sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CRIANDO A MENTALIDADE REAL


Podemos definir a mente como o arquivo dos conceitos, informações, imaginação e memórias que norteiam nossa vida, estabelecem nosso caráter e determinam o nosso destino. Toda a reconstrução dos propósitos divinos para o homem diz respeito a uma desconstrução de mentalidades iludidas pelo sistema mundial; desconstruir velhos paradigmas e construir novos. Quando mudamos a nossa mente, mudamos a nossa vida. Satanás não está interessado em possuir, destruir ou se apoderar de nossas “coisas”, ele deseja se apoderar de nossas mentes, para tanto, ele ataca nossas coisas para afetar a nossa mente. Satanás não tinha o menor interesse pela família, terras, os animais, bens, e a saúde de Jó, o que ele queria era a mente de Jó (Jó 2:4-5). Tocando nas coisas, o Diabo conseguiu entrar na mente da esposa de Jó, assim passou a controlar seu comportamento e conseqüentemente, sua vida, mas a vida de Jó continuava influenciada pelo Reino de Deus (1:20-22), porém, não controlada e totalmente submetida, pois estava sujeita ao medo (3:25-26).
Se desejarmos viver esta vida do Reino na totalidade dos propósitos divinos e na plenitude da revelação do Filho de Deus, precisaremos pensar como príncipes, filhos do Rei. Precisamos de uma mente real, ou, de uma MENTALIDADE REAL. Não pensarmos como religiosos, nem tão pouco como “crentes”, mas pensarmos como novas criaturas, pois isto é o que realmente importa (Gálatas 6:15). Este processo é um milagre do Espírito Santo em nós, porém, tem uma participação nossa através da absorção da revelação das Escrituras e de atitudes espirituais decisivas.
  
i-                   RENOVANDO O ENTENDIMENTO ORIGINAL

O entendimento original é o entendimento da mente original, ou seja, a mente de Adão antes da Queda. A mente de Adão possuía um alinhado e aguçado senso de propósito, ele não “vivia por viver”, mas vivia guiado por seu propósito divino para cumprir o seu destino profético. Enquanto ele estava submetido à Palavra revelada de Deus, ele estava cumprindo o seu propósito divino e rumando ao seu destino profético, quando abraçou uma “teologia” alternativa, sua mente iniciou um processo de deterioração e buscas intuitivas pela Verdade. É por isso que o homem se ressente de uma falta de sentido na vida, e a filosofia nasceu no ápice deste anseio humano por propósito. O homem não tem conseguido responder as cinco indagações que permeiam sua existência: (1) Quem sou eu?; (2) De onde eu venho?; (3) Porque eu estou aqui?; (4) O que eu posso fazer?; e (5) Para onde eu vou? O homem não conhece a vontade de Deus porque não conhece a si mesmo, e não conhece a si mesmo porque não conhece a Deus, mas ao nascer de novo dá início a um novo processo: “...transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2). O início deste processo se dá quando oferecemos a Deus o nosso corpo como um culto deliberado e contínuo (Romanos 12:1). Note no v. 2 “renovação”. O prefixo “re” remete-nos à idéia de “tornar à”, “voltar para”, assim, o termo renovação do entendimento significa: “retorno da mente ao entendimento original”. Isto é um evento e um processo; começa com o novo nascimento que nos credencia a entrar no Reino (João 3:3), e tem seguimento com a formação progressiva de Cristo Jesus, o Rei, em nós (Gálatas 4:19; II Coríntios 3:18). Por isso, nascer de novo não basta, é preciso crescer, ou seja, amadurecer na mente.
 
ii-                DESTRUINDO OS IMPÉRIOS DA MENTE

À partir do evento da Queda do primeiro Adão, as fortificações de defesa da mente humana começaram a ruir, ficando imunes aos ataques do sistema mundial corrompido e controlado pelo Inimigo do Deus Criador e de sua criação. O que tem havido desde então é uma invasão de valores relativizados e ignorância espiritual, que edificaram portentosas fortalezas e impérios na mente do homem. Estes impérios são o acúmulo de culturas pagãs oriundas de civilizações históricas como Babilônia, Grécia, e Roma. Isto implica em dizer que, no que o psicanalista Carl Jung conceituou como o “inconsciente coletivo”, o gênero humano na civilização moderna está permeado pela cultura destas civilizações ancestrais que ruíram politicamente, mas subsistiram em seu espírito. Estes impérios da mente devem ser destruídos, e o único poder capaz de fazer isto é a influência do Reino de Deus (Daniel 2:42-25). Para isto a Igreja, agência do Reino de Deus não precisa empreender métodos carnais pois “...as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.” (II Coríntios 10:4). A destruição dessas fortalezas segue dentre outros os seguintes passos: (1) destruição dos conselhos filosóficos; (2) destruição da altivez humana; (3) conduzir à força todo entendimento à obediência do Rei Jesus. O problema do homem moderno não é o Pecado, pois este problema foi sanado pelo Cordeiro de Deus (João 1:29), o maior problema do homem moderno é a ignorância causada pelo “deus deste século” (II Coríntios 4:4). Como Igreja, o povo do Reino, precisamos entender que Jesus era a luz do mundo enquanto estava no mundo (João 9:5), agora, como Ele mesmo declara, nós somos a luz do mundo (Mateus 5:14). Ignorância é, literalmente TREVAS, assim como conhecimento é literalmente LUZ. “Porque Deus, que disse que das trevas resplandece a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” (II Coríntios 4:6). As armas da luz (Romanos 13:12; Efésios 6:10-20) destruirão todas as fortalezas das trevas ainda resistentes na coletividade da mente humana antes da Vinda do Rei Jesus (Atos 3:19-21).

iii-              RECEBENDO A MENTE DO REI

Todo este processo de desconstrução e demolição mental tem um único objetivo: uma poderosa reconstrução mental. Quando estas fortalezas de culturas pagãs são destruídas, dão terreno para a construção da mentalidade real em nós, e isto porque somos dotados da própria mente do Rei para: (1) Cumprirmos nosso propósito e destino profético no Reino; (2) Governarmos e estabelecermos o governo do Rei na Terra; (3) Influenciarmos as mentes imperiais escravas com a mentalidade real; (4) Compreendermos e aplicarmos os valores restaurados do Reino para este tempo; (5) Como embaixadores do Reino viver um estilo de vida apostólico; (6) Compreendermos e anunciarmos o Evangelho do Reino. Estes aspectos da mente real são exatamente produtos da Mente de Cristo no homem recriado. As Escrituras nos revelam que há três espécies de homens: (1) o homem natural (I Coríntios 2:14); (2) o homem carnal (3:1); e (3) o homem espiritual (2:15). O homem natural é o produto da linhagem do 1º Adão, cuja compreensão das coisas e, sua cosmo-visão, são apenas captados pelos sentidos naturais: visão, audição, paladar, tato, e olfato (Efésios 2:1-3). O homem carnal é justamente aquele que experimentou a salvação e o até nasceu de novo, porém, não cresce, pois sua vida é guiada pela velha natureza carnal e adâmica (Romanos 8:5-8).  O homem espiritual absorve a realidade do Reino de Deus que está sendo restaurada em nosso tempo; e não é de se estranhar que estas verdades restauradas sejam tão estranhas aos carnais à ponto dos mesmos rechaçarem esta revelação, pois “...o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.” (I Coríntios 2:15). Então, como poderíamos definir esta mentalidade real? É simplesmente a MENTE DO REI JESUS em nós, com a qual podemos conhecer a mente e os propósitos originais do Criador. “Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” (I Coríntios 2:16).                           

iv-              PENSANDO NAS COISAS DO REINO

O foco de nossa mente e de nossos pensamentos revela a dimensão e realidade de nossa devoção, prioridades, caráter, desenvolvimento e futuro. Somos o que pensamos, falamos o que pensamos, vivemos como pensamos. Nosso coração deve conter os pensamentos que Deus espera que contenha. Aquilo que permeia na maior parte do tempo os pensamentos do seu coração, isto é seu “deus”. “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mateus 6:21). Como homens e mulheres nascidos de novo à imagem do Último Adão, Jesus Cristo, temos, sim, uma nova mente; mas esta nova mente deve ser cultivada e conservada com pensamentos selecionados. Os pensamentos do Reino são suficientemente virtuosos para tornar nossa mente poderosa. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor, nisto pensai.” (Filipenses 4:8). Esta capacidade de “pensamento real” provém de Deus, e não meramente de nossa intelectualidade (II Coríntio 3:5). O pensamento real é um pensamento de unidade (Filipenses 2:2); são pensamentos retos (Provérbios 12:5). Os que dedicam seus pensamentos às coisas da desta Terra, estão equivocadamente aprisionados a ela, mas os que conservam seus pensamentos nas coisas do Reino dos céus, estes recebem o poder de atrair os Céus para a Terra (Mateus 6:10). “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra.” Você pode perguntar: Por quê? As Escrituras continuam e respondem: “porque já estais mortos [para a mentalidade terrena do Pecado], e a vossa vida [ressurreta e gloriosa] está escondida [no céu] com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar [por ocasião de sua Segunda Vinda], então, também vós vos manifestareis com ele em glória [na terra].” (Colossenses 3:1-4 / ênfases do autor []).

Conclusão
Na mente se desenvolvem todos os processos da vida e da realidade humana. Nossa mente é produto tanto do inconsciente coletivo condicionado ao longo das gerações, como das influências sofridas ao longo da vida. A mente natural não regenerada está aprisionada a uma “realidade virtual” maligna que chamamos de SISTEMA. Este sistema que foi claramente reproduzido no cinema pelo filme Matrix, de forma inversa e distorcida evidentemente, mas destacando a grande prisão global na qual o homem se encontra. O convite do Reino de Deus é para que sejamos libertos dessa “matrix” (Colossense 1:13) que envolve a política, a economia, o entretenimento e a mídia, os negócios, a família, a educação, e a própria religião. O Reino de Deus é a Realidade Absoluta que já está à nossa disposição (Lucas 17:20-21), que destrói as fortalezas da matrix em nossa mente (II Coríntios 10:3-5). Abramos nossos corações para compreendermos que a boa, agradável e perfeita vontade do Criador não é que sejamos escravos deste sistema, mas que sejamos transformados pela renovação da nossa mente, mas para isso, precisamos apresentar nossos corpos plenamente no altar de Deus como um culto da razão (Romanos 12:1-2). Pois a única coisa realmente racional que o homem cerceado pode fazer é se entregar completamente e sem reservas ao Único e Verdadeiro de Deus na Pessoa de Jesus Cristo para ter os olhos abertos e a mente restaurada. Este é um tempo de Restauração total.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O CRISTO ASSENTADO


"...havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas." Hebreus 1:3b
"Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus." Marcos 16:19

         Parece-nos paradoxal a Divindade em posição fisicamente extática e de repouso, especialmente por se tratar do único e verdadeiro Deus, que se expressa sempre em plena atividade (Isaías 64:4; João 5:17). Evidentemente que trata de uma linguagem antropomórfica, ou seja, características inerentes ao homem atribuídas a Deus de forma a compreendê-lo em nossa realidade.
         Entendo que o Cristo Assentado tem pelo menos quatro significados:

1-    INTERCESSÃO CONTÍNUA

         O posto à direita do Deus Todo-Poderoso, Juiz de toda a terra, era um desocupado até o advento de Jesus Cristo; é simplesmente o lugar da intercessão e da mediação. Ninguém poderia ocupar este lugar a não ser o Filho Unigênito de Deus. Em dispensações passadas os homens anelavam por um intercessor junto à Deus, Jó, em seu estado de assolação clamou: "Ah! Se alguém pudesse contender com Deus pelo homem, como o filho do homem pelo seu amigo!" (Jó 16:21). Ele desejava alguém que fosse seu fiador junto a Deus (Jó 17:3), e a cadeira do fiador estava vaga. Mas quando Cristo assentou-se, Ele preencheu a vaga de Mediador (1ª Timóteo 2:5) e a de Fiador (Hebreus 7:22). Ele intercede continuamente pela humanidade, especialmente por seus eleitos. Somente Ele intercede por nós e mais ninguém. Ninguém pode nos condenar, ninguém pode nos acusar, pois Ele está assentado e intercede por nós (Romanos 8:33-34)

2-    AUTORIDADE SUPREMA

         Autoridade é delegação de poder sobre algo ou alguém, no caso de Jesus sobre tudo e todos (Mateus 28:18). Estar assentado à direita de Deus significa a posse da suprema autoridade divina. Assentado Ele detém o governo e o controle sobre toda situação; aconteça o que acontecer Ele continua assentado, ou seja, Ele não se desespera, Ele não se decepciona, Ele não se abala. Judá se abalou com a morte do grande rei Uzias, mas em sua visão, Isaías não viu um Deus preocupado, e sim assentado; Aconteça o que acontecer Ele continua no controle de sua vida e sua história. Ele tem autoridade sobre a morte, sobre o inferno, sobre o diabo, sobre as enfermidades, sobre a depressão... E o melhor de tudo é Ele compartilha com sua Igreja dessa autoridade (Lucas 9:1; 10:19). Eis os três fundamentos da autoridade da Igreja: (1) Todos os principados do inferno estão destronados (Colossenses 2:15); (2) Jesus está assentado no Trono de Autoridade (Efésios 1:20); e (3) Estamos assentados com Jesus Cristo (Efésios 2:6), isso mesmo, é quase uma linguagem "teomórfica", Deus em Cristo não somente nos faz participantes de sua própria natureza divina (2ª Pedro 1:4), mas nos faz também participantes da autoridade divina.  
        
3-    OBRA CONSUMADA

         Jesus não deixou nada por fazer, Ele completou sua obra, completou seu ministério. Ele foi perfeito na operação de seu desígnio divino; do nascimento virginal à ressurreição de seu corpo físico, Ele cumpriu todo o plano de Deus Pai, o bom prazer do Senhor prosperou na Sua mão (Isaías 53:10). Ele veio, pregou, ensinou e curou; Ele cumpriu a missão messiânica (Isaías 61:1-2; Lucas 4:18). Quando Ele bradou: "Está consumado" (João 19:30) do grego: "tetelestai" que significa: Está feito, está completado, está concluído, e "ESTÁ PAGO!" Ele estava dizendo: A minha parte eu já fiz, o pecado foi expiado, o diabo foi derrotado, o mundo foi reconciliado com Deus, a morte perdeu seu principado, e a divida do pecado foi totalmente paga. Ele fez tudo o que se propôs a fazer, mas agora deixou a...

4-    RESPONSABILIDADE DA IGREJA

         Isso mesmo, o Cristo assentado significa que agora temos uma tremenda e urgente responsabilidade, o IDE (Marcos 16:15). Ele nos enviou, agora não adianta fazer orações comodistas como: "Deus, visita os hospitais!; visita os presídios!; visita as favelas!" A resposta vem direta do Trono, do Cristo assentado: "VISITE VOCÊ, A MINHA PARTE EU JÁ CONSUMEI!". Não estamos sós; Deus se carne em Jesus, e Jesus assentou-se e habitou em Espírito em nossa carne. Cristo foi o corpo de Deus (Colossenses 2:9) e nós (a Igreja) somos o Corpo de Cristo (1ª Coríntios 12:27). Quando formos Ele estará conosco, quando falarmos Dele Ele nos inspirará, quando impusermos as mãos sobre os enfermos Ele curará.
        
         Não fique aí assentado, levante-se e pregue, pregue, pregue! É a mais importante tarefa que o CRISTO ASSENTADO nos outorgou! Glória a Deus! 

sábado, 18 de janeiro de 2014

CURA DIVINA NO DISCERNIMENTO DO CORPO DO SENHOR


"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem."
I Coríntios 11:28-30

Estava ocorrendo um lamentável surto de doenças e mortes na Igreja que estava na cidade de Corinto. Os cristãos não tinham o pleno entendimento acerca da obra redentora e substitutiva de Jesus em seu favor. O apóstolo Paulo cheio do Espírito Santo e de revelação, descortina a causa real da calamidade dos crentes coríntios focando seus olhares no pão da Ceia.

O que faz o corpo de Cristo ter tanta ênfase nesta revelação de Paulo?
Porque o não discernimento do corpo de Cristo é a causa de enfermidades e mortes?

O que devemos discernir acerca do Corpo do Senhor Jesus Cristo?

1-    DISCERNIR A NATUREZA DO CORPO.
A compreensão da origem divina e perfeição do corpo de Cristo

Embora sujeito à corrupção biológica, o corpo em que Jesus encarnou na terra, não era um corpo comum, mas uma misteriosa fusão entre o divino e o humano. À começar pelo sangue, o corpo de Jesus era perfeito. Como homem, Jesus tinha mãe, mas não tinha pai, já como Deus, Jesus tinha Pai, mas não tinha mãe. A genética confirma que a herança genética de cada ser humano tem sua origem no sangue paterno, ou seja, parcela absolutamente maior da herança sangüínea vem do pai. Mas se Jesus como homem não tinha pai, que sangue era este que corria em suas veias? Certamente era um sangue muito especial, gerado por Deus antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8). Isto fazia do corpo de Jesus uma espécie singular.

i-                   O corpo de Jesus foi conservado santo (Hebreus 4:15)
ii-                O corpo de Jesus foi conservado saudável até a cruz (Isaías 53:10)

2-    DISCERNIR A PRESENÇA DO CORPO.
A convicção do corpo de Cristo presente e manifesto entre nós

Ao longo dos séculos a teologia cristã divergiu sobre inúmeras questões, mas poucas causaram tanta divisão entre os reformadores quanto a comunhão (santa ceia). Consubstanciação, transubstanciação, presença real... As idéias giravam em torno do tipo místico de manifestação que se dava por ocasião da Ceia. Independentemente da posição defendida por cada grupo cristão, a verdade absoluta não pode ser omitida: De fato, Cristo está presente e manifesto no partir do pão e no beber do vinho na Ceia. Ele está! Ele está! Aleluia!

i-                   Cristo plenamente está revelado no partir do pão (Lucas 24:30-31)
ii-                Devemos tocar no corpo, mas não como Tomé (João 20:27; II Coríntios 5:7)

3-    DISCERNIR O PROPÓSITO DO CORPO.
A revelação da relevância do corpo de Cristo para nós agora

O corpo de Cristo é tão relevante e real hoje, para nós, quanto o era nos dias de sua encarnação humana. Paulo não foi leviano em trazer a revelação da Santa Ceia, expondo apenas a doutrina do precioso Sangue de Jesus (embora seja o item mais relevante da Expiação). Paulo apresenta o corpo de Cristo de forma crucial para conservar a saúde e longevidade dos crentes de Corinto. Note que ele atribui ao não discernimento do corpo a grande incidência de doentes e mortos na Igreja (I Coríntios 11:29).

i-                   O corpo de Cristo fez convergir a dor humana para si (Isaías 53:4-5; I Pedro 2:24)
ii-                O corpo de Cristo transmite vida ao nosso corpo pelo Espírito Santo (Romanos 8:11)
iii-              O corpo de Cristo renova a esperança do nosso corpo de glória (I Coríntios 15:51-58; I João 3:2)


Discirna com seu espírito renascido o poder milagroso do corpo de Jesus, e desfrute da restauração de sua saúde cada vez que participar da comunhão do corpo.
O Sangue é PERDÃO, e o Corpo é CURA! Receba e desfrute. Amém.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CURA, UM BENEFÍCIO ESQUECIDO


Muitas vezes a religião cristã limita o poder do Evangelho ao âmbito moral, ou seja, à transformação do caráter e reforma da conduta. De fato, é maravilhoso e sublime como a Palavra do Evangelho tem o poder de quebrar e derreter o coração mais duro (Jeremias 23:29), e transformar o pecador mais vil num santo homem de Deus. Este é o maior milagre do Evangelho do Reino.

O louvor e devoção de nossa alma não serão, porém, completo, se omitirmos a totalidade dos benefícios da Redenção em Cristo Jesus. Precisamos considerar cada benção provida pela obra do Calvário. O perdão dos pecados não está só na galeria dos benefícios divinos a Salvação.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades”.
Salmo 103:1-3

Davi está aqui policiando sua alma de lapsos de memória, pois deseja gozar de todos os benefícios de sua Aliança com Deus.

Não permita que sua mente seja assolada por pensamentos derrotistas, traumas do passado, mágoas e pensamentos inconstantes te façam esquecer que a perfeita vontade de Deus para sua vida é a SAÚDE. O perdão dos pecados e a cura das enfermidades estão no mesmo “pacote redentor”. Ele quer curar tanto quanto quer perdoar, então receba a sua CURA com a mesma fé que recebeu sua SALVAÇÃO. É u dom de Deus.

Davi neste salmo está exortando sua própria alma. Na verdade ele se dirigindo diretamente a um atributo de sua alma: A MENTE. É na mente que está a MEMÓRIA, que se lembra ou se esquece. Na verdade, a chave da fé está em ativar pelo Espírito Santo dois atributos da mente: MEMÓRIA e IMAGINAÇÃO. A memória nos remete ao passado, ao passo que, a imaginação nos remete ao futuro. A memória abre caminho para a imaginação. Como Davi que um dia se lembrou (memória) de suas épicas vitórias sobre um urso e um leão, e pode assim, visualizar (imaginação) o gigante Golias caído e decapitado aos seus pés (I Samuel 17:34-37).

Dentre outras coisas, para ativar a memória e a imaginação espiritual, devemos:
1-    Renovar a mente (Romanos 12:2)
2-    Nutrir a mente de Cristo (I Coríntios 2:16)
3-    Absorver a Palavra na alma (Salmo 119:11)
4-    Selecionar os pensamentos (Filipenses 4:8)
5-    Renunciar sentimentos hostis (Marcos 11:24-25)
6-    Crer incondicionalmente (Lucas 8:50)
7-    Viver uma vida de gratidão e louvor (Salmo 103:1-2; I Tessalonicenses 5:18)

Ignore os sintomas, eles não correspondem à verdade. Ignore os diagnósticos, eles não correspondem à verdade. Lembre-se da Nova Aliança (Isaías 53:4-5; I Pedro 2:24; Mateus 9:5-7; Tiago 5:14-16), e veja pelo olhar da fé sua saúde restaurada e perfeita. A vista revela o óbvio: seu corpo ou alma doente; mas lembre-se: “...andamos por fé e não por vista.” (II Coríntios 5:7).

Lembre-se, Jesus já te beneficiou com a CURA. As bênçãos divinas estão no pretérito perfeito: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.” (Efésios 1:3)

Comece a bendizer a Deus por isso agora mesmo, e receba seu benefício: A CURA. Aleluia!



Enéas Ribeiro

domingo, 12 de janeiro de 2014

SAÚDE E LONGEVIDADE, A VONTADE PERFEITA DE DEUS

Parte 3

E servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades. Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra; o número dos teus dias cumprirei.
Êxodo 23:25-26

Ao longo dos séculos nossas mentes têm sido teologicamente condicionadas pelo “espírito da Grécia”, que amoldou nossos pressupostos, conceitos e até mesmo algumas doutrinas. A teologia, historicamente falando, agregou elementos dialéticos e estruturais da filosofia grega para construir seu pensamento doutrinário, o que em muitos aspectos da ortodoxia trouxe benefícios à saúde doutrinária da Igreja. Porém, a filosofia não influenciou apenas a estrutura, mas a linha de pensamento dos pais da Igreja, o que redundou em infindáveis explicações e justificativas meramente existenciais para questões cruciais da realidade humana, como enfermidades, abortos e mortes prematuras.

Considerando a forma pura e simples de compreensão das Escrituras por parte dos grandes avivalistas do passado, temos a certeza da vontade de Deus acerca destes aspectos vitais.

O texto supracitado de Êxodo 23:25-26, é uma promessa divina que revela seu caráter zeloso e abençoador para com o povo de sua Aliança, aliança esta que fora tremendamente melhorada por ocasião da cruz (Hebreus 8:6). Considerando a imutabilidade de Deus, esta promessa está de pé para seu povo, a Igreja.

Não podemos omitir o fato de que o alimento comercializado hoje está longe da qualidade em termos de saúde dos alimentos dos tempos bíblicos. Transgênicos, agrotóxicos, conservantes, água contaminada... Os alimentos modernos, mesmos os naturais, têm contribuído largamente para causar enfermidades, esterilidade e abortos, e redução da expectativa de vida. Na verdade, há uma conspiração política global para reduzir a população mundial (mas este não é o nosso assunto).

A despeito da baixa qualidade dos alimentos modernos, e das tentativas de pequenas elites de adoecer e dizimar a população, o povo de Deus que o serve com piedade e justiça, pode contar com uma quadruplicada provisão bíblica no tocante à saúde:

1-      NOSSO ALIMENTO SERÁ ABENÇOADO
...ele abençoará o vosso pão e a vossa água...

Independentemente das condições dos alimentos, se nos alimentarmos de maneira coerente e saudável, servindo ao Senhor Jesus, ele mesmo abençoará nosso alimento, isentando-nos de qualquer dano à saúde. Assim diz o Senhor!

2-      AS ENFERMIDADES NÃO TERÃO LUGAR ENTRE NÓS
...eu tirarei do meio de ti as enfermidades.

As doenças e enfermidades que assolam a humanidade desde a Queda de Adão, são extinguidas do seio da Igreja que crê com pureza. É um povo saudável e pleno de vida. Esta não foi uma promessa relegada a um suposto “milênio”, mas é o estado de uma Igreja restaurada a uma condição de fé bíblica.

3-      NOSSAS MULHERES NÃO ABORTARÃO NEM SERÃO ESTÉREIS
Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra...

Ao se apegar à Palavra de Deus como ela é, as mulheres jamais se conformarão com um estado de esterilidade ou com a tragédia do aborto. Mulheres cristãs não abortarão mais, por gozarem de um corpo e uma mente sadia. Glória a Deus!

4-      NÓS NÃO MORREREMOS ANTES DOS SETENTA ANOS DE IDADE
...o número dos teus dias cumprirei.

Como já dissemos em estudos anteriores, a duração de nossa vida é de setenta anos para cima (Salmo 90:10a), e a promessa de Deus é que seus filhos não serão privados de sua vida física até que se completem seus dias conforme a Palavra de Deus.

O ÚNICO CRITÉRIO PARA ISTO, COMO DECLARA A INTRODUÇÃO DO VERSÍCULO, É SERVIR AO SENHOR, MAS QUAL SERIA A FORMA DE SE SERVIR AO SENHOR? Resposta: “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.” (Romanos 12:11)

Eis alguns argumentos contrários à crença literal nesta Palavra do Senhor:

1-      ESTA PALAVRA ESTÁ RESTRITA AO POVO DE ISRAEL, OS FILHOS DE ABRAÃO
Resposta: “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão... De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.” (Gálatas 3:7, 9)

2-      A IGREJA NÃO VIVE UMA FÉ A ALTURA DESTA PALAVRA
Resposta: “[Jesus Cristo], o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo...” (Atos 3:19-21)

3-      ESTA PALAVRA PERTENCE À ANTIGA ALIANÇA
Resposta: “Mas agora alcançou ele [Jesus Cristo] ministério tanto mais excelente, quanto é Mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.” (Hebreus 8:6)

4-      DEUS NÃO TRATA O SEU POVO DA MESMA MANEIRA
Resposta: “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6a; Heberus 13:8; Tiago 1:17)

5-      ISTO É ARGUMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
Resposta: “...O Senhor, que ama a prosperidade do seu servo, seja engrandecido.” (Salmo 35:27b)

A Bíblia é a Palavra de Deus. É assim que devemos crer, e assim viveremos cada dádiva, benção e vitória de Deus. “Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixe apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham e saúde, para o seu corpo.” (Provérbios 4:20-22)

Sirva ao Senhor e viva muito, com saúde e fertilidade!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

SAÚDE E LONGEVIDADE, A VONTADE PERFEITA DE DEUS

Parte 2

Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.
Salmo 91:16

Tenha seu espírito iluminado pela revelação da Palavra, creia que para você, filho de Deus, fiel e temente a Ele, o único plano de Deus é a longevidade e a saúde.

Poucos salmos são tão citados por cristãos e não cristãos do mundo inteiro como o Salmo 91 escrito por Moisés. É um maravilhoso poema sapiencial, ou seja, didático, que nos convida em seus versos, a uma irrestrita confiança em Deus; revelando sua onipotência e seu caráter protetor em relação ao seu povo.

Os céticos argumentos, sutis e astutos da teologia liberal têm penetrado gradualmente nos círculos pentecostais, relegando este salmo profético ao mero estado de poesia religiosa. Se entendemos que somos realmente ortodoxos para com as Escrituras, não podemos desprezar a total inspiração da mesma. Pois, não desprezando a importância vital dos exegetas na estruturação doutrinária da Igreja, foi a fé simples na Bíblia pela Bíblia que produziu grandes homens e mulheres de Deus e grandes avivamentos. “Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça.” (II Timóteo 3:16).

O verso supra-citado (v. 16) deve ser literalmente entendido e crido como a Palavra de Deus. A fé genuína é gerada pela absorção da Palavra de Deus (Romanos 10:17), assim, nós creremos no que entendermos e absorvermos. Se você crer, não meramente em seu intelecto, mas em seu espírito recriado, que o Deus Todo Poderoso está nesta Escritura nos prometendo abundância de dias, assim será.

Deus deseja revelar a você seu caráter salvador e fazer de você uma testemunha viva de suas obras, e para isso, te concede autoridade para declarar como declarou Davi: “Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do Senhor” (Salmo 118:17).

Além da ignorância quanto à vontade perfeita de Deus, é o Pecado e a tolice que encurtam os dias de alguém na terra. O homem mais sábio que já viveu (depois de Jesus, é claro) escreveu no auge de sua maturidade e sabedoria: “Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; porque morrerias fora de teu tempo?” (Eclesiastes 7:17)

Além disso, filhos que desonram seus pais certamente estão fadados a uma vida fracassada e uma morte prematura. E àqueles que obedecem o quinto mandamento têm de Deus a promessa de prosperidade e longevidade. “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento como promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” (Efésios 6:2-3; Êxodo 20:12).

Meu pai tem vivido até aos oitenta e um anos de idade sem que eu o ouvisse sequer espirrar! É nisso que creio, e é isso que viverei.

Viva muito em Nome de Jesus!


Continua...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

SAÚDE E LONGEVIDADE, A VONTADE PERFEITA DE DEUS


A duração de nossa vida é de setenta anos...
Salmo 90:10a

É literalmente o plano de Deus que um indivíduo morra prematuramente? Deve ser considerado natural alguém falecer antes dos setenta anos de idade? Deus é glorificado quando uma pessoa jovem é consumida numa cama por qualquer enfermidade? Porque meu amigo, irmãos, ente querido, morreu tão cedo?
Estas perguntas são muito comuns entre os santos, pois refletem anos de argumentações, explicações, pregações, estudos bíblicos.

Por séculos a Igreja e seus líderes precisaram desenvolver uma teologia convincente para justificar sua ausência de conhecimento, autoridade e fé bíblica em relação à morte prematura. É bem verdade que em contextos de perseguição religiosa, servos de Deus são ceifados nas mais diversas faixas etárias de sua vida, porém, neste caso, Deus é glorificado pelo martírio de seus fiéis. Aqui sim se encaixa o contexto do Salmo 116:15 – “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos.

Eis a verdade suprema e absoluta sobre a vontade de Deus para os seus filhos: “Deus quer que vivamos muitos anos, com vigor e saúde”.

Consideremos por exemplo a vida de Abraão, Jó, Moisés e Davi:

Abraão expirou e morreu em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo.” Gênesis 25:8

Então, morreu Jó, velho e farto de dias.” Jó 42:17

Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; e os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu ele o seu vigor.” Deuteronômio 34:7

E morreu [Davi] numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória...” I Crônicas 29:28

O caso de Jó não deve ser considerado como padrão para respaldar uma “teologia da doença”, mesmo porque, Jó estava espiritualmente contextualizado numa aliança inferior à nossa (Hebreus 8:6) Elifaz, amigo de Jó, mesmo demonstrando um senso de justiça muito equivocado em relação ao estado de Jó, neste ponto não se equivocou ao afirmar: “Na velhice virás à sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.” (Jó 5:26).

Você que teve alguém muito querido que morreu cedo, não se ofenda com minhas palavras, eu também perdi jovens amigos. A Igreja está caminhando para um nível derradeiro de revelação e poder, que nos renovará os recursos para repreender e frustrar o espírito da morte.

A Vida Abundante (João 10:10), além de ser a própria Vida de Deus, é o poder divino que vivifica nossos corpos aqui e para a eternidade (Romanos 8:11).
Não aceito e nem me conformo com pessoas tendo suas vidas e sonhos interrompidos por AVC’s, infartos fulminantes, derrames, câncer, diabetes, HIV, leucemia... E não aceito por um único motivo: Deus não quer isto, e nunca quis.

Quero falar mais sobre isto na próxima postagem. Quero plantar em seu espírito as sementes da Palavra de Deus que renovarão sua fé para ser curado ou para orar pela cura de alguém.

Continua...