quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O MOTIVO CERTO PARA SORRIR


E disse Sara: Deus me deu motivo de riso...
Gênesis 21:6

Em sua penosa condição de mulher estéril, Sara literalmente não encontrava razão para sorrir. Deus prometera que seu marido Abraão seria o genitor de raças e povos, e para isso ele precisava de pelo menos um filho. Como se não bastasse, Sara, além de não poder gerar filhos por causa de sua esterilidade, ainda era da avançadíssima idade de noventa anos (Gênesis 17:17) e já não ovulava mais.

Na verdade, a desesperança de Sara por sua situação, produziu nela um sentimento de ironia e sarcasmo. Uma atitude cínica se apoderou de sua vida. Afinal, o pai da fé era seu marido, e Sara não conhecia a Deus como ele. Sara se tornou amarga e cética.

Foi em uma gloriosa visita de Deus à Abraão em sua casa, que Sara teve o estado de sua alma confrontado. Ao ouvir do outro lado da tenda a promessa de Deus que ela daria à luz um filho em menos de um ano, fez explodir na alma frustrada de Sara um sorriso escarnecedor.

Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer?
Gênesis 18:12

Esta tem sido a atitude de muitas pessoas diante da perspectiva das promessas de Deus. É o sorriso sarcástico que expressa uma postura racionalista e uma mente natural. Afinal de contas, é algo impossível uma gravidez nessas condições de idade e saúde. Está fora de questão tal coisa. Este foi um péssimo momento para sorrir. Sorrir desprezando a promessa divina. Como fizeram os pranteadores hipócritas ao ouvir a perspectiva sobrenatural de Jesus sobre uma menina morta: “...A criança não está morta, mas dorme. E riam-se dele...” (Marcos 5:39-40).
Sara ainda não encontrara um motivo certo para sorrir.
Então, ao ouvir o sorriso inaudível do coração incrédulo de Sara o Senhor Deus declara:

Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?
Gênesis 18:14

Essa declaração do Senhor acima até nos remete à milênios mais tarde, quando o anjo Gabriel diz à Maria: “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.” (Lucas 1:37).
A impossibilidade é o campo de atuação da fé. As impossibilidades revelam, pela fé, um dos atributos naturais de Deus: sua Onipotência.

Certo, é bem verdade que Abraão também titubeou um pouco ao ouvir a promessa (Gênesis 17:17), porém depois que Deus se ausentou, Abraão fortaleceu sua fé glorificando a Deus como se o filho de Sara já existisse (Romanos 4:18-21).

Esta é a atitude da fé verdadeira. A partir do momento da concepção da Palavra de Deus, já estabelece a convicção de que o esperado já foi recebido, e agora, é uma questão de tempo até tornar-se visível e palpável.
Fé não esperança. A esperança espera, a fé agarra. A esperança é a atitude interior de quem aguarda o que já conquistou pela fé.
Assim, a oração da fé não é uma tentativa de convencer Deus a fazer algo pra mim, e sim um apossar-se da promessa de Deus declarando-a e confessando-a continuamente (Hebreus 4:14).
O “amém” que conclui a oração deve ter o mesmo tom e atitude do último brado do calvário: “Está consumado” (João 19:30). As quatro fases da oração devem ser: 

(1) PEDIR; 
(2) CRER; 
(3) RECEBER; e 
(4) TER. 

Senão vejamos o que disse nosso Senhor:

...tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis.
Marcos 11:24

O verdadeiro motivo do nosso sorriso está nas fases iniciais da oração, não nas conclusivas. No texto base deste sermão, Sara entendeu que somente com um filho nos braços é que Deus lhe dera motivo certo para sorrir. Isto não é fé. A verdadeira alegria do Senhor se dá quando eu creio e recebo pela fé. Assim, minha esperança em ter aquilo que cri e recebi, é misturada com sorrisos de alegria porque já é meu.

O motivo certo para sorrir se dá logo que eu me levanto dos meus joelhos com uma atitude de vencedor para a glória de Deus.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O MINISTÉRIO APOSTÓLICO DA IMPOSIÇÃO DE MÃOS


Existe uma doutrina bíblica fundamental na fé cristã, é a imposição de mãos. Alguns a ignoram em nível de estudo, mas deveria ser um tema à ser dominado, pelo menos pelos pentecostais. O entendimento sobre a imposição de mãos é tão importante quanto a doutrina dos batismos, a doutrina da ressurreição dos mortos e a doutrina escatológica do juízo final.

Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição de mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.
Hebreus 6:1-2

            Note que o escritor aos hebreus exorta à igreja hebréia, não a se esquecer da doutrina da imposição de mãos, mas sim a conhecê-la profundamente, no afã de priorizar outros aspectos “mais importantes” da fé. Porém, tal exortação se dirige àqueles que dominam o assunto, o que não é uma realidade em muitos casos.

            A igreja perdeu a noção do poder que está investido neste ato profético.
           Quem haveria ser o herdeiro de José por tradição era o primogênito Manassés, Jacó, porém, impôs sua mão direita (a mão da primogenitura) sobre Efraim, ao que José protestou, pois sabia o significado da benção do patriarca através da imposição da mão direita. “Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manasses. E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça. Mas seu pai o recusou, e disse: Eu o sei, filho meu, eu o sei; também ele será um povo e também ele será grande; contudo, o seu irmão menor será maior que ele, e a sua semente será uma multidão de nações. Assim, os abençoou naquele dia...

            Pais e avós abençoarem seus filhos e netos não é mera tradição religiosa ou uma cultura social restrita aos hebreus, é um princípio espiritual poderosíssimo que foi abandonado em nossa geração.
            Ao sairmos pelas ruas, contemplamos seres humanos tão dignos como nós, assentados à beira da calçada mendigando, nos becos e bares se drogando e alcoolizando, nas esquinas se prostituindo e outros morrendo. Será que eles são meramente um “produto do sistema”, que não tiveram grandes oportunidades na vida? Este pode ser um aspecto básico da origem do problema, “a ponta do iceberg”, mas um outro fator pode estar envolvido. Será que essas pessoas foram abençoadas pelos pais na tenra idade? Será que se inclinaram para que seus pais lhes impusessem as mãos e invocassem as bênçãos do Deus da Igreja de Cristo sobre eles? Não creio!
            Vamos compreender a dimensão do entendimento de Jacó acerca deste ato:

Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos derradeiros dias...Todas estas são as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a sua benção.
Gênesis 49:1, 28

           O patriarca Jacó não somente os abençoou como uma tradição hereditária, ele entendia que sua benção impetrada com fé e sabedoria, seria um fator determinante para o futuro de seus doze filhos.
           Certos pais iracundos amaldiçoam tanto seus filhos em seus momentos de explosão emocional, que tornam seus filhos alvos das investidas do diabo. Crianças, adolescentes e jovens precisam ser incentivados pelos pais com palavras de benção, pois sua formação está intrinsecamente ligada não somente ao ambiente em que crescem, mas principalmente ao que ouvem. Um futuro devastado deve-se em essência, muitas vezes, ao desânimo de palavras amaldiçoadoras. “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.” (Cl 3:21).
          
Deus investe seu poder e autoridade espiritual sobre certos homens e mulheres, para que estes estejam aptos a abençoar. Dada a importância fundamental e profética da imposição de mãos, não devemos permitir que pessoas que não estejam devidamente ungidas e autorizadas, imponham as mãos sobre nós como ato espiritual, pois, “...sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior” (Hb 7:7). O maior aqui, na perspectiva do Reino, é aquele que recebeu uma unção confirmada para ministrar. Melquisedeque estava devidamente autorizado a ministrar (abençoar) a Abraão, pois a unção do sacerdócio estava sobre ele, e o sacerdote era maior do que o profeta.
            Alguém pode ser ungido com sabedoria simplesmente através da imposição de mãos? Deixe este jovem ministro lhe responder. SIM!

E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos.
Deuteronômio 34:9

            A unção para liderar o numeroso povo de Israel estava sobre a vida de Josué, pois a unção que estava sobre Moisés foi transferida para o ministério de Josué.
            Lembro-me muito bem quando eu era um pregador itinerante, fazendo sempre a obra com minha esposa, pastora Gisele, ministrando em grandes congressos. Estávamos revestidos da unção de evangelistas-profetas, até que, no mês de agosto de 2006, o nosso pastor (Deiró de Andrade) impôs as mãos sobre nós, e naquele mesmo instante veio sobre nós uma unção que não esperavamos, a unção para o ministério pastoral. Pelo fato de termos entendido e crido nisto, temos desenvolvido com muita graça este ministério desde então.

            Nunca subestime a oração e a imposição de mãos de um verdadeiro ministro de Deus, é um ato profético poderoso.
            Mas como você pensa que posso relacionar este ato com o ministério apostólico? A relação é óbvia. É um mandamento do senhor Jesus aos que ele enviou. “...Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura...e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão.” (Mc 16:15, 18 b).
            As mãos de um ministro ungido são o ponto de contato entre o homem e as bênçãos de Deus. Há um fluxo de poder espiritual que emana no ato da imposição de mãos, por isso, Jesus outorgou o seu poder curador aos discípulos mediante a imposição de mãos, embora eu entenda que em uma reunião de grandes proporções, não seria possível impor as mãos sobre todos os enfermos, daí cremos exclusivamente no poder curador da Palavra de Deus.

E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, coma sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos.” (Mt 8:16)

            O ministério de Jesus despertou nas pessoas o entendimento e a confiança no esquecido ministério da imposição de mãos, que estava restrito aos sacerdotes que somente impunham as mãos sobre os bodes da expiação. A fama de Jesus foi tão difundida que um religioso, “pastor” de uma sinagoga, procurou o Mestre para ter sua filha ministrada. “E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva.” (Mc 5:22-23).

            Em sua cidade de criação, Nazaré, aconteceu um fato paradoxal, Jesus, aquele que pode todas as coisas, segundo o evangelista Marcos “...não pôde...” fazer muito (v. 5 a), pois ali, a ausência de fé era admirável ao próprio Jesus. “E estava admirado da incredulidade deles...” (Mc 6:6). Alguns, porém, que estavam doentes, ficaram e creram no ministério de Jesus, e mais uma vez as mãos do Senhor entraram em ação. “E não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.” (Mc 6:5). Note que o ato da imposição de mãos requer não somente fé de quem impõe as mãos, mas também de quem é ministrado.
            Como eu disse anteriormente, quando se separa e consagra alguém para o santo ministério, a imposição de mãos é o método neo-testamentário, diferente do Antigo Testamento, em que o óleo era derramado sobre a cabeça do escolhido. Hoje o óleo é usado para ungir (mediante imposição de mãos) aqueles que estão enfermos. “E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.” (Mc 6:13). A unção com óleo é também um ministério apostólico, e não pode ser banalizado. Muitos movimentos carismáticos e pentecostais têm feito do óleo um artigo supersticioso cultural, unge-se tudo. É uma autêntica “lambuzeira!” Entendemos que qualquer pessoa ou até certos objetos possam ser ungidos em qualquer ocasião desde que seja por inspiração e ordem direta do Espírito Santo, mas pelas pessoas devidamente instituídas por Deus. Mesmo porque, o ato do ungir é restrito às pessoas ministerialmente e espiritualmente autorizadas da Igreja, como disse Tiago: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5:14-15).

            Devemos nos guardar destes aventureiros que gostam de “ungir” as pessoas por aí aleatoriamente, pois este ato apostólico e profético está biblicamente restrito aos ministros oficiais da igreja (presbíteros/bispos/anciãos/pastores). O advento do evangelho trouxe uma inimaginável (à cultura judaica) liberdade ministerial e litúrgica às mulheres, que passaram a atuar ativamente na obra de Deus, porém, não há menção bíblica doutrinária de mulheres ungindo pessoas. Não podemos, porém, ser liturgicamente inflexíveis, pois, há exceções emergentes e delegações de ministros autorizados que porventura não estejam presentes. Qualquer um pode ministrar a cura divina pela fé, mas somente ministros da Igreja podem ungir, este é o padrão escriturístico.

            A mesma cautela deve haver em relação àqueles que oferecem a unção, principalmente os que a oferecem como artigo de comércio: “Venha receber a unção no culto da unção com óleo!!!” Tiago orienta: “...Chame os presbíteros...” Note que os presbíteros são normalmente chamados, mas não se oferecem (há exceções).

            Visto que o texto diz: “...orem sobre ele...”, logo, não se exige ungir o local da doença, e sim, o doente, e podemos entender por “sobre ele” que a oração com imposição de mãos sobre a cabeça é a alternativa mais coerente, e da cabeça, a unção do Espírito Santo pode perfeitamente envolver todo o corpo (Sl 133).

            Bom é lembrar também que o óleo utilizado neste rito, não possui nenhum poder medicinal, e muito menos místico, mas é, sim, um ponto de contato de fé por ser um símbolo escriturístico e proféticodo Espírito Santo e seu poder. A cura não está no óleo, e também não está na imposição de mãos em si, mas na fé, pois, “...oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará...
            Através da imposição de mãos, Deus outorga dons aos seus servos, dons espirituais e dons ministeriais. Não foram raras a ocasiões em que Deus me usou para ministrar dons a pessoas por intermédio das minhas mãos, da mesma forma, um dia Deus usou as mãos de um ministro para que eu recebesse o ministério profético.

            Paulo desejava ardentemente chegar à Roma e visitar sua jovem Igreja, e ele escreveu dizendo: “Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual...” (Rm 1:11a - NVI) Não creio que o termo “compartilhar” aqui, seja simplesmente “demonstrar seus dons”, mas sim, dividir com eles o mesmo dom, para posteriormente eles também pudessem ministrar a outros.        
            Ora, se não fosse assim, porque Paulo teria dito à Timóteo: “...despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos.” (2ª Tm 1:6).

            É fabuloso como a bíblia se aplica a praticidade do ministério cristão hodierno. Toda experiência espiritual e litúrgica da Igreja Primitiva pode e deve ser reproduzida na Igreja do século XXI. Lembro-me que em meados do ano de 2003, eu ministrei uma mensagem profética a um jovem problemático da igreja, dizendo-lhe que ele receberia o dom da profecia, e ao mesmo tempo que eu profetizei, eu o ministrei dizendo: “Receba-o agora!” Ele caiu sob o poder do Espírito e, daquele dia em diante processou-se na vida daquele rapaz uma transformação espiritual e ministerial inquestionável, e hoje me alegro ao vê-lo como um jovem pastor de igreja. Este é um entre outros casos semelhantes da minha experiência carismática pessoal. Mas você talvez pergunte: “É possível alguém receber um dom assim, com uma profecia e uma ministração imediata?” O apóstolo Paulo responde: “Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.” (1ª Tm 4:14).
           
Note outro aspecto. Este tipo de dom não deve ser rejeitado (“Não desprezes o dom que há em ti...”), se assim acontecer com você creia e passe a agir à altura do que você recebeu. Use o seu novo talento com graça e sabedoria.
           
Um episódio interessantíssimo ocorreu em Samaria quando um grupo considerável de pessoas receberam em seus corações a fé cristã por intermédio da pregação apostólica do diácono evangelista Filipe:

Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de deus, enviaram lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome de Jesus.) Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.
Atos 8:14-17

            Este não é mais um texto histórico isolado e sem significação teológica e doutrinária, mas é, sim, uma demonstração do ministério apostólico da imposição de mãos. Note que o diácono Filipe, apesar de ser ungido para o ministério evangelístico com uma unção direcionada à libertação (exorcismo), e a restauração física miraculosa de coxos e paralíticos (At 8:7), não estava ministerialmente “habilitado” para ministrar o batismo no Espírito Santo aos novos convertidos que acabara de ganhar.

            Não é um fato incomum em meu ministério este sinal acompanhando a pregação da palavra. Em 90% das igrejas em que ministro, chamo à frente aqueles que desejam ser batizados no Espírito Santo, e nunca me decepcionei com um resultado negativo, pois fui ungido para especificamente para este fim dentre outros. Para mim é muito gratificante quando alguém telefona para mim diz coisas como: “Pastor, todas as vezes que falo em línguas estranhas lembro-me do senhor, por isso estou ligando!”. Penso que esta é uma experiência que qualquer crente cheio do Espírito Santo pode ministrar por fé, mas existem ministros singularmente capacitados para fazê-lo, pois é um ministério apostólico, e este dom não está à venda (At 8:18-24).

sábado, 10 de janeiro de 2015

CURA DIVINA ALÉM DA TEOLOGIA HUMANA

PARTE 11
"Reconhecendo a Unção de Cura"

Sim, como vemos na última publicação, Jesus não pôde realizar milagres nem curar muitos enfermos em sua cidade de criação, Nazaré. Mas Jesus era poderosa e singularmente ungido em seu ministério terreno (Atos 10:38). Havia uma unção que emanava do corpo de Jesus e curava as pessoas.


E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos
Lucas 6:19


Para que as pessoas pudessem ser curadas por este poder que fluía de Jesus, eles precisavam primeiramente reconhece-lo.


Reconhecendo-o os homens daquela terra, mandaram avisar a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os enfermos; e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E todos os que tocaram ficaram são.
Mateus 14:35-36


Toda a dinâmica de fé tinha início quando as pessoas reconheciam que Jesus era ungido.
As pessoas ouviam dizer sobre Jesus, e sobre sua reivindicação de ser UNGIDO (Isaías 61:1-2; Lucas 4:18), e os que criam nesta declaração eram curados somente pelo toque em suas vestes.

Este princípio do reconhecimento era real no ministério de Jesus, cuja unção era ilimitada. Jesus, certamente, por onde quer que passava introduzia sua pregação com base na Escritura de Isaías 61. Mas será que este mesmo princípio se aplica ao ministério dos discípulos de Jesus, cuja unção tem medidas diferentes? As pessoas podem reconhecer e crer na unção de um simples mortal para serem curadas? Não seria esta uma forma de idolatria? Idolatria? Claro que não!

Mesmo a fé salvífica (para salvação) deve ser depositada única e exclusivamente em Jesus Cristo, mas e quem anuncia esta salvação, não deve ter a confiança das pessoas em sua pregação? (Isaías 53:1).

À medida que a reputação de um homem ou mulher de Deus vai crescendo e se propagando, mais a unção do Espírito vai aumentando em sua vida para atender a demanda dos oprimidos. Mais e mais pessoas começam a acreditar que esta pessoa é especialmente ungida por Deus para curar, a notícia se espalha e mais curas e milagres são operados.


Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos... a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalgum deles. Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados.
Atos 5:12,15-16


Note que da mesma forma que as pessoas buscavam um “ponto de contato” com a unção de Jesus, assim faziam também com um discípulo, Pedro que reconhecidamente representava seu ministério e era ungido.

É bíblico crer na unção que está sobre um homem de Deus.

As pessoas criam na unção do Espírito Santo na vida e ministério do apóstolo Pedro de tal forma, que esperavam ser curadas meramente se colocando sobre sua sombra. Aleluia!
Cabe a estes homens de Deus render sempre o louvor e a glória a Deus, e conduzir o povo a Jesus Cristo, não aceitando veneração desmedida (Atos 3:12; 10:25-26).

Mas voltemos ao assunto central. Porque algumas vezes e em alguns lugares essa poderosa unção de cura não é ativada? Porque Jesus, em Nazaré, teve seu poder limitado? A Resposta está no versículo 6:


Não pôde [Jesus] fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. Admirou-se da incredulidade deles...
Marcos 6:5-6


A familiaridade dos habitantes de Nazaré com o “conterrâneo” Jesus, impediu a fé deles. Eles não conseguiam acreditar que o jovem Jesus, o carpinteiro filho de José e de Maria, cujas irmãs e irmãos estavam entre eles (vv. 3-4), que cresceu em suas ruas, e frequentou sua sinagoga, pudesse ser especialmente ungido por Deus. Assim, não puderam crer na unção.

A unção deve ser reconhecida para ser crida e ativada. A dinâmica da ativação da unção de cura é: (1) OUVIR; (2) CRER; (3) DIZER; e (4) SENTIR.

Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveita, antes, pelo contrário, indo a pior, tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque dizia: Se apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo.
Marcos 5:25-29


Você ouve falar da unção. “...ouvindo a fama de Jesus...” (v. 27a)
A mulher hemorrágica ouviu falar de Jesus. Certamente ouviu que ele era especialmente ungido para curar.

Você declara o que crê. “...Porque dizia: Se apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada...” (v. 28) A mulher hemorrágica expressou sua fé na unção com palavras. Nossa palavra devem sempre condizer com nossa fé. É a confissão de certeza absoluta.

Você crê no que ouviu. “...vindo por trás dele...” (v. 27b)
A mulher hemorrágica creu no que ouviu sobre a unção de Jesus para curar, e manifestou sua fé com uma atitude prática.

Você recebe e sente a cura. “...se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada...” (v. 29) A mulher hemorrágica finalmente deixou de ser hemorrágica somente quando ao ouvir falar da unção, declarou sua fé na unção e creu na unção.

Quando você ouvir dizer de um homem ou mulher de Deus que foi especialmente ungido para curar, não se deixe paralisar por preconceitos religiosos, creia nesta unção, declare que será curado através deste ministério, e vá com fé e expectativa certa para receber a cura.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CURA DIVINA ALÉM DA TEOLOGIA HUMANA

PARTE 10
"A Unção de Cura"

Este início de século XXI está sendo caracterizado por um mover do Espírito Santo sem precedentes. Tenho recebido de Deus um nível de compreensão dos tempos (I Crônicas 12:32; Romanos 13:11), que me faz “sentir” a mente de Deus na atmosfera. Devo compartilhar que decidi me envolver no âmago do ministério do Espírito Santo de tal maneira, que não me sinto há algum tempo mais a vontade no nível natural de vida. Sei que enquanto estou neste corpo, não posso abdicar do natural, mas é na dimensão e nível do Espírito e do sobrenatural que estou mais entusiasmado em viver, me mover e existir. Tenho sentido e visto o poder curador de Deus fluindo através de mim, e vejo este poder aumentando. E sei que este poder jamais esteve tão disponível para os ministros de Cristo como hoje. Isto, por pelo menos três razões:

(1)   Atos 2 foi apenas a chuva temporã, que prepara a terra para o plantio da mensagem do Reino, mas este derramar derradeiro é a chuva serôdia, que prepara a terra para última e grandiosa colheita de almas (Tiago 5:7; Atos Joel 2:23; 2:14-21). Veremos manifestações do Espírito jamais vistas até hoje, pois os filhos recriados de Deus se manifestarão em extraordinário poder (Romanos 8:19).

(2)   É neste tempo que Deus está restaurando o poder do verdadeiro evangelho que será pregado em todo o mundo com sinais e prodígios, o Evangelho do Reino (Mateus 24:14).

(3)   A intensificação da obra das trevas faz emergir a necessidade da potencialização da obra de Deus. Processos de apostasia e avivamento estão em plena atividade agora (Mateus 24:12,14), mas é o avivamento e a restauração total que prevalecerá (Atos 3:19-21).


Sim, há uma poderosa unção de cura biblicamente disponível para o corpo de Cristo agora. Como bem ilustra o saudoso irmão Kenneth Hagin, precisamos compreender três características da unção que nos ajudarão a nos mover nela: (1) A UNÇÃO É MENSURÁVEL; (2) A UNÇÃO É TANGÍVEL; e (3) A UNÇÃO É TRANSFERÍVEL.

Entende-se por mensurável, algo que pode ser medido. A unção é a própria medida do poder do Espírito Santo que há em cada filho de Deus, pois cada um tem uma medida diferente, que pode ser aumentada gradualmente quando está em operação. Apenas Jesus, como Ungido de Deus, tinha unção sem medida (João 3:34).

Entende-se por tangível, algo que pode ser tocado ou possui qualidades táteis. O célebre missionário para a África do Sul, John Lake ilustrou: “A eletricidade é o poder de Deus no âmbito natural, e a unção é o poder de Deus no âmbito sobrenatural”. Assim, como podemos sentir fisicamente uma descarga elétrica nos promovendo um choque, podemos também sentir fisicamente, uma descarga de unção nos promovendo uma cura.

Entende-se por transferível, algo que se pode transmitir a outrem. Sim, a unção não é uma “dádiva exclusiva”, antes, é o poder de Deus operando em favor do próximo. Qual é o princípio para ativar esta unção fazendo-a vir nós? Simples. A fé.


Ainda considerando o aspecto mensurável da unção, ela pode tanto aumentar como se dissipar da vida de alguém. Um relato singular sobre mensurabilidade da unção é a ressurreição de um homem morto ao tocar nos ossos de Eliseu.


Sucedeu que, enquanto alguns enterravam um homem, eis que viram um bando; então, lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, logo que o cadáver tocou os ossos de Eliseu, reviveu o homem e se levantou sobre os pés.
II Reis 13:21


A unção que permeava o corpo do profeta ainda estava “fresca”, não tinha se dissipado completamente. Por quê? Pois até que um ministério fiel cumpra o seu propósito na terra, a unção continua operante. Observe a história, Deus determinou que Eliseu herdasse porção dobrada da unção de Elias (II Reis 2:9-14), que teve relatado a realização de sete atos milagrosos, assim, seria razoável que Eliseu com a porção dobrada realizasse quatorze atos milagrosos. Confira, Eliseu morreu com treze sinais sobrenaturais, por isso a unção continuava ativa em seu corpo sem vida. Que Deus detalhista e maravilhoso!

Saiba, se você permanecer fiel e dirigido pelo Espírito Santo, a unção de Deus em você cumprirá todo o seu propósito antes que você vá se encontrar com o Senhor nas mansões celestiais.

Aleluia! A unção é mensurável. Ministre e opere na unção de Deus e não na sua carne, e esta unção vai crescer. Exercite-a. As curas pela unção se tornarão mais extraordinárias e relevantes à medida que você se mover em fé na unção.

Existe um poderoso recurso divino para prover cura aos enfermos, a UNÇÃO. Há uma propriedade específica da unção para curar. Jesus manifestou esta unção: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu... para curar...” (Isaías 61:1; Lucas 4:18).

Note agora uma situação intrigante. Mesmo tendo sido ungido por Deus com unção sem medida, esta unção de Jesus nem sempre “pôde” curar todos os enfermos.

Não pôde [Jesus] fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
Marcos 6:5

Por quê?

Continua...

sábado, 3 de janeiro de 2015

CURA DIVINA ALÉM DA TEOLOGIA HUMANA

PARTE 9
"Os Dons de Curar"

A palavra “dom” no que concerne a Deus é o seu favor imerecido, ou seja, são as dádivas que Ele nos oferece “apesar de nós”. Dom é presente de amor. Estes “presentes” espirituais, Deus concede por sua soberania, mesmo a infiéis. Davi salmodiou profeticamente a obra Redentora do Messias (Jesus Cristo), declarando-o como o conquistador do dons divinos aos homens para fazer “Deus habitar entre os homens”.


Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebestes dons para os homens e até para os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles.
Salmo 68:18 (Efésios 4:8)


Dentre as categorias de dons de Deus, temos o que a Bíblia chama de Dons Espirituais, ou seja, os dons operados diretamente pelo Espírito Santo. São mencionados nove (I Coríntios 12:8-10), e podem ser divididos em três categorias: (1) Dons de Revelação (palavra de conhecimento, palavra de sabedoria e discernimento de espíritos); (2) Dons de Elocução (variedade de línguas, interpretação de línguas e profecia); e (3) Dons de Poder (fé, operação de milagres e dons de curar).


...e a outro [é dado], no mesmo Espírito, dons de curar.
I Coríntios 12:9b


Note que um dos dons de poder (dons que revelam a onipotência de Deus), são os dons de curar. O texto bíblico revela uma pluralidade de “dons de curar” (gr.charismata iamaton”).
São recursos sobrenaturais dados pelo Espírito de Deus à membros do corpo de Cristo (a Igreja), para atuarem na restauração da saúde física, emocional e espiritual de crentes e incrédulos (Mateus 4:23-2; 10:1; Atos 3:6-8; 4:30).
A Bíblia não expressa com clareza o porque a cura é expressa como “dons” no singular, mas podemos deduzir com grande margem de acerto e respaldo bíblico.

Há muitas formas de alguém habilitado em dons de cura operar.

1.    Imposição de mãos sobre a cabeça (Marcos 16:18; Lucas 4:40)
2.    Imposição sobre a área doente (Marcos 8:25)
3.    Oração pública sem contato físico (Mateus 8:16)
·         Com testemunho instantâneo (Marcos 10:52)
·         Com testemunho posterior (Lucas 17:11-19)
4.    Oração à distância (por telefone, por exemplo)
5.    Ungindo com azeite (Marcos 6:13)
6.    Através de peças de roupa (Atos 19:11-12)

Há também as formas menos convencionais.

1.    Soprar no enfermo (João 20:22)
2.    Cuspir no enfermo (João 9:6-7)
3.    Pressionar a área enferma...
4.    Ordenar atos proféticos para o enfermo realizar (II Reis 5:10 e 14)
5.    Escrever para o enfermo (literaturas de cura com oração para repetir)

Posso relatar de casos em um ministro com dons de curar esmurrou o tumor maligno na barriga de um homem, e este foi completamente curado. Também de outro que penetrou com os dedos polegares os olhos de um cego até curá-lo, e o cego enxergou.
Claro que nenhuma destas operações, constituem algum tipo de padrão doutrinário sistematizado, mas se dão pela vontade soberana do Santo Espírito.


A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso... Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.
I Coríntios 12:7 e 11


Vamos observar algumas verdades implícitas e explicitas nestes textos dando ênfase aos dons de curar:

1.    Toda manifestação dos dons de curar tem um propósito divino coerente.
A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (v. 7)

2.    É o Espírito de Deus em nós quem realiza as curas.
Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas...” (v. 11a)

3.    Ele distribui e opera os dons de curar como bem quiser.
...distribuindo-as, como lhe apraz...” (v. 11b)

4.    Ele usa ministros de cura em sua plena individualidade humana.
...a cada um, individualmente.” (v. 11c)

Outra razão pela qual “dons” está no plural, é porque opera eficazmente para diversos tipos de doenças. Esta variedade de curas não se trata apenas da tricotomia humana (espírito, alma e corpo), mas também às diversas e complexas patologias da anatomia humana. O dom opera para qualquer tipo de patologia, vírus, praga, tumor, paralisia, deficiência nos sentidos, mau funcionamento orgânico, descontrole metabólico... Em fim, toda e qualquer forma de doença e dor está dentro do raio de atuação destes poderosos dons do Espírito Santo.

Os dons de curar estão em vigência e operantes na Igreja hoje, e eu mesmo os tenho visto operar através de meu ministério. É uma dádiva preciosa de Deus para o seu povo.



Continua...