudo o que é maravilhoso o bom.

         A Tragédia da Cruz nos propiciou Salvação

Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.” (Isaías 45:22). Jesus Cristo é Deus, que veio em carne e morreu para pagar o preço dos nossos pecados naquela rude cruz, e ao olhar para este Cristo crucificado somos salvos da condenação eterna, pois Ele é o Autor e o Consumador desta fé salvadora. “olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12:2)

         A Tragédia da Cruz nos propiciou Cura

levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” (I Pedro 2:24). Todo sofrimento, dor e enfermidade da humanidade de todas as épocas, convergiram para o corpo flagelado de Jesus Cristo; ao crer na plenitude da obra redentora do Calvário, recebemos a Cura de Deus para o corpo e a alma. Perdão e Cura andam juntas na expiação de Cristo, pois, “É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades.” (Salmo 103:3; Mateus 9:5-7).
        
Tragédia da Cruz nos propiciou Paz

Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele...” (Isaías 53:5). A verdadeira paz, a paz que o mundo anela, está nas feridas do corpo de Cristo. Ao sermos atraídos para sofrimento e esta dor nos pertenciam, mas agora estão anulados no madeiro. Glória a Deus.
Glória a Deus pela tragédia do Calvário!


quinta-feira, 12 de junho de 2014

A COPA QUE O BRASIL MERECERIA


É, sem dúvida alguma, para o Brasil, um privilégio maravilhoso sediar esta Copa do Mundo no Brasil. O futebol é uma expressão marcante de nossa cultura colorida e diversificada.
Como bom brasileiro que sou, estou no clima da Copa com minha família, torcendo pela seleção brasileira. Isso é tudo muito especial para todos nós.

É preciso, porém, neste momento histórico de festa tupiniquim fazer uma análise introspectiva motivacional, ou seja, cada brasileiro olhar para dentro de si e sondar suas motivações e paixões.

A começar pela ideia equivocada de nosso governo de acreditar que sediar uma Copa trará algum tipo de exaltação histórica para o país.
O que o rei Salomão, o homem mais sábio que já viveu (depois de Jesus, é claro) diria à nossa excelentíssima presidenta Dilma Russef acerca disso?

A justiça exalta as nações, mas o pecado é a vergonha dos povos.
Provérbios 14:34

Vamos para o que interessa. As mais importantes nações do planeta estão reunidas em nossa terra correndo por uma “Copa”, e como bem escreveu Paulo: “...os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva [a Copa].” (I Coríntios 9:24). Em outras palavras, das trinta e duas seleções que representam seus países, apenas uma seleção erguerá a tão sonhada “Copa”.

A questão é: Quem vai merecer esta “Copa”? A resposta é óbvia; aquela seleção que se se superar com uma mistura de qualificações táticas, técnicas, atléticas, além de raça, foco, determinação etc. É um conjunto de aspectos mentais, físicos e emocionais. Assim, não podemos apenas pelo fato de sermos brasileiros dizer que o Brasil merece esta “Copa”.

Existe uma “Copa” que o Brasil e cada nação existente da terra mereceria. Uma Copa que estava destinada a nós brasileiros e a todas as nações. Uma Copa que, diferente da Copa da Fifa que foi exposta por vários dias em Itaquera e no mundo, só foi exposta duas vezes na história humana.

Gosto da palavra “Copa”, ela é sinônima das palavras “taça” e “cálice”, e remete minha fértil mente de evangelista à “Copa da Ira de Deus”. Sim, a Copa que estava cheia da ira de Deus sobre o Pecado da raça humana. A Copa que estava destinada para nós, para o nosso amado país, o Brasil.

A Copa do juízo divino sobre o as abominações do Carnaval. A Copa juízo divino sobre a sensualidade brasileira. A Copa do juízo divino sobre o homossexualismo, o aborto e as drogas. A Copa do juízo divino sobre o famigerado funk carioca. A Copa do juízo divino sobre a corrupção política e a injustiça social. A Copa do juízo divino sobre a idolatria, a superstição e o misticismo nacional.

Siga-me por um momento em uma viagem ao passado, a dois mil anos atrás num jardim chamado Getsêmani...

E, indo [Jesus] um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim esta [Copa]; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres... E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se esta [Copa] não pode passar de mim sem eu a beber, faça-se a tua vontade.
Mateus 26:39-42

A ira destruidora que consumiria o Brasil e as nações estava nessa Copa. Ninguém poderia bebê-la. Ninguém esteve, está ou estará qualificado para bebê-la. O jovem e talentoso Neymar não poderia. Leonel Messi não poderia, Cristiano Ronaldo não poderia. Pelé não poderia. Maradona não poderia. Garrincha não poderia. Platini não poderia. Em fim, nenhuma personalidade do mundo do futebol poderia beber esta Copa. Tão pouco Buda, Confúcio, Maomé, Hércules, Aquiles, Jasão, Perseu, Sócrates, Aristóteles, Platão, Demostenes, papas, pastores, bispos, presidentes, reis...

Somente uma coisa qualificaria um homem para beber esta Copa: a perfeição.

A justiça de Deus declarou que para assumir legalmente o preço do Pecado da humanidade, era necessário ser um homem perfeito. E somente um homem na história pôde ganhar o terrível “direito” desta Copa: JESUS CRISTO.

Como homem, Ele relutou um pouco, mas bebeu.
Como Deus, Ele aceitou o seu destino, e venceu.

Ele bebeu até a última gota. Ele pagou o preço impagável.
Ele assumiu a dívida que não devia. Ele suportou a dor que não merecia.
Sim, triunfante e ressurreto levantou a Copa vazia.

Termino esta reflexão com um aviso e um apelo de amor...
Em quatro mil anos, de Adão à Cristo, o pecado humano apenas um cálice encheu.
Mas apenas dois mil anos sete cálices se encheram novamente.

Estas “Copas” Jesus não beberá mais. Esta “Copa” pertence às nações. Sim, as nações e as pessoas que não se curvarem ao senhorio de Jesus Cristo.

O tempo está se abreviando! Entregue sua vida totalmente à Jesus. Evangélicos, católicos, budistas, muçulmanos, chintoístas, taoístas... Sua religião não te pode salvar, apenas Jesus Cristo, se a Ele se entregar!

E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete [Copas] da ira de Deus
Apocalipse 16:1