sábado, 7 de dezembro de 2013

Você conhece MARIA WOODWORTH ETTER ” A Demostradora Do Espírito ”


Maria (cuja pronúncia é ( ” Ma-rai-a “) nasceu em 1844 em uma fazenda de Lisbon, Ohio. Ela nasceu de novo no início do Terceiro Grande Avivamento aos treze anos de idade. O pastor que a levou ao Senhor profetizou que sua vida “seria uma luz brilhante”. Ele não poderia imaginar que a menina pela qual orou se tornaria a avó do Movimento Pentecostal que se espalharia por todo o mundo.
Maria logo sentiu o chamado de Deus e dedicou sua vida ao Senhor. Contudo algo bloqueou este chamado - ela era uma mulher - e naquele tempo, as mulheres não tinham permissão para pregar. Em meados do século dezenove, as mulheres sequer tinham o direito de votar nas eleições nacionais, de forma que ser uma pregadora era algo altamente censurável. E ser uma mulher “solteira” no ministério estava fora de questão. Assim, Maria refletiu a respeito do que o Senhor havia dito a ela e decidiu que deveria se casar com um missionário a fim de cumprir o seu chamado.
Durante a Guerra Civil, Maria conheceu P.H.Woodworth, que havia retornado do conflito por conta de ter sido dispensado após um ferimento na cabeça. Ela viveu um breve e intenso namoro com o ex-soldado e logo estariam casados.
Com o passar dos anos, Maria tornou-se mãe de seis filhos. Assim, ela tentou levar uma vida familiar normal enquanto o Senhor continuava a chamá-la. Maria, absorvida totalmente com o papel de esposa e mãe, não pôde responder a este chamado. Casou-se com um homem alheio ao ministério, tinha seis crianças para criar, e com isso mostrava-se enfraquecida. Então, uma grande tragédia acometeria o seu lar. Os Woodworth perderam cinco de seus filhos para a doença. Maria conseguiu se reerguer deste triste acontecimento, contudo, seu marido jamais se recuperaria da perda. Ela fez o que pôde para ajudá-lo enquanto criava a filha remanescente. Apesar de toda esta situação, nunca demonstrou amargura contra o Senhor, nem endureceu o coração por causa da perda.
Maria, todavia, precisava de respostas para a dor que oprimia seu coração por causa da calamidade que se abateu sobre sua familia.. Recusando-se a desistir, ela começou a buscar a Palavra de Deus. E, à medida que lia, percebia como as mulheres foram repetidamente usadas em toda a Bíblia. Leu a profecia de Joel que previa o derramamento do Espírito de Deus sobre homens e mulheres. Porém, Maria olhava para o céu e dizia: “Senhor, não posso pregar. Eu não sei o que dizer e não tenho nenhum preparo”. Não obstante, ela continuou a ler e a encontrar a verdade na Palavra de Deus enquanto lutava contra o seu chamado.
Então, Maria teve uma grande visão. Anjos vieram ao seu quarto e a levaram para o oeste, sobre planícies, lagos, florestas e rios, onde ela viu um vasto campo de trigo. À medida que a visão se descortinava, ela começava a pregar e via grãos que caíam em feixes. Então, enquanto pregava, Jesus lhe dizia: “assim como os grãos caíram, pessoas caírão durante a tua pregação. Finalmente, Maria percebeu que jamais seria feliz se não atendesse ao chamado. Em resposta a esta grande visão de Deus, ela se submeteu e com um “sim” ao Seu chamado, pediu a ele que fosse ungida com um grande poder.
Maria lançou seu ministério primeiramente em sua própria comunidade. Ela não tinha idéia do que falaria, mas Deus lhe assegurou que Ele colocaria as palavras em sua boca. E Deus cumpriu Sua Palavra. Assim que Maria enfrentou sua primeira platéia, composta em sua maior parte de parentes, abriu a boca e a platéia começou a chorar e a cair no chão. Alguns se levantavam e corriam chorando. Depois deste evento, Maria foi muito procurada em sua comunidade. Muitas igrejas lhe convidaram para reavivar suas congregações. Expandiu rapidamente, seu ministério para o Oeste e tomou parte em nove avivamentos; pregou duzentos sermões e inaugurou duas igrejas com mais de cem pessoas assistindo à escola dominical. Deus honrou Maria e recuperou seus anos perdidos em pouco tempo.
Em certa ocasião foi realizada uma reunião em uma cidade chamada Devils Den (Caverna de Demônios). Nenhum ministro obtivera  sucesso ali, de forma que as pessoas vieram zombar dela. Compareceram com a expectativa de ver a mulher evangelista fugindo da cidade, despedaçada e derrotada. Mas eles teriam a maior surpresa de suas vidas! A irmã Etter podia até ser uma mulher, mas não era do tipo que se dobra facilmente. Ela conhecia a tática para batalhas espirituais e a oração fervorosa que abria o céu.
Ela pregou e cantou por tres dias. Ninguém se moveu. Finalmente, no quarto dia, ela exerceu sua autoridade espiritual através da intercessão e colocou abaixo o principado demoníaco que governava Devils Den. Ela orou para que Deus mostrasse o Seu poder e quebrasse a rigidez formal do povo. Naquela noite, durante o culto,  pessoas choraram e se entregaram a Deus. Foi a maior manifestação da presença de Deus que a cidade já havia testemunhado.
A irmã Etter foi uma pioneira nas manifestações pentecostais tão comuns nos movimentos atuais. Somente após sua pregação ao oeste de Ohio, em uma igreja que havia perdido o poder de Deus, é que a visão que tivera do feixe de trigo se tornou clara. Foi nesta igreja, onde as pessoas caíram em transe. Esta foi a manifestação espiritual que marcou grandemente seu ministério, mas que lhe trouxe uma perseguição ferrenha.
Até àquele momento, este tipo de manifestação não era conhecido da forma como acontece hoje em dia. A esse respeito, ela escreveu:
“Quinze pessoas vieram ao altar gritando, pedindo perdão. Homens e mulheres caíam e ficavam como mortos. Jamais vira algo parecido com aquilo. Percebi que era a mão de Deus, mas não sabia explicar, nem o que dizer.”
Após algum tempo deitadas no chão, essas pessoas se punham de pé em um salto, com os rostos brilhantes, dando glórias a Deus. A irmã Etter disse que jamais vira conversões tão deslumbrantes. Os ministros e anciãos choravam e glorificavam a Deus por Seu “poder pentecostal”. E a partir desta reunião, o ministério da irmã Etter seria marcado por este tipo de manifestação, em que centenas se entregavam a Cristo após sua pregação.
Os transes se tornaram o assunto do momento. Centenas afluíam para provar deste derramamento do espírito, enquanto outros vinham observar ou ridicularizar. Em determinado encontro, quinze médicos vieram de diferentes cidades a fim de investigar os transes. Um desses médicos era um líder, expert em sua área. A esse respeito, a irmã Etter assim escreveu: “Ele não quis admitir que o poder viesse de Deus. Ele veio investigar, mas foi convidado a outra parte da casa. Concordou, na esperança de encontrar algo novo. Para sua surpresa, encontrou seu filho no altar pedindo que orasse por ele. Ele não podia orar. Deus mostrou o que ele era, e o que estava fazendo. Então começou a orar em favor de si mesmo. Enquanto orava, caiu em transe, e viu os horrores do inferno. Estava caindo e, após uma terrível luta, Deus o salvava. A partir dali, começou a trabalhar para ganhar almas para Cristo.” 
A irmã Etter também narrou a respeito de um grupo de jovens mulheres que veio assistir à reunião com o intuito de se divertir imitando o transe. Contudo, elas foram imediatamente impedidas pelo poder de Deus, e sua zombaria se transformou em altos gritos pela misericórdia divina.
O estilo da irmã Etter era, por assim dizer, “diferente” do empregado pelos ministros do seu tempo. Ela nunca proibia a platéia de participar. De modo diferente ao da ordem estóica da igreja de fins dos anos 1800, Maria acreditava no grito, na dança, no canto e na pregação. Ela entendia que as demonstrações emocionais eram importantes, se houvesse ordem, e acreditava que a falta de manifestação física era sinal de apostasia.  Nossas igrejas precisam receber o mover renovador de Deus. E, queiram ou não,” o mover de Deus afeta as emoções.”
Então, abra sua igreja para o mover de Deus, aprenda com aqueles que vieram antes de você. Onde está o Espírito de Deus, aí há liberdade e também ordem. . As pessoas estão famintas por Deus e por liberdade. Alguns irão viajar por continentes a fim de ouvir alguém que verdadeiramente conheça a Deus e as manifestações de Seu Espírito.

Quando a irmã Etter chegou aos quarenta anos de idade, já havia se tornado um fenômeno nacional. Algumas denominações reconheceram sua habilidades para reavivar igrejas mortas, atrair os não-convertidos e criar um novo e profundo caminhar com Deus. Médicos, advogados, bêbados e adúlteros - pessoas de todos os tipos - eram gloriosamente salvos e cheios do Espírito Santo em suas reuniões. Por causa de uma dessas reuniões em 1885, a polícia afirmou que jamais havia presenciado tal mudança em uma cidade. A cidade estava tão pacífica que eles não tinham trabalho algum a fazer.
Por fim, o Senhor levou Maria a orar pelos doentes. Ela se mostrou relutante, de início, sentindo que isto a distanciaria de seu chamado evangelístico. Mas Deus continuou a mostrar claramente a Sua vontade e ela finalmente cedeu. Estudou a Palavra e começou a pregar que a vontade de Deus é curar os enfermos. Logo, seria possível ver evangelismo e cura caminhando lado a lado, à medida que milhares recebiam a Cristo como resultado dos testemunhos de cura.
Maria foi a única líder evangelista do Movimento da Santidade que abraçou a experiência pentecostal do falar em línguas. Hoje nós a chamaríamos pregadora da “Santidade Pentecostal”. Ela abraçou a doutrina da Santidade, tanto quanto a doutrina pentecostal do falar em línguas. Muitos ministros não entenderam as manifestações do Espírito Santo, nem entenderam a doutrina de Etter a esse respeito. Maria se defendia muito raramente em público, e quando o fazia, tornava-se muito evidente. Ela dizia ao povo que não havia sido chamada para se defender, e sim para levar pessoas a Jesus Cristo.
Não há nenhum livro capaz de descrever todos os atos do ministério de Maria Woodworth-Etter. Ela foi uma fonte de força espiritual, humilde, “muito parecida com uma avó comum, mas que exercia uma fantástica autoridade sobre o pecado, doença e demônios”. A irmã Etter não pôde aceitar todos os convites recebidos para ministrar, mas os que aceitou, criaram uma comoção nacional jamais silenciada.
Foi planejada certa reunião pelo jovem pastor F. F. Bosworth em Dallas, Texas. Como consequência, Dallas se tornou o centro do avivamento pentecostal.
Milhares foram à Dallas, alguns depois de percorrerem mais de três mil quilômetros, trazendo enfermos e atormentados para serem curados. Um homem tinha três costelas fraturadas por causa de uma queda. Mal conseguia ficar de pé, tal a dor que sentia. A irmã Etter impôs as mãos sobre ele e fez a oração da fé, instantaneamente os ossos que haviam afundado voltaram para o lugar. Outro homem foi trazido em uma maca, sofrendo de tuberculose.   Sua situação era desesperadora, tinha também uma fístula (ferida aberta que deixou um buraco em seu corpo). Porém, quando Maria orou, o poder de Deus golpeou o homem. Ele pulou da maca e correu de um lado a outro em frente à platéia. Ele retornou para casa sentado como os demais, recuperando mais de um quilo e meio por dia a partir de então.
O câncer havia destruído um lado do rosto e pescoço de certo homem. Sentia tanta dor que teve de ser levado logo no primeiro encontro. Quando a irmã Etter impôs as mãos sobre ele e orou, o poder de Deus o atingiu. A dor, o enrijecimento e a queimação imediatamente cessaram. De repente, foi capaz de virar seu pescoço de um lado a outro. Ele subiu ao púlpito e pregou para as pessoas. Certa noite, três pessoas que eram surdas e mudas, desconhecidas umas das outras, se postaram de frente ao púlpito, chorando, se abraçando e pulando, pois Deus havia aberto seus ouvidos e recuperado suas vozes.
Outra irmã sofria com dois problemas: câncer e tuberculose. Parecia um esqueleto vivo. Fora desenganada pelos melhores médicos de Dallas. Trazida em uma maca, muitos pensavam que fosse morrer antes que a irmã Etter pudesse chegar a ela. Quando recebeu a oração, foi instantaneamente curada, pulando da maca e gritando! Ela assistiu a todos os encontros posteriores, todas as noites, sentando-se com os outros. Embora ainda parecesse muito magra, todos os que a conheciam diziam que ela estava ganhando peso e progredindo a cada dia.
“Noite após noite, logo que o apelo era feito, todo o espaço disponível de 15 metros ao redor do altar era tomado por tantas pessoas doentes, atormentadas, e outras em busca de salvação e do batismo no Espírito Santo, que se tornava difícil transitar entre elas.” Em cada encontro dirigido por ela havia uma demonstração do poder do Espírito como nunca visto em nossa geração.
O verão de 1924 foi difícil para Maria. Com oitenta anos, sofrendo de gastrite e hidropisia, recebeu uma notícia que lhe quebrantou o coração. Sua única filha, Lizzie, de sessenta anos, morreu em um acidente de bonde. Agora, todos os familiares mais próximos de Maria tinham subido para estar com o Senhor.  Mesmo estando com a saúde debilitada, ela encontrou forças para subir ao púlpito e conduzir o funeral. Ao fazê-lo, exortou o povo a ter fé  em Deus e a olhar para o céu, não para a sepultura.
Durante aquele ano, havia ocasiões em que a irmã Etter estava tão fraca que não podia andar. Mas isto não a impediu de pregar. Se não podia andar, designava alguém para carregá-la até o púlpito. No minuto em que seus pés tocavam a plataforma, o Espírito de Deus fazia com que se pusesse de pé e andasse por toda ela, pregando e ministrando no poder sobrenatural de Deus. Centenas puderam testemunhar o quanto ela estava fraca antes, e quão incrivelmente forte se tornava depois. A fé da irmã Etter fazia com que ela continuasse, quando muitos já teriam desistido.
Três semanas antes de morrer, o Senhor revelou à Maria que “era questão de dias a sua partida” para receber seu galardão. Durante este período, uma senhora lhe trouxe flores; agradecendo, a irmã Etter disse: Logo estarei onde as flores são eternas. Algumas vezes ela chegou a pregar sermões àqueles que a visitavam em casa.
O fim de Maria Woodworth-Etter veio calmamente, à medida em que mergulhava em um profundo sono: “Sua visão estava boa para alguém da sua idade. Sua lucidez se manteve intacta até o fim. A todo o momento os santos vinham a ela tomar conselhos. Ela impunha as mãos sobre os doentes e orava pelos necessitados. Ela fez isso até o fim. Ministrava ao mesmo tempo em que sabia que sua força estava se esvaindo rapidamente. Ela costumava falar repetidamente durante seu ministério que preferia “gastar-se por Jesus a enferrujar-se”.
Ela não tinha formação. Não se importava com aulas de seminário e não perdeu tempo em explicar o modo como Deus agia. Ela pregou um evangelho bem simples, se ofereceu totalmente a ele e teve fé para ver sinais e maravilhas. A única paixão de Maria era ver o evangelho avivado e presenciar pessoas sendo dirigidas pelo Espírito.
Pelas minhas observações pessoais, o ministério que a irmã Etter conduziu ultrapassou o tempo e permanece vivo ainda hoje. Todos os ministérios devem ser seguidos de sinais e maravilhas, do contrário, os ministros estarão apenas brincando de ministério. Se o seu ministério estiver seguindo os preceitos de Jesus, então os sinais e maravilhas irão se manifestar.
Maria Woodworth-Etter alcançou muitos milhares de pessoas por toda a América com a mensagem de libertação de Jesus Cristo.” Glória a Deus e ao Senhor Jesus por tê-la chamado e revestido-a de poder. O mesmo amor que zelava por ela está agora à nossa disposição. Amém.”
Sinais poderosos e maravilhas estão de volta à Terra! Cultive os tesouros divinos dentro de você através das experiências e da Palavra. Traga-os para a superfície por meio da oração e obediência. Acredite que, através de você, Deus pode operar sinais e prodígios. Disponha-se a ser um instrumento neste momento e se apresse a receber a plenitude de Deus em você. Não permita que os reveses da vida lhe frustrem ou impeçam. Clame pelo poder do Espírito e complete sua carreira em total vitória.
Adote as palavras da irmã Etter:
“É preferível se desgastar por Jesus Cristo a ficar enferrujado.”
Não pare até que você tenha terminado. O mundo está procurando a resposta que está dentro de você.
Fonte: “OS GENERAIS DE DEUS” - Roberts Liardon

Conheça o lendário evangelista ORAL ROBERTS


Granville Oral Roberts, o mais destacado evangelista do ministério de cura, nasceu no condado de Pontoc, Oklahoma. Roberts cresceu em miserável pobreza, filho de um pregador holiness pentecostal. Aos 17 anos de idade, foi diagnosticado com tuberculose e ficou de cama por mais de cinco meses. Em Julho de 1935, no ministério do evangelista George W. Moncey, foi curado de tuberculose e gagueira. Nos dois anos que se seguiram, ele começou a aprender os segredos da liderança no ministério evangelístico d seu pai. Consagrado pela Igreja Holiness Pentecostal em 1936, logo se destacou no ministério da denominação. Entre e 1941 e 1947, serviu em quatro pastorados.
         Em 1947, Roberts iniciou um ministério de cura com sua primeira campanha local em Enid. No mesmo ano, publicou seu primeiro livro sobre o ministério de cura: Se você precisa de cura divina – faça estas coisas(Vida Nova, 1947). Ele levou a mensagem de cura para as ondas do rádio, publicou uma revista mensal,Healing Waters [Águas que curam], e estabeleceu a base de seu ministério em Tulsa, Oklahoma. N ano seguinte, cruzou os Estados Unidos com a maior tenda portátil já usada na promoção do evangelho. Sua “catedral de lona” abrigou platéias de mais de 12.500 pessoas.
         O sucesso de Roberts no ministério de cura levou-o a liderança de uma geração de dinâmicos simpatizantes do avivamento, que espalharam a mensagem de cura divina por todo o mundo depois de 1947. Suas cruzadas ecumênicas foram o instrumento de revitalização do pentecostalismo após a Segunda Guerra Mundial. Ele também foi influente na formação da ADHONEP, em 1951, e uma figura proeminente no assentamento dos alicerces do moderno movimento carismático.
         O impacto mais significativo de Roberts sobre o cristianismo norte-americano ocorreu em 1955, quando ele inaugurou um programa de televisão semanal que levava suas cruzadas de cura para os lares de milhões de pessoas que nunca haviam tido acesso à mensagem da cura divina. Por meio desse programa, a mensagem de cura foi resgatada d subcultura pentecostal do cristianismo norte-americano e apresentada ao maior número de espectadores da história. Por volta de 1980, uma pesquisa do Instituto Gallup que revelou que o nome de Roberts era conhecido por incríveis 85% do público norte-americano. O historiador Vinson Synan observa que Roberts era considerado o pentecostal mais proeminente do mundo.
         Entre 1947 e 1968, Roberts liderou mais de 3 mil cruzadas de grande porte, orando pessoalmente por milhões de pessoas. Nos meados de 1950, sua mensagem de cura era anunciada em mais de cinco estações de rádio, e por quase trinta anos seu programa dominical foi o programa religioso número um em audiência. Sua revista mensal, renomeada Abundant Life [Vida Abundante] em 1956, alcançou uma tiragem de mais de um milhão de exemplares, enquanto sua revista devocional Daily Blessing [Benção Diária] chegou a ter mais de 250 mil assinantes. A coluna mensal que Roberts escrevia era publicada em 674 jornais. Por volta de 1980, havia mais de 15 mulhões de cópias de seus 88 livros em circulação, e ele recebia mais de 5 milhões de cartas por ano de pessoas simpatizantes de seu ministério.
         Uma amostra de sua crescente aceitação pelas principais denominações é que Roberts foi convidado em 1966 para participar do Congresso Mundial de Evangelismo, realizado em Berlim por Billy Graham. Ele transferiu sua filiação religiosa para a Igreja Metodista Unida em 1968 e iniciou uma ambiciosa ofensiva televisiva em 1969 com programas de variedades no horário nobre. O sucesso de sua programação no horário nobre foi memorável, alcançando 64 milhões de telespectadores. Isso levou Edward Fiske, editor religioso doNew York Times, a declarar que Roberts possuía mais lealdade pessoal na década de 1970 que qualquer outro ministro nos Estados Unidos.
         Em 1965, Roberts inaugurou uma universidade co-educacional de artes em Tulsa. Recebendo autorização regional num tempo recorde de seis anos, a Universidade Oral Roberts atingiu a maioridade quando sete faculdades foram acrescentadas, entre 1975 e 1978: medicina, enfermagem, odontologia, direito, comércio, pedagogia e teologia. A universidade de 250 milhões de dólares, com sua arquitetura ultramoderna e suas dependências, tinha em média 5 mil alunos matriculados. A Universidade foi dedicada em 1967 por Billy Graham. Ao lado da Universidade, Roberts criou uma casa de repouso para 450 residentes.
         O ápice do ministério de Roberts veio com a inauguração, em 1981, de um complexo hospitalar que recebeu o nome de Cidade da Fé, ao custo de 250 milhões de dólares. O complexo consistia em um hospital de 30 andares, um centro médico de 60 andares e instituto de pesquisas de 20 andares. A filosofia do complexo era juntar oração com medicina, o sobrenatural com o natural, no tratamento do indivíduo. Infelizmente, a Cidade da Fé nunca atraiu o número de pessoas que Roberts esperava. Foi fechada em 1990.
         Teologicamente, Roberts é um pentecostal clássico, que acredita que o falar em línguas é normativo para todos os crentes. Sua marca registrada, entretanto, foi uma mensagem de esperança. A tese de seu ministério é que Deus é bom e por isso deve curar e fazer o seu povo prosperar.

Paul Chappel
DICTIONARY OF PENTECOSTAL AND CHARISMATIC MOVEMENTS
[DICIONÁRIO DOS MOVIMENTOS PENTECOSTAL E CARISMÁTICO]


VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NO MISSIONÁRIO MANOEL DE MELO? (1929 - 1990)


Em 1929, no lugarejo de Amoroso, município de Água Preta, aproximadamente 150 Km da capital de Pernambuco, uma numerosa família dedicava-se à agricultura, residindo em uma casa com espaçosas dependências, varandas e ao lado curral e estrebaria, defronte a um pasto verdejante. O pai era João de Mello Silva, brasileiro, descendente de brasileiros; casado com Doralina Soares da Silva, brasileira de descendência holandesa.
Em meio a esta família, a 20 de Agosto de 1929, nasceu uma criança a quem foi dado o nome de Manoel de Mello e Silva, comumente chamado pelo apelido de "Neco". Manoel de Mello teve em sua infância um desenvolvimento normal e próximo aos 4 anos de idade, "Seu João", católico nominal, pensou em batizá-lo, arrumando até o padrinho para o evento. Porém, sua mãe, cristã convicta, instruía o menino no caminho de Deus.
No dia marcado pelo seu pai para o encontro com seu "padrinho", ocorreu uma surpresa a todos que estavam na imensa sala da família Mello. Quando seu padrinho perguntou a Manoel se ele estava feliz por ser batizado, ganhar um terno novo ir a Igreja à cavalo e ver a missa e o Padre, este respondeu: "O senhor meu pai sabe que eu sou quente (crente), e se me levarem para batizar eu falo pro Padre que sou quente, quente, quente, quente!!!!!.... Junto com esta declaração enfática, do menino Manoel, vieram batidas firmes de pés no chão, e um dedo apontado para o rosto do padrinho, o que criou um clima intranqüilo para seu pai e o padrinho, mas de grande satisfação para sua mãe.
Manoel de Mello crescia e interessava-se pelas coisas de Deus. Aos 9 anos de idade foi batizado com o Espírito Santo, e já sabia de cor mais de uma centena de hinos, além de recitar vários Salmos e diversas passagens da Palavra de Deus. Depois dos 11 anos, pregava para auditórios de 100 pessoas, que eram sacudidas pelo poder de Deus que fluía de sua mensagem, o que veio a provocar certo ciúmes a pregadores mais idosos da igreja. Como pregador, suas mensagens voltavam-se de forma especial para o poder da fé e os milagres operados por Jesus e pelos Apóstolos.
Aos 14 anos de idade, Mello interessou-se em sua vida secular, pelo ofício da Construção Civil, havendo se especializado nesta área.
Aos 18 anos de idade, Manoel de Mello viajou para a cidade de São Paulo, onde de início já passou por algumas dificuldades. Porém, fez amizades lá, e vencendo as barreiras, agregou-se na Igreja Evangélica Assembléia de Deus, onde foi consagrado Diácono. De dia trabalhava como Mestre de Obras, e à noite, pregava nos templos daquela denominação.
Mas, Deus tinha planos para a vida daquele homem que ele sequer imaginava! Com o decorrer do tempo, o Diácono Manoel de Mello, foi sendo aquecido pelo Espírito Santo em sua fé. Com 22 anos, em 1951, casou-se com Ruth Lopes, e dessa união nasceram Boaz Alberto e Paulo Lutero.
Em 1952, Manoel de Mello foi surpreendido por uma enfermidade mortal (paralisia intestinal), que em menos de uma semana fez com que seus parentes e amigos o considerassem como morto. Mas ele foi ungido com óleo, conforme a ordenança bíblica de Tiago 5.14-15, e após a oração da fé, foi milagrosamente curado, tendo sua saúde restabelecida por Deus. Este acontecimento fortaleceu a sua fé, e o tornou convicto da operosidade dos dons espirituais, característica marcante que acompanhou todo o seu ministério, principalmente na área de cura divina e sinais e maravilhas.
Depois de ter sido curado da paralisia intestinal, Manoel viu-se impedido de continuar suas atividades seculares, e passou a dedicar-se exclusivamente à pregação do Evangelho e ao ministério. Muitos se levantaram tentando impedi-lo de sua iniciativa, inclusive dentro da própria denominação que pertencia. Alguns por não concordarem com sua linha doutrinária de pensamento, baseada nos dons do Espírito Santo, e nos milagres operados por Jesus e os Apóstolos, e outros por ciúmes.
Hoje, vários pastores nos contam, segundo a tradição oral, que muitas vezes na igreja, durante campanhas de missionários e pregadores famosos, muitos dos quais estrangeiros; no momento da oração, o povo muitas vezes clamava: "Nós queremos a oração do Diácono Manoel de Mello!". E, quando ele orava, os milagres aconteciam de forma extraordinária. Manoel de Mello também passou a ser perseguido por muitos de fora, incrédulos do poder de Deus e motivados pelo inimigo.
A intensa perseguição o levou a realizar períodos de intensos jejuns e orações que entravam pelas madrugadas. Estudou a vida de famosos pregadores e analisou detalhadamente os grandes movimentos de reavivamento espiritual ocorridos no mundo. Foi ordenado ministro pela Corporação Evangélica Four Square, com sede nos Estados Unidos, e em 1955 teve uma visão de Deus que o próprio Manoel de Mello narra: "Em 1.955 tive uma visão espiritual na qual o Senhor Jesus me apareceu e me deu ordens para começar, no Brasil, um movimento de Reavivamento Espiritual, Evangelização e Cura Divina, e o Senhor Jesus mesmo deu-me o nome: "O BRASIL PARA CRISTO". Obedeci à ordem. Aleluia!
Comecei o movimento. Companheiros e companheiras do mesmo ideal do Evangelho uniram-se a mim na grande jornada. "Naquela visão Jesus me revelou que todos que cooperassem comigo na Obra que iria fazer de maneira nenhuma perderiam seu galardão, então abrimos milhares de igrejas de norte a sul do Brasil..."
Sem dúvida alguma começava no Brasil o maior movimento de Evangelização e Reavivamento Espiritual de toda a América Latina, o movimento chamado de: "O BRASIL PARA CRISTO", uma das maiores expressões da Igreja Pentecostal no Brasil.
O Missionário Manoel de Mello firmou-se então como autêntico líder do Pentecostalismo no Brasil, chegando a reunir em suas campanhas até 200.000 pessoas em algumas reuniões, fato que lhe custou alto preço - Foi preso 27 vezes, acusado de curandeirismo pelas curas que aconteciam em seus cultos, por causa do seu ponto de vista não conformista e especialmente por seus pronunciamentos proféticos.
O Ministro Evangélico Manoel de Mello foi um líder popular de grande penetração entre as massas, promoveu grandes concentrações evangelísticas em todos os estados do Brasil, principalmente em São Paulo. Chegou até mesmo a lotar o Estádio do Pacaembu, numa gigantesca concentração. Em abril de 1.976, na Sexta-Feira da Paixão, reuniu cerca de 30.000 pessoas nas dependências do Grande Templo.
Porém, Manoel de Mello, não se deteve só no Brasil, mas viajou para todos os continentes realizando conferências em 133 países, em igrejas, universidades, simpósios e convenções. Pregou para reis, rainha da Inglaterra, duas vezes para o presidente dos Estados Unidos dentro de sua própria sala, primeiro ministro da Alemanha, entre outros. Foi entrevistado pela cadeia de televisão CBS americana, BBC londrina, além de vários outros veículos de comunicação internacionais, como a televisão sueca, a alemã, os jornais "New York Times" e o "Le Monde".
Aqui no Brasil, vários órgãos da imprensa deram cobertura às suas atividades evangelísticas. Por estas mesmas atividades recebeu o prêmio de religião como o pregador que mais se destacou no ano de 1.972, concedido pela Fundação Edward Browning e representado pelo troféu Browning. Em 1.978 recebeu o título de: "O Bandeirante do Brasil Presente", concedido pelo INEC (Instituto Nacional de Expansão Cultural). Em 07 de outubro de 1.981 foi entrevistado pela revista Veja, cujo assunto foi: " Pentecostais - O Milagre da Multiplicação" (Capa da Revista). Era um homem avançado para o seu tempo.
Manoel de Mello sempre foi um homem voltado para a elevação do espírito, para o bem-estar do homem e principalmente a salvação que o Senhor Jesus Cristo pode proporcionar a todos quantos se entregarem a Ele. Manoel de Mello e Silva, um nome que sempre ficará gravado nos anais da história e nos corações do povo evangélico do Brasil e até mesmo do mundo, um homem que fez muito pela causa de Cristo aqui na terra, mas, no dia 05 de maio de 1.990 o Senhor o recolheu.
Que possamos ter em nossos corações e em nossas mentes, o desejo e a determinação que este grande servo do Senhor tinha ao gritar nas praças de São Paulo e de todo Brasil "VAMOS GANHAR O BRASIL PARA CRISTO".

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM KATHRYN KUHLMAN? (1907 – 1976)


 Um homem, na Filadélfia, que havia, há oito meses, colocado um marca-passo, sentiu uma intensa dor quando Kathryn impôs suas mãos sobre ele. De volta a casa percebeu que a cicatriz da colocação do aparelho tinha sumido. Procurou o médico que o atendia e este determinou que se fizesse uma radiografia e, ao verificar o resultado desta, constatou que não havia mais nenhum aparelho, que o coração do homem funcionava normalmente e ele estava totalmente curado.

Este (acima) é um dos milhares de testemunhos de genuínos milagres ocorridos por meio do ministério de Kathryn Kuhlman. Até hoje esta poderosa ministra do Espírito serve de inspiração para pregadores e pregadoras do mundo inteiro. Eu, particularmente, sinto-me herdeiro de seu legado pentecostal de curas e sinais, quando à partir de 2003 tive contato com algumas de suas literaturas, biografias e sermões. Gostaria que você soubesse mais sobre a mais importante evangelista (mulher) da história da Igreja...

...ELA ACREDITAVA EM MILAGRES PORQUE ACREDITAVA EM DEUS

Kathryn Kuhlman nasceu em uma fazenda da família, nas cercanias da cidade de Concórdia, estado do Missouri, nos Estados Unidos, aos nove de maio de 1907, filha de Emma Walkenhorst e de Joseph Kuhlman. Quando ela completou dois anos de idade, seu pai construiu uma grande casa na cidade e para lá se mudou com a família, vendendo a propriedade rural. Nesta época ela era descrita como uma menina ruiva de rosto grande e cheia de sardas... Na verdade, típica americanazinha de sua época. Mas já se destacava pela sua independência, autoconfiança e um enorme desejo de fazer as coisas à sua maneira.


Kathryn tinha quatorze anos quando viveu pela primeira vez a experiência do que se pode chamar de um novo nascimento. Ao longo de sua vida ela, por várias vezes, contou a história de como havia recebido e respondido a um chamado do Espírito Santo. Sua formação religiosa era a tradicional da época, muito mais espiritual e as igrejas às quais frequentara nunca faziam apelos para que as pessoas recebessem a salvação. A propósito desse dia muito especial, ela escreveu: eu estava sentada ao lado de minha mãe e os ponteiros do relógio indicavam que faltavam cinco minutos para o meio dia. Não me lembro o nome do pastor e nem de uma única palavra do sermão que dizia... Entretanto, alguma coisa aconteceu comigo naquele dia... E aquilo foi a coisa mais real que já me aconteceu em toda a minha vida. Eu senti que meu corpo começou a tremer de tal maneira que já não conseguia segurar o hinário e, por isso, eu o coloquei sobre o banco e chorei. Estava sentindo o peso de meus pecados e compreendi que era uma pecadora. Sentia-me como a menor e mais insignificante criatura em todo o mundo, embora fosse, apenas, uma garota de quatorze anos de idade. Saí de meu lugar e fui sentar em uma fileira de bancos à frente onde chorei muito...de repente, após o choro convulsivo, senti-me a pessoa mais feliz do mundo e que um pesado fardo deixava de pesar sobre os meus ombros. Experimentei algo que nunca mais me deixou, era uma pessoa nascida de novo e o Espírito Santo fez por mim exatamente o que Jesus disse que ele faria...



Naquele dia, ao voltar do culto, Kathryn encontrou-se com seu pai (ela era muito mais chegada ao pai que à mãe) e sorrindo lhe disse: Papai, Jesus entrou em meu coração... E o pai, sem que demonstrasse nenhuma emoção, respondeu-lhe simplesmente: Estou feliz por você. Ela resolveu frequentar, com o pai, a Igreja Batista, deixando de lado a Metodista, que era frequentada por sua mãe, embora nunca tenha tido a certeza de que o pai entendera o que tinha dito nem que tivera a experiência de um novo nascimento. Joseph Kuhlman na verdade, tinha grande aversão a pastores e nunca fizera questão de disfarçar sua antipatia. Só ia à igreja em dias de festas ou, algum tempo depois, aos cultos onde sua filha faria alguma apresentação especial. Era, apenas, um homem de negócios, não muito chegado à religião. Para Kathryn, entretanto, frequentar a igreja era tão importante quanto ir ao trabalho. Ela se movimentava com facilidade entre as várias denominações, tradicionais, pentecostais e até católica, razão pela qual seu ministério se tornou bastante ecumênico. Ela, entretanto, não se fixou em nenhuma dessas denominações e só deu créditos, em seu ministério, a Deus, nosso Pai. A ninguém mais.



Embora jovem, Kathryn aprendeu duas lições importantes: ter paciência na adversidade e não se entregar à autocomiseração. Bem mais tarde, muitas de suas mensagens foram baseadas em suas experiências pessoais de crescimento espiritual exatamente nessas áreas. Para ela, a autopiedade e o egoísmo tinham a mesma raiz. Assim, desde a adolescência, ela determinou em seu coração que nenhum desses sentimentos menores teria lugar em sua vida, independente do que lhe acontecesse. A propósito, ela escreveu: Tenha cuidado com a pessoa que não sabe dizer “eu sinto muito”, quer seja ela um membro de sua família, um colega de trabalho ou mesmo um funcionário seu. Você vai acabar percebendo que essa pessoa é muito egoísta. Essa é a razão porque você já me ouviu dizer dez mil vezes que a única pessoa que Jesus não pode ajudar, a única pessoa para quem não existe perdão de pecados é aquela que não diz: “Sinto muito pelos pecados que cometi...” Uma pessoa tão egoísta assim geralmente atrai  doenças para si própria como se fosse um imã.


Ainda muito cedo em sua vida, Kathryn aprendeu queoegocentrismo, bem como todos os outros pecados a ele ligados, como a autopiedade, a auto-indulgência e, até mesmo, ter ódio de si mesmo levam a pessoa a fazer um juízo condenatório de si mesma. E isso impede a obra do Espírito Santo na vida dela. Ela sempre disse que qualquer pessoa poderia experimentar a atuação do Espírito Santo em sua vida, se essa pessoa estivesse disposta a pagar o preço. E, pagar o preço não é uma experiência única; começa com um compromisso, uma determinação de seguir a Cristo cada dia de nossa vida. Houve muitas vezes em que ela poderia ter escolhido não se submeter à disciplina do Espírito Santo. Contudo, felizmente para o corpo de Cristo dos dias de hoje, Kathryn Kuhlman fez a escolha certa e é um exemplo para todos nós.
O que será que mantém uma pessoa fiel ao seu chamado... A resposta que Kathryn dava, a essa questão, era, lealdade. Para ela a palavra lealdade tem bem pouco valor nos dias de hoje, pois ela quase não tem sido praticada. Trata-se de algo que não compreendemos. É como o amor – você só pode entender o amor quando o vê em ação. O amor é algo que você faz e o mesmo se dá em relação à lealdade. Significa fidelidade, significa sujeição, significa devoção. Em outras palavras, a verdadeira lealdade daqueles que são chamados para o ministério é expressa pela decisão deles de nunca se desviarem do chamado de Deus... Não acrescente nada a isso e nem tire nada disso – apenas obedeça. De acordo com Kathryn, quando as pessoas começam a se dedicar aos seus próprios interesses, a lealdade delas para com o Senhor volta para elas mesmas.
Ela dizia: Meu coração é firme, serei leal ao Senhor a qualquer custo, a qualquer preço. Lealdade é muito mais do que um interesse casual por alguém ou por alguma coisa. É um compromisso pessoal. Em última análise, significa dizer: aqui estou, pode contar comigo. Eu não o decepcionarei.

Esta era a resposta que ela sempre dava em relação à pergunta: o que será que mantém uma pessoa fiel a seu chamado.



Em dezembro de 1934, Kathryn viveu o primeiro e maior trauma em toda a sua vida. Seu pai sofreu um sério acidente. Ela se encontrava em Denver, no Colorado, e, mesmo em meio a uma forte nevasca pegou o carro e começou a difícil viagem até o Missouri. Dia 30 de dezembro, em meio à viagem, ela conseguiu ligar para a casa de seus pais para saber notícias e dizer que estava quase chegando. A notícia que ela recebeu, entretanto, foi a pior que poderia ter recebido. Seu amado pai tinha acabado de falecer, bem cedo, naquela manhã. Assim, com os olhos em lágrimas, ela seguiu dirigindo pelas estradas cobertas de gelo e chegou à casa. Seu pai já estava sendo velado. Ao ver o caixão, uma grande tristeza e um sentimento de ódio começou a crescer dentro dela, contra o rapaz que, sem nenhuma culpa, tinha atropelado seu pai, causando-lhe a morte. A este respeito, ela escreveu:


Eu sempre fui uma pessoa muito feliz e papai havia contribuído em muito para que eu fosse assim. Mas, agora, ele não estava mais comigo e em seu lugar ficaram estes estranhos sentimentos de medo e ódio... Sentimentos até então desconhecidos para mim. Meu pai era o pai mais perfeito que qualquer garota poderia ter. Para mim ele era alguém incapaz de errar. Ele era o meu ideal. Sentada ali, no banco de frente daquela pequena igreja Batista eu me recusava a aceitar a morte de papai. Um a um os membros da família se levantaram e se dirigiram para o local onde estava o caixão, para prestar a última homenagem. Eu fiquei sentada até que o encarregado do enterro se aproximou de mim e me disse – Você não gostaria de ver o seu pai mais uma vez antes que eu feche o caixão? De repente estava eu em pé, na frente da igreja, olhando firme para os ombros de meu pai... Meus olhos não se fixaram em seu rosto, mas em seus ombros... Aqueles ombros onde eu, muitas vezes, estivera debruçada. Inclinei-me sobre o caixão e coloquei minha mão suavemente sobre seus ombros.Tudo o que meus dedos acariciaram foram um monte de roupas... Tudo ali, dentro daquele caixão, era simplesmente descartável. Muito amado um dia, mas colocado de lado, agora, meu querido pai não estava mais ali. Aquela foi a primeira vez que o poder de Cristo ressurreto veio verdadeiramente sobre mim. De repente eu não tinha mais medo da morte e assim que o meu medo desapareceu, também o meu ódio se foi. Agora eu sabia que papai não havia morrido... Ele estava ali, vivo.


Kathryn retornou a Denver com um novo entendimento e uma nova compaixão. E, logo que ela voltou, seus amigos encontraram um prédio, reformaram e, em maio de 1935 o Tabernáculo do Reavivamento de Denver abriu suas portas, com uma enorme placa, com os dizeres: A oração muda as coisas. O auditório  comportava duas mil pessoas sentadas e o nome do tabernáculo podia ser visto a enorme distância. Nos quatro anos seguintes, milhares de pessoas da região frequentaram as reuniões comandadas por Kathryn Kuhlman naquele local. Os cultos eram realizados todas as noites da semana, com exceção de segunda-feira. Aquele centro de avivamento logo se transformou em uma igreja organizada, contudo não era filiado a nenhuma denominação. Algum tempo depois começaram com escola dominical e colocaram ônibus para trazer as pessoas às reuniões. O grupo realizava, ainda, trabalhos em prisões e em casas de idosos. Pouco depois, Kathryn começou a apresentar um programa de rádio chamado “Sorria, Sempre!”



A vida de Kathryn Kuhlman passou por conhecidas turbulências. Algumas pessoas têm o hábito de destacar esses momentos difíceis que viveu, em lugar de analisar e destacar o todo de sua obra, coisa, aliás, que ainda acontece com alguma frequência. Ela se apaixonou por um homem casado, oito anos mais velho do que ela, um evangelista chamado Borroughs Waltrip. Este acabou se divorciando da esposa e a deixou, com dois filhos menores, mudando-se para a cidade de Mason City, Iowa e lá fundou a sua igreja e passou a transmitir um programa radiofônico, direto da própria igreja. Kathryn veio para a cidade para ajudá-lo a levantar fundos para o seu ministério. Ela chamava a Waltrip de Mister e não demorou para que o envolvimento romântico dos dois viesse a público. Amigos da cidade de Denver a aconselharam a não se casar com aquele homem, mas ela  seguiu em frente. Em outubro de 1938 anunciou para a sua congregação em Denver que decidira unir seu ministério ao de Mister, em Mason City... E dois dias depois, ela casou-se com Waltrip em uma cerimônia considerada secreta. Kathryn acreditou na história muito bem contada por Mister, que dizia ter sido abandonado pela esposa. A maioria das pessoas, porém, tinha certeza de que o que aconteceu foi um terrível golpe do baú. Mister, falido e com muitas dívidas, amava mesmo era a extrema habilidade que tinha Kathryn de atrair pessoas,e levantar recursos financeiros.



Por causa dessa intempestiva união, a obra que Kathryn havia construído com tanto empenho durante os últimos cinco anos rapidamente se desintegrou e o rebanho se dispersou. Kathryn perdeu sua igreja, seus amigos mais chegados e o seu ministério. Até mesmo seu relacionamento com Deus foi prejudicado, pois ela colocou Mister Waltrip e seus desejos acima de sua paixão pelo Senhor. Kathryn Kuhlman, mostrou-se, na verdade, como uma mulher, um ser humano sujeito às mesmas tentações de qualquer mortal. Enfrentou olhares atravessados, preconceitos, rejeição e precisou de uma enorme fé e de uma determinação obstinada para consertar seu erro e restaurar seu ministério. As falhas que cometeu serviram para alertá-la para uma enorme revelação, que passou a ser percebida em sermões, a respeito de tentação, perdão e vitória. Isto, todavia, não se deu de um momento para outro. Afinal, foram seis anos de casamento com Mister, além de outros dois – um total de oito anos – para voltar a seu ministério em tempo integral e superar a crise interior que nela se instalara. Em uma das raras oportunidades em que falou a respeito daqueles anos, ela disse: Eu tive de fazer uma escolha; serviria ao homem que eu amava ou a Deus? Eu sabia que não poderia servir a Deus e continuar vivendo com Mister. Ninguém jamais conhecerá a dor de sentir-se morrendo como eu a conheço, pois o meu amor por ele era maior do que o meu amor pela própria vida. E, por algum tempo, creio que cheguei a amá-lo mais do que a Deus. Entretanto, finalmente,  eu disse a ele que precisava deixá-lo, pois o Senhor nunca havia me liberado do meu chamado inicial. Não era só a questão de viver com ele, mas a de ter que viver com a minha consciência e o peso que o Espírito Santo colocava em mim era quase insuportável. Eu já estava cansada de ficar justificando a mim mesma.

Desde o momento em que em que Kathryn Kuhlman tomou a decisão de se separar daquele homem, deixar a triste situação para trás e retomar o seu ministério, ela não vacilou um só instante, nunca mais tornou a ver Mister  e nunca mais  se desviou do caminho que o Senhor havia preparado para ela. Kathryn teve a sua vida com Deus totalmente restaurada e as bênçãos de Deus voltaram à sua vida.


Em 1946 Kathryn foi convidada para ministrar uma série de reuniões no Tabernáculo do Evangelho, na cidade de Franklin, Pensilvânia. O local já era bastante conhecido e tinha capacidade para 1500 pessoas sentadas. Nas reuniões em que ela se apresentava, a presença do Espírito Santo era tão intensa que ela praticamente nem se lembrava dos últimos anos conturbados de sua vida. Naquela oportunidade, fim da segunda guerra mundial, um grande avivamento  de cura divina estava no auge e curas maravilhosas aconteciam através do ministério de homens como Oral Roberts, William Branham e Jack Coe. Nessa época Kathryn  orava para as pessoas receberem a salvação, mas já começava também a orar pelos enfermos e impor suas mãos para que fossem curados. Ela não se sentia muito à vontade com o termo curadores pela fé mas, mesmo assim, frequentava essas reuniões de cura na esperança de aprender mais a respeito desse fenômeno de Deus. Ela não tinha a menor idéia de que um ministério de cura iria conferir a ela fama internacional.



A partir do momento em que Kathryn viu na palavra de Deus que a cura divina estava à disposição do crente exatamente como a salvação, ela começou a entender o relacionamento do cristão com o Espírito Santo. Assim, em 1947 ela começou a ensinar sobre o Espírito de Deus. Algumas coisas que ela disse durante a primeira noite de ensino foram revelações até mesmo para ela. A segunda noite de reuniões foi uma ocasião muito significativa, quando uma pessoa  ali presente deu o testemunho de que tinha sido curada em uma de suas reuniões... Uma mulher se levantou e contou que, enquanto Kathryn pregava na noite anterior, ela havia sido curada, sem que ninguém lhe impusesse as mãos e sem que Kathryn ao menos soubesse o que estava acontecendo. A mulher afirmou ter sido curada de um tumor e disse ainda que, antes de ir à reunião testemunhar, passou pelo seu médico para que ele confirmasse a sua cura.  No domingo seguinte, após esse testemunho, um segundo milagre aconteceu. Um veterano da Primeira Guerra Mundial que, em virtude de um acidente industrial havia perdido a visão de um olho, atingido por um estilhaço de ferro quente e cujo segundo olho havia sido declarado legalmente cego, recuperou 85% da capacidade de visão do olho danificado e toda a visão do segundo olho.



Uma vez que curas e milagres começaram a aparecer, as multidões aumentavam no Tabernáculo, pois Deus começava a prosperar grandemente o ministério de Kathryn... Como o sucesso sempre atrai inveja, adversários se levantaram no sentido de enfraquecer a obra e o fluir do Espírito Santo no ministério dela. Um desses, M.J. Maloney, do Conselho Curador do Tabernáculo insistia que deveria receber uma porcentagem de toda a renda auferida, com o que não concordava Kathryn. O Tabernáculo foi lacrado e os amigos de Kathryn se reuniram, compraram  uma velha pista de patinação e lá fundaram o Templo da Fé, com o dobro da capacidade do Tabernáculo. Grandes reuniões de cura divina continuaram sendo realizadas naquele ringue de patinação reformado e outros locais acabaram sendo inaugurados nas cidades vizinhas. Finalmente, o Espírito Santo havia encontrado um ministério que não iria tentar receber créditos nem comissão pelos Seus feitos e nem a glória pelos resultados maravilhosos de Sua operação. As curas aconteciam e se sucediam em qualquer lugar do auditório enquanto as pessoas estavam em seus assentos, olhando para o alto e focando sua atenção em Jesus.



Em 1950 um ministério mundial começou a se desenvolver, porém, alguns anos mais tarde, Kathryn, que havia se mudado para Pittsburgh onde viveu até a sua morte, afirmou que Deus não a havia chamado para construir igrejas e que seu ministério não poderia ficar confinado a algum prédio. Para ela, alguns, até, poderiam ser chamados para construir prédios, mas ela, com certeza, não era um deles. A Fundação Kathryn Kuhlman sustentava pastores nacionais em mais de vinte igrejas localizadas em campos missionários no exterior. Muitos a chamavam de pastora, por causa do amor e do respeito que tinham por ela, mas Kathryn nunca foi ordenada ao ministério e nunca se fixou em uma determinada igreja ou congregação. Ela caminhou sempre na simplicidade de ser apenas uma serva do Senhor. Um exemplo que ela buscou seguir foi o de Aimeé Semple Mc Pherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular. Quando esta fundou o templo Angelus, no período de sua maior popularidade, Kathryn estava lá. Embora nunca tenha conhecido pessoalmente Aimeé, os efeitos de seu ministério marcaram Kathryn, embora houvesse diferença entre as duas. Aimeé ensinava que as pessoas deveriam buscar o batismo no Espírito Santo. Kathryn entendia que buscar esse batismo era uma prática que provocava divisão. Ela era Pentecostal, mas não fazia disso um ponto de debates. 

As ondas curtas do rádio, antigamente, eram um meio potente de se comunicar com o mundo. E as mensagens de Kathryn foram ouvidas nos Estados Unidos e em muitos lugares além-mar através dessas ondas. A América mal podia esperar que seu programa começasse. Os programas não tinham tom religioso ou enfadonho. Suas palavras eram sempre de encorajamento aos ouvintes que se encontravam necessitados, doentes ou preocupados. Com frequência ela soltava uma risadinha, fazendo com que o ouvinte sentisse como se tivesse acabado de ter uma conversa pessoal com ela. No programa, se tivesse vontade de cantar, cantava; se tivesse vontade de chorar, chorava. Nunca seguia um roteiro pré-determinado. Mesmo após sua morte, seus ouvintes pediram e a Fundação Kathryn Kuhlman atendeu e seus programas gravados, por mais seis anos seguidos, foram retransmitidos por diversas emissoras de rádio. O mesmo ocorreu com seus programas de televisão que ficaram no ar oito anos após a sua morte, transmitidos semanalmente em rede nacional de televisão, nos estados Unidos.

Kathryn nunca pregava contra fumar ou beber bebidas alcoólicas. É óbvio que não defendia esses vícios, mas também se recusava a fazer distinção entre as pessoas. Além do mais, ela não gostava da maneira que alguns evangelistas ministravam sobre cura divina. Ela achava que o que faziam era errado e não suportava esse tipo de ministério. Jamais dizia que a doença era coisa do diabo e até evitava o assunto; preferia chamar a atenção do povo para o fato de que Deus era tremendo. Ela acreditava que se conseguisse voltar os olhos das pessoas em direção ao Senhor, todas as outras coisas se ajeitariam. No começo de seu ministério, Kathryn incentivava as pessoas a deixarem as suas denominações mas, com o passar do tempo ela mudou o seu modo de pensar e passou a orientar as pessoas no sentido de que retornassem às suas igrejas, para que pudessem se transformar em uma luz brilhante e uma força restauradora no meio delas. Os que a conheceram bem sempre afirmavam que a vida de Kathryn Kuhlman era de uma constante oração e busca do Senhor; diziam que, ainda que estivesse em viagem ela buscava um jeito de orar onde quer que estivesse.

É difícil, pela enorme quantidade, determinar quais os milagres realizados por Deus, através de Kathryn Kuhlman, foram mais marcantes. Para ela, os mais maravilhosos envolviam os que levavam a pessoa a experimentar um novo nascimento. Certa ocasião um garoto de cinco anos de idade, paralítico desde o nascimento, andou em direção à plataforma onde Kathryn se encontrava, sem a ajuda de ninguém. Em outra oportunidade, uma senhora, também confinada a uma cadeira de rodas havia doze anos, deixou essa cadeira e caminhou em direção à evangelista, sem ajuda e para espanto de seu marido. Um homem, na Filadélfia, que havia, há oito meses, colocado um marca-passo, sentiu uma intensa dor quando Kathryn impôs suas mãos sobre ele. De volta a casa percebeu que a cicatriz da colocação do aparelho tinha sumido. Procurou o médico que o atendia e este determinou que se fizesse uma radiografia e, ao verificar o resultado desta, constatou que não havia mais nenhum aparelho e que o coração do homem funcionava normalmente e ele estava totalmente curado. Em seus cultos era normal tumores e cânceres desaparecerem, cegos verem e surdos ouvirem, dores de cabeça, enxaquecas sumirem. É praticamente impossível enumerar os milagres que o ministério de Kathryn Kuhlman produziu através da fé e da Graça de Deus. Ela chorava de alegria quando via milhares de pessoas sendo curadas através do poder de Deus. Mas, nem todos eram curados e ela chorava, também, ao perceber que essas pessoas voltavam para casa sem a cura esperada. Ela nunca procurou explicar porque alguns eram curados e outros não. Ela cria, firmemente, que a responsabilidade era de Deus e que o papel dela era, apenas, obedecer. Mas, de qualquer forma, dizia que uma das primeiras perguntas que faria ao Pai, em sua chegada ao céu seria, por que uma são curadas e outras não?



Em agosto de 1952, Kathryn deveria pregar em uma tenda, a pedido de Rex Humbard, na cidade de Akron, Ohio. O culto começaria às onze horas da manhã mas, nas primeiras horas da madrugada, Humbard foi acordado por um policial que lhe comunicou que aproximadamente dezoito mil pessoas já se aglomeravam do lado de fora da tenda. Avisou Kathryn, que já estava acostumada ao fato de que as multidões sempre ultrapassavam a quantidade de lugares disponíveis e esta se propôs a começar o culto às oito da manhã e atender a todos os necessitados. Maude Aimeé, esposa de Rex Humbard, disse que Kathryn, sem demonstrar o menor cansaço, pregou àquelas pessoas até as duas e meia da tarde daquele domingo. Rex Humbard, mais tarde, iniciou um ministério televisivo e uma das maiores igrejas daquela época,entre 1960 e 1970. Com sua esposa, desenvolveu uma firme amizade com Kathryn Kuhlman que duraria por toda a vida.

Com todo o esforço em toda a sua ida missionária, Kathryn, um dia, recebeu um diagnóstico médico de que tinha o coração aumentado e um defeito na válvula mitral. Mesmo diante desse diagnóstico ela continuou com seu ministério, sem ao menos diminuir o ritmo, permanecendo totalmente dependente da direção que o Espírito Santo havia determinado para a sua vida.

Kathryn havia se tornado uma celebridade. Astros e estrelas de cinema vinham para suas reuniões. O próprio Papa concedeu a ela uma audiência particular no Vaticano. Seus livros eram recomendados por todos e autoridades das maiores cidades americanas ofereceram a ela as chaves de suas cidades. Ela chegou a receber uma Medalha de Honra no Vietnã, por suas contribuições aos americanos feridos naquela guerra.

O último culto de milagres realizado pelo ministério de Kathryn Kuhlman aconteceu no auditório Shrine, em Los Angeles, na Califórnia, no dia 16 de novembro de 1975. Apenas três semanas depois, Kathryn submeteu-se a uma cirurgia e chegou a ficar à beira da morte, no Centro Médico Hillcrest, na cidade de Tulsa, em Oklahoma. Ela já havia passado todo o controle de seu ministério para Tink Wilkerson, em quem confiava. Aliás, confiar foi o grande problema de Kathryn Kuhlman em toda a sua vida. As pessoas (inclusive o Mister, com o qual se casou) se aproximavam dela, ganhavam a sua confiança, mas, quase sempre, havia um interesse financeiro acobertado. Isto causou à evangelista uma enorme série de problemas e graves acusações, durante a sua vida. As pessoas que foram contrariadas em seus intentos, quer de salários mais altos, controle total das finanças a porcentagens absurdas que exigiam dela, ao serem demitidas ou afastadas, tornavam-se inimigas e faziam acusações as mais absurdas, que acabavam sempre encontrando eco aqui e ali. Afinal, quem não gostaria de fazer o seu nome em cima de uma pessoa famosa como ela? Mas, voltando à Kathryn no hospital, ela recebia regularmente a visita do casal Oral e Evelyn Roberts, uma das poucas pessoas que puderam ser recebidas por ela e que iam orar em seu favor. Em determinada ocasião, em lugar das orações dos amigos, Kathryn preferiu dizer à sua irmã que gostaria de voltar para casa. E ela, que foi a responsável por apresentar a toda uma geração o Ministério do Espírito Santo, finalmente realizou o desejo de seu coração. Na época chegou-se a comentar que o Espírito Santo, mais uma vez, desceu sobre ela, deixando o seu rosto iluminado. A enfermeira que estava em seu quarto disse ter notado que havia um brilho envolvendo a cama de Kathryn, proporcionando uma paz indescritível. E, às vinte horas e vinte minutos do dia 20 de fevereiro de 1976, aos sessenta e oito anos de idade, Kathryn partiu para estar com o Senhor.
Oral Roberts dirigiu o culto fúnebre, que foi realizado no Forest Lawn Memorial Park, em Glendale, Califórnia. O caixão de Kathryn Kuhlman foi enterrado no mesmo cemitério e distante apenas oitocentos metros de onde estava a sepultura de Aimeé Semple McPherson. 
Kathryn Kuhlman foi uma jóia de raro valor. Seu ministério abriu caminho para que o Espírito Santo pudesse ser conhecido em toda a atual geração. Ela esforçou-se para nos mostrar como ter comunhão com Ele e como demonstrar a Ele todo o nosso amor. Ela teve o dom de nos mostrar o Espírito Santo como sendo nosso Amigo. E serão suas, as palavras finais deste resumo.


O mundo me chamava de tola por ter entregado minha vida completamente a Alguém a quem jamais eu vira. Entretanto, sei exatamente o que vou dizer quando estiver, finalmente, diante d`Ele. Quando eu olhar o maravilhoso rosto de Cristo, terei apenas uma coisa para lhe dizer: eu tentei. Eu dei a Ele o melhor de mim. Minha redenção terá sido completada quando eu estiver de pé, diante d`Aquele que tornou tudo isso possível.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

A ESPERANÇA NÃO CONFORMISTA DE UM MINISTRO DE DEUS: WILLIAM JAY


"Também nos regozijamos na alegria. Temos muitas promessas claras nas Escrituras, que não podem ser quebradas, da expansão geral e universal do Reino do cristianismo, que ainda não foram cumpridas. Até agora não aconteceu nada na história da graça divina que seja tão abrangente, tão duradouro, tão poderoso, tão abençoado, tão magnificente que possa se comparar a essas predições e promessas. Portanto, melhores dias estão diante de nós, não obstante os presságios de muitos."
WILLIAM JAY
Ministro não-conformista (1769 - 1853)

A CONVICÇÃO DE UM MÁRTIR DO REINO: JAMES RENWICK


"Já houve grandes e gloriosos dias do Evangelho neste país; mas eles foram pequenos em comparação com o que ainda vai acontecer."
JAMES RENWICK
Um Mártir (1688)