sexta-feira, 8 de novembro de 2013

DINÂMICAS DO REAVIVAMENTO PARA PASTORES E LÍDERES

PARTE 2

Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, de madrugada me buscarão.
Oséias 5:15
  
3-      O ANELO DE NOSSA ALMA DEVE SER INTIMIDADE E NÃO DÁDIVAS.
...e busquem a minha face...

Verdadeiros homens de Deus não conduzem o povo às mãos de Deus, mas sim, à sua face. As mãos nos remetem às dádivas, benção, provisões, e recursos divinos, mas é a face que nos fala da comunhão, do segredo, da amizade, da intimidade. Nossa geração tem sido marcada pelos egoístas buscadores das mãos de Deus, adoradores da benção. E Deus está à espera de um homem ou uma mulher que decida buscar obcecada a sua face, e através destes Deus visitará a terra com cura e transformação. Essa intimidade da face divina deve se o nosso mais profundo anelo, mas sua busca não é algo barato. Deus não será íntimo do homem cujas motivações não forem puras, transparentes e sinceras, por mais nobre que seja a atitude externa, Deus sempre sondará o coração para não receber sacrifícios vãos (I Coríntios 13:3), pois “...com os sinceros está a sua intimidade.” (Provérbios 3:32b).
É a ausência de temor a Deus que motiva líderes religiosos e crentes, a empreenderem uma busca vil por dádivas divinas através de campanhas e votos. A teologia do “ter” superou a teologia do “ser”, quando ‘ter’ as bênçãos, é conseqüência de ‘ser’ íntimo. Esta geração carece de conhecimento de Deus para temê-lo, pois “a intimidade do Senhor é para os que o temem...” (Salmo 25:14). Um avivamento é precedido por um tempo de intensa busca pela face Deus, ao que novamente enfatizamos a promessa Dele: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (II Crônicas 7:14). Pastores e líderes, não caiamos na tentação de copiar os modelos marqueteiros de “fé”, baseado em campanhas pelo sucesso e prosperidade; Deus ama a prosperidade de seu povo, mas não há respaldo escriturístico para buscá-la. Ensine o povo a anelar a face de Deus, e sua igreja viverá um tempo de avivamento e transformação sem precedentes, que certamente se unirá a outros moveres de sede espiritual interdenominacional para redundar em um avivamento de comunidades e nações. A face é a melhor parte, e não nos será tirada (Lucas 10:41-42). Esta é uma geração profética, é a geração que subirá o monte do Senhor, que estará no lugar santo. “Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó.” (Salmo 24:3-6).

4-      UM SENTIMENTO DE ANGÚSTIA PRECEDE A ALEGRIA DA SALVAÇÃO.
...estando eles angustiados...

Qual a natureza da alegria cristã em nossos dias? Entusiasmo? Empolgação? Bom humor? Auto-satisfação? E qual a origem dessa alegria? Prosperidade? Entretenimento? Congressos? A Igreja? Lhes garanto, todos estes aspectos estão inclusos na realidade da alegria cristã, mas não são a verdadeira alegria cristã. A alegria cristã é a própria natureza do Reino de Deus em nós (Romanos 14:17). É uma alegria indizível e contagiante, ela nunca desvanece ou murcha, mesmo em meio ao caos e desordem que podem sobrevir à vida humana. Ela nos imuniza às doenças emocionais deste século. É uma alegria constante e eterna. Mas e sua origem, ou o que a precede? A verdadeira alegria cristã é a alegria oriunda da salvação. O pecado destituiu Davi desta alegria, e mesmo como rei, cercado que regalias e ostentação que supostamente poderiam lhe dar alegria, ele entendeu que havia perdido a verdadeira alegria, ao que clamou a Deus com tristeza: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação...” (Salmo 51:12). Sim, tristeza, angústia. Este é o sentimento que deve permear o coração do ser humano antes que ele possa receber a única e verdadeira alegria. E Deus, pelo seu Espírito fornece ao homem essa gloriosa angústia. É a descoberta do horror do Pecado que ainda habita em nós, é o pavor do afastamento de Deus; Ele não pode coabitar com o pecado. O Pecado restringe a alegria, a confiança (I João 3:21), da intimidade (Isaías 59:1-2) e até mesmo as orações. “Se eu atender à iniqüidade em meu coração, o Senhor não me ouvirá.” (Salmo 66:18; ler também: Provérbios 28:9; João 9:31). É o Espírito Santo que produz esta convicção do Pecado em nós (João 16:7-11). Esta convicção é a própria tristeza enviada por Deus a nós. Sim, a terapia divina para trazer reavivamento, é a tristeza. Paulo declara: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” (II Coríntios 7:10). O gênero humano não se entristecerá como seu Pecado se não lhes for exposto o fato do bíblico Pecado. Assim, cada pregador, pastor, líder cristão, evangelista, deve conduzir as pessoas ao arrependimento. Esta profunda angústia libertará a alma que conhecerá a grandeza do perdão e do amor de Deus. Isto, manifestado em larga escala produz avivamento.

Continua...


terça-feira, 5 de novembro de 2013

DINÂMICAS DO REAVIVAMENTO PARA PASTORES E LÍDERES

PARTE 1

Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, de madrugada me buscarão.
Oséias 5:15

A mensagem profética do livro de Oséias ministrada por volta do ano 800 a.C., é um veemente confronto às dez tribos do norte, chamadas de “Israel”, durante o reinado de Jeroboão II. O contexto histórico mundial estava em ebulição com a fundação de Roma e Cartago, além da reforma religiosa que Sidarta Gautama introduziu na Índia resultando no Budismo. Os profetas contemporâneos de Oséias foram Amós, Isaías e Miquéias.
A vida de Oséias foi, muito provavelmente, a mais viva mensagem do amor de Deus por seu povo.

Neste capítulo 5, a palavra de Deus através de Oséias confronta especificamente a liderança de Israel, seus príncipes e sacerdotes. É uma exortação ao arrependimento, e o desfecho do capítulo não poderia ser mais dramático. Neste décimo quinto (15º) versículo, a palavra de Deus nos fornece algumas dinâmicas fundamentais que envolvem o processo e os princípios de um verdadeiro avivamento espiritual.
A Igreja contemporânea carece um avivamento espiritual que transformara cidades e nações, mas as atitudes prévias deste mover, dizem respeito principalmente à liderança: Pastores, bispos, evangelistas, pregadores... E isto, não no âmbito denominacional ou de uma igreja local, mas pela unidade do corpo de Cristo.

Vejamos cinco dinâmicas reveladas nesta Escritura Sagrada.

1-      DEUS SE RESTRINGE À SUA TRANSCENDÊNCIA.
Irei e voltarei para o meu lugar...

É realmente dramático Deus declarar que está regressando ao seu lugar. Sabemos que este lugar é seu eterno Trono de Glória. Na verdade, Deus, embora exaltado e separado (transcendente) da realidade material da raça humana, é imanente, ou seja, sua presença está continuamente se manifestando (imanando) entre os homens. Assim, Deus é transcendente e ao mesmo tempo imanente, ou, separado, mas presente; é isto que conserva a vitalidade e subsistência de seu povo, a Igreja. Deus se retirar e voltar ao seu lugar, é sinônimo de caos, morte, corrupção, derrota etc. Mas é justamente este estado de ausência da presença manifesta de Deus que precede seu retorno. Deus, absolutamente continua fluindo sua presença na Terra, na Igreja, na natureza, e em toda parte, a isto chamamos de onipresença, um atributo exclusivo de Deus, porém, há uma diferença crucial entre o “estar” onipresente de Deus e o seu “estar” manifesto. Quando Deus se reserva em sua “habitação celeste” por muito tempo, a criação padece. As dinâmicas de um avivamento transformador estão ligadas a um tempo de pavoroso caos social, notório e indisfarçável.
Tenho sido nos últimos cinco anos um entusiasta e promotor da unidade e do avivamento, e hoje, o Espírito de Deus me diz: “Prepare-se para o caos.” E isto me anima, considerando que a maravilhosa obra criadora de Deus foi precedida pelo caos, sobre o qual a onipresença divina se movia e aguardava uma palavra do Senhor. “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz...” (Gênesis 1:2-3a). Nosso desejo como Igreja deve ser: “Ó! Se fendesses os céus e desseses...” (Isaías 64:1)

2-      ESTE ESTADO É REVOGÁVEL POR NOSSA PENITÊNCIA.
...até que se reconheçam culpados...

Este retorno da presença manifesta de Deus é condicional a um estado prévio de convicção de pecado e arrependimento. Homens impenitentes jamais desfrutarão da misericórdia e do favor divino. Até que se reconheçam culpados Deus não virá. A razão da transcendência divina não é essencialmente sua glória, mas o Pecado humano. Deus já era glorioso quando da criação do homem, e mesmo assim manifestava-se em glória para Adão; foi depois da Queda que esta presença manifesta ficou restrita à mera imanência, pois “...todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Este estado trágico de destituição somente pode ser revogado pela recepção da graça de Deus oriunda da Redenção (v. 24), mas alguns, dada sua impenitência, têm se privado da maravilhosa graça de Deus (Hebreus 12:15).
O povo de Deus precisa urgentemente reconhecer a decadência e fragilidade de seu atual estado, vislumbrando como sinal dessa decadência a sua impotência diante do caos social instaurado. A terra está doente: seu coração, sua casa, sua família, seu trabalho, sua cidade, sua nação... Deus nos revela a cura: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (II Crônicas 7:14). Se ainda estamos inchados com nossa razão e justiça própria, precisamos de novo esfolar nossos os joelhos e nossa testa no pó e regá-lo com lágrimas de copioso pranto (Lamentações 3:29), clamando a Deus e dizendo: “Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes.” (5:21). Ler também I João 1:8-9

Continua...

A VISÃO DOS SETE MONTES


Estamos no tempo mais emocionante da história, onde Deus está levando a Sua igreja a experimentar a plenitude do Reino dos Céus através de uma Reforma. A primeira Reforma de Martinho Lutero, através da revelação da Palavra, fez com que todos os homens pudessem ter acesso a salvação mediante a graça redentora de Cristo, sem a necessidade de pagar nenhum custo, as chamadas indulgências.

Atualmente, estamos vivendo outra reforma denominada a Reforma Apostólica, onde o Espírito Santo está trazendo revelações e estratégias cruciais acerca do estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra. Essa reforma apregoa que todos podemos ser ministros de Deus nas distintas esferas da sociedade, já que o ministério, ou seja, o serviço a Deus não está limitado apenas a atividades eclesiásticas que acontecem dentro das quatro paredes de uma igreja local.
A verdade é que por muitos anos a Igreja tem centrado as suas atividades dentro do âmbito religioso, e como conseqüência não há um impacto considerável na sociedade, ainda que a porcentagem de pessoas que professam uma fé evangélica tenha aumentado nas últimas décadas. A Igreja de Cristo, como pedras vivas, precisa acordar perante a necessidade de instruir e equipar o povo de Deus a ser agente de transformação para ter o domínio sobre cada área da sociedade.
Para isso, precisamos saber quais são os pilares em cada sociedade. O melhor modelo de planejamento estratégico é conhecido como “7 Montes”. Esse pensamento nasceu em 1975, onde Bill Bright, fundador da Cruzada Estudantil e Loren Cunningham, fundador da JOCUM, almoçaram juntos em Colorado, USA. Deus deu ao mesmo tempo a cada um, uma mensagem a dar um para o outro. Nesse mesmo período, Francis Schaeffer recebeu uma mensagem semelhante.
A mensagem consistia em que se queremos impactar as nações para Jesus Cristo, é necessário afetarmos as sete esferas (ou montes) da sociedade, que são as colunas em qualquer cultura. Tais denominados:
• Artes & Entretenimento
• Governo & Política
• Mídia & Comunicação
• Educação & Ciência
• Família
• Igreja & Religião
• Economia & Negócios

Considerando que a Igreja é o novo Israel de Deus, e que Sião profeticamente se refere à Igreja, a palavra rhema que testifica a visão está em Miquéias 4:1-2

"Mas, nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor [a Igreja] será estabelecido no cume dos montes e se elevará sobre os outeiros, e concorrerão a ele os povos. E irao muitas nações dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à Casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e nós andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém."

É óbvio que em uma primeira análise exegética, este texto faz menção literal à restauração do Estado de Israel, porém, à luz da revelação, é uma alusão profética ao avanço e triunfo da Igreja no tempo do fim.
Diversos subgrupos são adicionados nestas categorias principais. Cerca de um mês depois, o Senhor revelou a Francis Schaeffer a mesma mensagem. Em essência, Deus estava dizendo a esses três agentes de transformação, onde se encontrava o campo de batalha.
É aqui onde cada membro do Corpo de Cristo, de acordo com a sua função, assume um papel estratégico nos últimos dias para realizar os planos de Deus em cada um desses montes. Temos como missão, levantar agentes de transformação para conquistar os 7 pilares e equipar uma nova geração que compreenda a cosmovisão bíblica e atue em prol da extensão do Reino dos Céus nas nações.
Se você é uma pessoa que se encontra em um desses sete segmentos, porém ainda estava perdido, não sabendo exatamente o seu chamado em Deus e muitas vezes se culpando por não saber como servir ao Reino de Deus no lugar onde você trabalha, vive ou estuda, o convocamos a essa chamada final do Espírito Santo para a Sua igreja. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

OS AVIVALISTAS E SUAS PROEZAS


Os reavivamentos periódicos são fatos históricos, característicos do cristianismo anglo-saxônico que recebeu grande ênfase na formação dos Estados Unidos da América. Os não-crentes precisam ser alcançados e os crentes, motivados de tempos em tempos. A princípio, esses movimentos eram espontâneos. Com o tempo, passaram a ser intensas reuniões de avivamento.
Foi nesse contexto que surgiram grandes pregadores de multidões nos EUA, na Grã-Bretanha e na Europa. Muitas vezes, o número de pessoas era tão grande que os cultos liderados por esses homens só podiam ser realizados ao ar livre.
É impossível ler a biografia desses pregadores e não se entusiasmar com sua vida consagrada e não desejar os mesmos resultados por eles obtidos. A ênfase sobre a santidade e o comprometimento com a salvação das almas era muito grande. Uns poucos olhavam tudo isso com olhar crítico, taxando o movimento de emocionalismo, subjetivismo vazio.
Independente das correntes opinativas, os avivalistas tiveram grande impacto na vida espiritual dos séculos XVIII e XIX, principalmente sobre a Igreja Americana que até hoje colhe os frutos resultantes da atuação desses gigantes da fé.

Jonathans Edwards (1703 - 1758)
                       
Pastor congregacional avivalista, missionário aos índios, escritor, primeiro presidente de Princenton e, na estimativa de alguns, primeiro e maior filósofo-teólogo americano. Em 1741, pregou seu famoso sermão: “Pecadores na mão de um Deus irado”, espalhando o avivamento pelas 13 colônias e até na Inglaterra.
Formou-se precocemente em Yale (1720) aos 17 anos, tornando-se pastor em Nortampton, no Oeste de Massachussetts.
Apesar de ter o hábito de ler seus sermões, sua vida de oração teve grande impacto sobre seu povo. Costumava ficar até 13 horas por dia orando e estudando. Era muito comum entrar na floresta para orar e ali ficar durante duas ou três horas com o rosto em terra, clamando a Deus. Seu referido sermão, que teve tanto impacto sobre o primeiro grande avivamento americano do século XX, foi precedido por três dias de oração e jejum.
Um de seus biógrafos disse: “Em todo o mundo onde se fala o inglês era considerado o maior erudito desde os dias de Paulo e Agostinho”.
Faleceu em 1758, em Princeton, vitima da febre resultante da vacina contra a varíola.

John Wesley (1703-1791)

Foi o fundador do Movimento Metodista, hoje uma das maiores denominações do mundo. Ele, com certeza, dominou o cenário religioso no século XVIII, tanto na Inglaterra, seu país de origem, quanto nos EUA. Foi ordenado ao ministério em 1728, tornando-se ministro anglicano. Destacando-se por sua vida piedosa e pelo metódico estudo da Palavra, ganhou, junto com o seu grupo, o apelido de “metodista”, que acabou se tornando o nome oficial de sua denominação.
Assim como Lutero, seu desejo era reformar espiritualmente a igreja na Inglaterra, mas acabou tendo de se desligar. Alguns historiadores julgam que o metodismo impediu a Inglaterra de mergulhar em uma Revolução sangrenta, semelhante à que ocorrera na França.
Ao decepcionar-se com seu trabalho missionário nas Treze Colônias Americanas, Wesley encontrou dois irmãos Morávios, na viagem de volta, que tiveram grande influência sobre sua vida, transformando o seu relacionamento com Deus. A partir de então, multidões de cerca de 5 a 10 mil pessoas afluíam para ouvir seus sermões. Era comum nesses cultos, os pecadores acharem-se angustiados e começarem a gritar e a gemer.
Com 70 anos, pregou para um auditório de 30 mil pessoas. Aos 86, fez uma viagem à Irlanda onde, além de pregar seis vezes ao ar livre, anunciou o evangelho cerca de 100 vezes em 60 cidades.

George Whitefield (1714 - 177O)

Converteu-se em 1735, aos 21 anos, e, aos 25, começou a pregar ao ar livre. Foi, no início, um dos maiores colaboradores na obra de John Wesley, de quem se separou mais tarde por motivos teológicos. Pregador por excelência, não havia prédio onde coubessem os auditórios e, por isso, sempre armava seu púlpito nos campos, fora das cidades. Algumas vezes também pregou ao ar livre, devido à oposição da Igreja Oficial (Anglicana).
Viajava intensamente para pregar o evangelho. Atravessou treze vezes o Atlântico para pregar nos Estados Unidos. Organizou seus convertidos em saciedades, conforme o costume metodista, e utilizou largamente o serviço de pregadores leigos.
Seu dom de oratória era tão extraordinário que, certa vez, descrevendo para uns marinheiros um navio perdido em um furacão, estes se levantaram gritando: “Às baleeiras! As baleeiras!”.
Foi o profeta do movimento metodista. Sua preocupação com a área social o levou a criar orfanatos para cuidar dos órfãos.
Whitefield morreu aos 56 anos, na cidade de Newburyport, Inglaterra.

Charles Grandison Finney (1792-1875)

Convertido aos 29 anos, seu nome está ligado, como nenhum outro, ao movimento avalista. Durante dez anos, de 1824 a 1834, trabalhou incansavelmente pelo avivamento da Igreja. Depois disso, caiu enfermo, devido aos grandes esforços, tendo de entrar em repouso.
Foi nesse período que publicou seu livro “Conferencias sobre avivamento”. Em 1835, tornou-se professor de teologia no Oberlin College, do qual se tornou presidente mais tarde. Posteriormente, escreveu também extensa obra sobre Teologia Sistemática.
Sua vida foi repleta de milagres. Conta-se que, certa vez, ao entrar em uma fábrica, uma mulher começou a caçoar dele. Diante disso, olhou nos olhos dela e saiu. Após algum tempo, ela estava chorando com o desejo de entregar-se a Cristo.
Em outra ocasião, ele apenas passou por um vilarejo em um trem e as pessoas que estavam nos bares, diri­giram-se às igrejas, sentindo agonia pelo seu pecado. Um repórter que investigava a sua vida para saber o seu segredo espantou-se ao vê-lo entrar na floresta para orar e passar horas prostrado diante de Deus.
Algumas estatísticas demonstraram que cerca de 85% dos convertidos de Finney perseveraram em servir a Deus, enquanto a média dos demais pregadores era de 30%.

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892)

A família Spurgeon foi para a Inglaterra durante a perseguição de Filipe II, da Espanha, no final do século XVI, nos Países baixos.
Converteu-se aos 17 anos pela pregação de um orador metodista em Cambridge e tornou-se um pregador leigo, isto é, sem formação acadêmica.
Após sua conversão, juntou-se à comunidade batista em Cambridge. Sua fama cresceu e, aos 17 anos, tornou-se pastor. Aos 20, era conhecido, por todo o país, como “o menino pregador”. Seus sermões começaram a ser impressos e lidos pelo mundo inteiro. Era comum, em Londres, as pessoas se reunirem, às segundas-feiras, para ler seus sermões. A leitura abrangia tanto trabalhadores da construção civil quanto o pessoal dos escritórios.
Por quarenta anos pregou para imensas audiências e ganhou cerca de 10.000 almas para Cristo. Entrou para os anais da história eclesiástica como o “príncipe dos pregadores”. Fundou o Colégio de Pastores e, até a sua morte, treinou cerca de 900 pregadores.
Ao morrer, em 1892, 6.000 pessoas assistiram ao seu funeral em cortejo fúnebre. Em seu caixão, a Bíblia aberta no texto usado para convertê-lo: “olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; pois eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).

Dwight Lyman Moody (1837 - 1899)
           
Foi evangelista por excelência. Convertido aos dezessete anos, começou seu ministério como professor de Escola Dominical, chegando a reunir 1500 crianças, aproximadamente. As crianças sempre foram uma grande preocupação em sua vida. Dava bastante ênfase ao evangelismo pessoal, chegando a fazer, em um só dia, duzentas visitas. Tinha o propósito de não dormir antes de pregar o evangelho para alguém. Deixou, por fim, seu trabalho secular para dedicar-se inteiramente à obra de Deus.
Em 1871, foi tomado por um forte desejo de salvar muitas almas. Então, devido a esse desejo, em 1873, junto com Ira D. Sankey começou uma missão intensa no norte da Inglaterra, seguindo depois para a Escócia, onde espalhou uma onda de avivamento.
Além de seu trabalho evangelístico, fundou escolas e um Instituto Bíblico em Chicago. Levantou grandes donativos para auxiliar a Associação Cristã de Moços. Conduziu também inúmeras conferências para ministros, estudantes e obreiros cristãos.
Pregou seu último sermão no dia 22 de dezembro de 1899 para uma audiência de 15.000 pessoas, quando ganhou centenas de almas para Cristo.

O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA

Willian Joseph Seymour (1906)

O pentecostalismo surgiu com o norte-americano Charles Fox Parham. Foi ele quem, pela primeira vez, elaborou essa definição teológica para o movimento que sublinhava o vínculo entre o “falar em línguas” e o “batismo com o Espírito Santo”. A glossolalia, fenômeno caracterizado por falar em línguas desconhecidas espontaneamente, tornou-se, então, a evidência inicial do batismo com o Espírito Santo.
Em 1900, Parham alugou a “Mansão de Pedra”, como era conhecida em Topeka, Kansas, para constituir uma escola bíblica chamada Betel. Cerca de 40 estudantes, motivados pelo movimento, ingressaram na escola para o primeiro e único ano de curso plenamente relacionado às doutrinas que envolviam a pessoa do Espírito Santo.
Em janeiro de 1901, os alunos de Parham se reuniram para orar e, neste dia, foram batizados com o Espírito Santo e passaram a emitir palavras desconhecidas. Esse foi o estopim para o movimento da rua Azuza.
Poucos eventos afetaram a história da igreja contemporânea tão profundamente quanto o avivamento da rua Azuza, cuja explosão é explicada por meio de uma renovação espiritual mundial calcada em princípios pentecostais. O personagem histórico central desse evento foi o pastor William Joseph Seymour, discípulo de Parham. O movimento desenvolveu-se a partir de um pequeno armazém em Los Angeles naquela rua, número 312, justificando assim seu nome.
A contribuição do pregador Seymour foi essencial, pois, se não fosse por ele, talvez o pentecostalismo de Parham não tivesse passado de boatos. Daí para frente, Seymour se tornou o grande anunciador do movimento pentecostal. Em 1906, seus ensinos sobre as práticas de falar palavras desconhecidas trouxe grande quantidade de adeptos ao pentecostalismo e, dois anos mais tarde, sua igreja já mandava missionários para 25 países.

O advento da rua Azuza, de fato, estava exercendo profunda força, tanto centrípeta como centrífuga, no mundo protestante. Funcionava como um potente imã, atraindo líderes de diversos segmentos do protestantismo que desejavam conhecer o que estava ocorrendo ali. E também como centro irradiador da mensagem pentecostal, enviando grupos para diversas localidades do país e do mundo.
O pentecostalismo chegou ao Brasil trazido por operários imigrantes. Primeiro em 1910, pelo italiano Louis Francescon, fundador da Congregação Cristã no Brasil, e, Logo em seguida, em 1911, pelos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, fundadores da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. Foi expressiva também a contribuição da missionária Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular, iniciada no Brasil em 1951 pelo pastor Harold Edwin Willians. Todos eles, sem distinção, foram influenciados pelo avivamento da rua Azuza.
Enquanto isso, Seymour Continuou seu pastorado na rua Azuza até sua morte, em 28 de setembro de 1922. O edifício da igreja onde tudo começou foi destruído poucos anos mais tarde.Todavia, quando isso ocorreu, a chama pentecostal já havia atravessado fronteiras.
Hoje, há mais pentecostais no mundo do que luteranos, anglicanos. batistas tradicionais e presbiterianos somados. A maior igreja pentecostal do mundo possui cerca de 700.000 membros e está na Coréia do Sul.


REAVIVAMENTO!!

TRANSFORMAÇÕES
Depois de meu encontro com o Senhor Jesus,
este documentário foi divisor de águas em minha vida
DOCUMENTÁRIO DO CENTENÁRIO DA RUA AZUZA
O maior reavivamento depois de Pentecoste